sábado, 31 de março de 2012
Á JUVENTUDE BRASILEIRA
"A
(PFELICIDADE QUE BUSCAIS TEM UM NOME: JESUS DE NAZARÉ. REPITO-VOS O QUE DISSE NO INÍCIO DO MEU PONTIFICADO: ‘QUEM DEIXA ENTRAR CRISTO NA SUA VIDA NÃO PERDE NADA, NADA, ABSOLUTAMENTE NADA DO QUE FAZ A VIDA LIVRE, BELA E GRANDE. SÓ COM ESTA AMIZADE SE ABREM REALMENTE AS GRANDES POTENCIALIDADES DA CONDIÇÃO HUMANA. SÓ COM ESTA AMIZADE EXPERIMENTAMOS O QUE É BELO E O QUE NOS TORNA LIVRES". APA BENTO XVI) Estimados/as Jovens! "Alegrai-vos sempre no Senhor"
A Igreja sempre nos proporciona a alegria de viver e caminhar com o Senhor. Ela nos convida e nos auxilia a sermos discípulos/as missionários/as de Cristo. As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), instituídas por João Paulo II para que aconteça em todos os anos por ocasião do Domingo de Ramos, são momentos e espaços fundamentais que contribuem para o sentido da vida, o amadurecimento na fé, o compromisso com o amor ao próximo.
Este material é uma proposta para ser vivida, celebrada e compartilhada entre os jovens, como:
1- sugestões práticas para que a juventude das comunidades e das diversas expressões juvenis possa conhecer a profundidade da mensagem bíblica da XXVII Jornada Mundial da Juventude e testemunhar a alegria de viver em Cristo;
2- estímulo para que a juventude conheça a dinâmica das JMJ, organize espaços de comunhão na diocese e conduza outros/as jovens à vivência do ser Igreja, com diferentes características, partilhando experiências e celebrando a unidade;
3- guia para que a juventude que está distante da Igreja possa ser estimulada a reencontrar ou encontrar o caminho de Cristo através das celebrações festivas promovidas pelo/as jovens;
4- auxílio para a reflexão do tema proposto pelo papa e para a organização da Jornada Diocesana da Juventude 2012.
Estimados jovens!
Este subsídio quer ser um apoio para todos os grupos. Porém, isso não tira a importância da criatividade de vocês. A partir das suas diversas experiências e realidades utilizem o material como uma luz para o seu grupo. Com a verdadeira alegria que vem de Cristo sigam o seu caminho de Evangelização.
Brasília, 25 de março de 2012
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Bispo Auxiliar de Campo Grande – MS
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude
Padre Antonio Ramos do Prado, sdb
Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude , pois Ele é a razão do nosso Amor!
(PFELICIDADE QUE BUSCAIS TEM UM NOME: JESUS DE NAZARÉ. REPITO-VOS O QUE DISSE NO INÍCIO DO MEU PONTIFICADO: ‘QUEM DEIXA ENTRAR CRISTO NA SUA VIDA NÃO PERDE NADA, NADA, ABSOLUTAMENTE NADA DO QUE FAZ A VIDA LIVRE, BELA E GRANDE. SÓ COM ESTA AMIZADE SE ABREM REALMENTE AS GRANDES POTENCIALIDADES DA CONDIÇÃO HUMANA. SÓ COM ESTA AMIZADE EXPERIMENTAMOS O QUE É BELO E O QUE NOS TORNA LIVRES". APA BENTO XVI) Estimados/as Jovens! "Alegrai-vos sempre no Senhor"
A Igreja sempre nos proporciona a alegria de viver e caminhar com o Senhor. Ela nos convida e nos auxilia a sermos discípulos/as missionários/as de Cristo. As Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), instituídas por João Paulo II para que aconteça em todos os anos por ocasião do Domingo de Ramos, são momentos e espaços fundamentais que contribuem para o sentido da vida, o amadurecimento na fé, o compromisso com o amor ao próximo.
Este material é uma proposta para ser vivida, celebrada e compartilhada entre os jovens, como:
1- sugestões práticas para que a juventude das comunidades e das diversas expressões juvenis possa conhecer a profundidade da mensagem bíblica da XXVII Jornada Mundial da Juventude e testemunhar a alegria de viver em Cristo;
2- estímulo para que a juventude conheça a dinâmica das JMJ, organize espaços de comunhão na diocese e conduza outros/as jovens à vivência do ser Igreja, com diferentes características, partilhando experiências e celebrando a unidade;
3- guia para que a juventude que está distante da Igreja possa ser estimulada a reencontrar ou encontrar o caminho de Cristo através das celebrações festivas promovidas pelo/as jovens;
4- auxílio para a reflexão do tema proposto pelo papa e para a organização da Jornada Diocesana da Juventude 2012.
Estimados jovens!
Este subsídio quer ser um apoio para todos os grupos. Porém, isso não tira a importância da criatividade de vocês. A partir das suas diversas experiências e realidades utilizem o material como uma luz para o seu grupo. Com a verdadeira alegria que vem de Cristo sigam o seu caminho de Evangelização.
Brasília, 25 de março de 2012
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb
Bispo Auxiliar de Campo Grande – MS
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude
Padre Antonio Ramos do Prado, sdb
Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude , pois Ele é a razão do nosso Amor!
sexta-feira, 30 de março de 2012
SONHAR E CONSTRUIR
Sonhar e Construir
Deus criou o mundo na total perfeição!
Sonhou com a felicidade dos homens.
De todos os homens...
O universo seria a casa de seus filhos!
Em cada ser humano,
Traços do rosto de Deus
E no coração o ideal da fraternidade,
Do amor e da harmonia.
Mas os homens endureceram seus corações
E esqueceram que eram filhos do mesmo Pai,
Irmãos dos irmãos.
A ganância e o egoísmo
Ocuparam o lugar da fraternidade e do amor...
Os homens foram criando os ídolos da riqueza,
do poder, do prazer,
Do consumismo, da enganação, todos inimigos entre si,
que por sua vez,
Criaram figuras estranhas e frias como a morte,a dor a indiferença,
A corrupção e a miséria...
E os homens se dividiram em ricos e pobres,
em cultos e analfabetos, em cidadãos e excluídos....
Hoje é preciso reconstruir este mundo...
Recriar a vida,recompor a natureza, restabelecer as relações de fraternidade e justiça
E recuperar o rosto de Deus em cada ser humano.
Nesta construção precisa-se de todos.
Cada um tem seu papel e sua missão a cumprir.
A construção acontece no dia a dia com as pedras da participação,
Com tijolos de boa vontade, com a argamassa da solidariedade,
Com a força do compromisso de muitos cristãos e o concreto,
forte de amor dos que acreditam
Num mundo melhor.
Nesta obra não há lugar para construtores egoístas,
alienados ou gananciosos...
Estes, atrapalham e atrasam a construção do mundo novo.
O mundo que precisamos construir terá a cor do céu,
o sabor do mel, a paixão dos jovens,
A beleza das flores, o perfume da primavera,
a ousadia dos que lutam,
a coragem dos que amam a vida...
A vida desabrochará em todos os cantos,
sem o medo da fome,
nem da insegurança do amanhã
E sem o horror da violência da exclusão!
Não haverá divisões, nem preconceitos.
Todos serão cidadãos e todos serão irmão de cada irmão.
Este mundo tem um nome: Reino de Deus – Sonho de Deus!
Cabe a cada um de nós, a você, fazer acontecer o sonho de Deus.
Faça a sua parte
Você já colocou seu tijolo hoje?
Quem souber que é o autor me diga.
quinta-feira, 29 de março de 2012
JUVENTUDE:PRECISAMOS DE SANTOS
Falar da Jornada Mundial da Juventude é também recordar aquele que a idealizou e a tornou possível: o bem aventurado João Paulo II. Ele foi o primeiro pontífice a estabelecer essa relação de proximidade com os jovens, instituindo a JMJ em 1985, por ocasião da comemoração do Ano da Juventude.
Já em 1986, no domingo de Ramos, realizou-se em Roma a primeira Jornada, tendo como tema “Estais sempre prontos a responder a todo aquele que pedir a razão de vossa esperança.” (1 Pedro 3,15).
Com o passar dos anos a Jornada foi ganhando maior expressão, e milhões de jovens do mundo inteiro foram sendo cativados pelo carisma, pelas sábias palavras e pelo amor de João Paulo II para com a juventude. Vale destacar que os símbolos da JMJ, Cruz Peregrina e ícone de Nossa Senhora, foram oferecidos pelo próprio papa à juventude. Em 2002, João Paulo II participou de sua última JMJ, que aconteceu em Toronto, no Canadá.
As palavras e o testemunho deixado pelo ‘’Papa da Juventude’’, como é conhecido, são atuais e ainda ecoam nos corações, convidando cada jovem a ter uma atitude missionária e santa, sendo protagonista da sua história.
Trecho da Carta aos jovens: Papa João Paulo II
“Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “lascam” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos.”
Já em 1986, no domingo de Ramos, realizou-se em Roma a primeira Jornada, tendo como tema “Estais sempre prontos a responder a todo aquele que pedir a razão de vossa esperança.” (1 Pedro 3,15).
Com o passar dos anos a Jornada foi ganhando maior expressão, e milhões de jovens do mundo inteiro foram sendo cativados pelo carisma, pelas sábias palavras e pelo amor de João Paulo II para com a juventude. Vale destacar que os símbolos da JMJ, Cruz Peregrina e ícone de Nossa Senhora, foram oferecidos pelo próprio papa à juventude. Em 2002, João Paulo II participou de sua última JMJ, que aconteceu em Toronto, no Canadá.
As palavras e o testemunho deixado pelo ‘’Papa da Juventude’’, como é conhecido, são atuais e ainda ecoam nos corações, convidando cada jovem a ter uma atitude missionária e santa, sendo protagonista da sua história.
Trecho da Carta aos jovens: Papa João Paulo II
“Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “lascam” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos.”
SEMANA MISSIONÁRIA
Os dias que antecedem as Jornadas Mundiais da Juventude são marcados por atividades nas principais cidades do país sede. Os jovens peregrinos vindos de outros países envolvem-se em momentos organizados pelas dioceses anfitriãs, possibilitando encontros de FÉ, CULTURA e SOLIDARIEDADE entre as diversas juventudes do mundo.
O programa destes dias integra diversos tipos de atividades promovendo a:
FÉ, levando os jovens à oportunidade de participar na Celebração Eucarística, tempo à oração pessoal, Lectio Divina, mística em grupo, via sacra, vigílias, etc;
SOLIDARIEDADE, promovendo o encontro com as mais diversas realidades, fazendo perceber a necessidade urgente de serem anunciadores e promotores da verdade e da justiça;
CULTURA, dando aos jovens conhecerem as raízes cristãs de tantas manifestações da cultura do país sede (“a fé feita cultura", nas palavras do Bem-Aventurado João Paulo II), e que aprofundem o seu conhecimento da fé através de tantas manifestações de arte cristã.
Uma das ideias predominantes é de que a SEMANA MISSIONÁRIA aconteça em todas as dioceses, independentemente da presença ou não, de jovens provenientes de outros países. A proposta é promover missão jovem em todo o recanto do Brasil num bonito envolvimento de ações de evangelização juvenil. ‘Semana Missionária Jovem’.
Repassamos o texto abaixo que nos foi enviado pelo Pontifício Conselho para os Leigos a respeito da Semana Missionária, para um melhor esclarecimento do que essa atividade significa em sua originalidade:
Acolhida prévia nas Dioceses
Via eai?tche
O programa destes dias integra diversos tipos de atividades promovendo a:
FÉ, levando os jovens à oportunidade de participar na Celebração Eucarística, tempo à oração pessoal, Lectio Divina, mística em grupo, via sacra, vigílias, etc;
SOLIDARIEDADE, promovendo o encontro com as mais diversas realidades, fazendo perceber a necessidade urgente de serem anunciadores e promotores da verdade e da justiça;
CULTURA, dando aos jovens conhecerem as raízes cristãs de tantas manifestações da cultura do país sede (“a fé feita cultura", nas palavras do Bem-Aventurado João Paulo II), e que aprofundem o seu conhecimento da fé através de tantas manifestações de arte cristã.
Uma das ideias predominantes é de que a SEMANA MISSIONÁRIA aconteça em todas as dioceses, independentemente da presença ou não, de jovens provenientes de outros países. A proposta é promover missão jovem em todo o recanto do Brasil num bonito envolvimento de ações de evangelização juvenil. ‘Semana Missionária Jovem’.
Repassamos o texto abaixo que nos foi enviado pelo Pontifício Conselho para os Leigos a respeito da Semana Missionária, para um melhor esclarecimento do que essa atividade significa em sua originalidade:
Acolhida prévia nas Dioceses
Via eai?tche
O QUE SÃO JDJ
As Jornadas Diocesanas
O sonho de João Paulo II ao criar as Jornadas Mundiais da Juventude foi que elas fossem vividas tanto mundialmente quanto em cada diocese. Com esse propósito foi criado a seção Jornadas Diocesanas.
A experiência da Jornada Mundial da Juventude não pode ficar restrita ao encontro mundial que ocorre a cada três anos e muito menos aos que podem viajar e viver essa experiência em outros países. Ela foi sonhada pelo Santo Padre para reacender em cada um de nós jovens a chama do Amor e para demonstrar a força da juventude na transformação da sociedade.
Para o Brasil poder se preparar para ser sede de uma futura Jornada Mundial da Juventude, sonho de muitos jovens que conhecem a importância e a força de transformação que esse encontro possui, precisamos ter a espiritualidade da JMJ bem formada aqui. Uma das melhores maneiras de fomentar essa espiritualidade é trazer essa vivência para as nossas dioceses: experimentar a diversidade de carismas na unidade da fé em Cristo.
Por isso, as Jornadas Diocesanas devem ter essa espiritualidade ao mesmo tempo plural e centrada em Cristo e incentivar os jovens ao diálogo dentro da Igreja e com outras realidades também. Quanto mais as Jornadas Diocesanas se propagarem, mais os jovens brasileiros estarão preparados para acolherem todas as graças de uma JMJ.
As iniciativas de viver as Jornadas Diocesanas nas cidades brasileiras em comunhão com várias outras dioceses em todo o mundo serão registradas nesta seção.
A equipe da Jornada Arquidiocesana da Juventude de Belo Horizonte (MG) preparou um projeto de preparação e organização de uma Jornada Diocesana que poderá servir como exemplo para outras dioceses. Para acessar o arquivo e baixá-lo, clique AQUI (formato PDF - 1,33MB).
Imagens: Jornada Arquidiocesana de Belo Horizonte (2007)
Via JMJ 2013 -RIO
O sonho de João Paulo II ao criar as Jornadas Mundiais da Juventude foi que elas fossem vividas tanto mundialmente quanto em cada diocese. Com esse propósito foi criado a seção Jornadas Diocesanas.
A experiência da Jornada Mundial da Juventude não pode ficar restrita ao encontro mundial que ocorre a cada três anos e muito menos aos que podem viajar e viver essa experiência em outros países. Ela foi sonhada pelo Santo Padre para reacender em cada um de nós jovens a chama do Amor e para demonstrar a força da juventude na transformação da sociedade.
Para o Brasil poder se preparar para ser sede de uma futura Jornada Mundial da Juventude, sonho de muitos jovens que conhecem a importância e a força de transformação que esse encontro possui, precisamos ter a espiritualidade da JMJ bem formada aqui. Uma das melhores maneiras de fomentar essa espiritualidade é trazer essa vivência para as nossas dioceses: experimentar a diversidade de carismas na unidade da fé em Cristo.
Por isso, as Jornadas Diocesanas devem ter essa espiritualidade ao mesmo tempo plural e centrada em Cristo e incentivar os jovens ao diálogo dentro da Igreja e com outras realidades também. Quanto mais as Jornadas Diocesanas se propagarem, mais os jovens brasileiros estarão preparados para acolherem todas as graças de uma JMJ.As iniciativas de viver as Jornadas Diocesanas nas cidades brasileiras em comunhão com várias outras dioceses em todo o mundo serão registradas nesta seção.
A equipe da Jornada Arquidiocesana da Juventude de Belo Horizonte (MG) preparou um projeto de preparação e organização de uma Jornada Diocesana que poderá servir como exemplo para outras dioceses. Para acessar o arquivo e baixá-lo, clique AQUI (formato PDF - 1,33MB).
Imagens: Jornada Arquidiocesana de Belo Horizonte (2007)
- Caso a sua diocese também já tenha uma jornada diocesana, mande informações para nosso site de como é feita a preparação, como são os dias do evento, além de notícias e fotos, para divulgarmos a cultura das Jornadas por todo nosso Brasil. Escreva para contato@jmjbrasil.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Via JMJ 2013 -RIO
O IDEALIZADOR DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
Com a palavra, o criador e idealizador

Foi assim que o Papa João Paulo II, o grande idealizador das Jornadas Mundiais da Juventude, explicou o porquê desses encontros mundiais. Um tempo para reavivar nos jovens a sua caridade e celebrar a fé na união da diversidade de povos, línguas e nações. As Jornadas são como fontes para reabastecer a fé de cada jovem na Igreja e da Igreja nos jovens.
Elas não concorrem com as pastorais da juventude, os movimentos ou grupos jovens, mas são um tempo especial para uma vivência cada vez mais profunda na intimidade com Cristo e no amor pela humanidade. Como o Santo Padre disse na mesma carta: “Uma Jornada da Juventude oferece ao jovem uma experiência viva de fé e comunhão, que o ajudará a enfrentar as questões profundas da vida e a assumir com responsabilidade o seu lugar na sociedade e na comunidade eclesial.” João Paulo II
Perguntas e Respostas sobre a Jornada Mundial da Juventude
Via JJMJ 2013-Rio1 - O que é a Jornada Mundial da Juventude (JMJ)?
A Jornada Mundial da Juventude é a semana de eventos da Igreja Católica para os jovens e com os jovens. Ela reúne milhares de jovens do mundo todo para celebrar e aprender sobre a fé católica e para construir pontes de amizade e esperança entre continentes, povos e culturas.
Inspirado por grandes encontros de jovens do mundo em eventos especiais ocorridos no Domingo de Ramos em Roma em 1983 e 1984, o Papa João Paulo II estabeleceu a Jornada Mundial da Juventude como um evento anual e um meio para alcançar a nova geração de católicos e propagar os ensinamentos da Igreja.
A Jornada Mundial da Juventude é uma festa da alegria. O entusiasmo e o caráter juvenil se manifestam na JMJ por meio da dança, da música e das diversas manifestações artísticas pelas ruas e nos lugares dos encontros, sejam espontâneas ou organizadas: é uma festa da coexistência pacífica de muitas nações. A JMJ é uma festa da união acima das barreiras do idioma e da cultura, e, por isso, uma expressão da certeza de que Deus trará para a humanidade uma nova época, da justiça e da paz.
2 - Quando elas ocorrem?
São celebradas anualmente. Em intervalos de 2 ou 3 anos, uma cidade é escolhida para celebrar a grande Jornada, na qual participam centenas de milhares de pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermediários, as JMJs são vividas localmente, no Domingo de Ramos, por algumas dioceses ao redor do mundo. Para cada Jornada, o Santo Padre sugere um tema.
3 - O que acontece nas JMJs?
Durante as JMJs acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Mas todas as atividades com o mesmo objetivo: a busca de Deus.
Em sua última edição, na Austrália, reuniu cerca de 500 mil jovens. Apesar de ser proposta pela Igreja Católica, é um convite a todos os jovens do mundo. Para João Paulo II, a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e, acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo.
4 - Quando e onde ocorrerá a Jornada Mundial da Juventude?
A Jornada Mundial da Juventude será sediada em Madri, Espanha, em agosto de 2011.
5 - Como as Jornadas Mundiais da Juventude começaram?
Elas foram iniciadas pelo Papa João Paulo II. As JMJs foram sediadas todos os anos desde 1986 quando o aconteceu o primeiro evento oficial em Roma. Sidney irá sediar a X JMJ Internacional e a XXIII JMJ Geral.
6 - Onde a Jornada Mundial da Juventude foi sediada anteriormente?
A Jornada Mundial da Juventude foi sediada em Roma - Itália (1986), Buenos Aires - Argentina (1987), Santiago de Compostela - Espanha (1989), Czestochowa - Polônia (1991), Denver - Estados Unidos (1993), Manila - Filipinas (1995), Paris - França (1997), Roma - Itália (2000, Jubileu), Toronto - Canadá (2002), Colônia - Alemanha (2005) e Sidney - Austrália (2008).
O INICIO DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
Durante o Jubileu de 1983-1984, chamado Ano Santo da Redenção em recordação da morte de Cristo há 1950 anos, houve uma celebração dedicada à juventude na vigília do Domingo de Ramos em Roma. Mais de 300 mil jovens vindos de todas as partes do mundo participaram do Jubileu Internacional da Juventude. O Papa os presenteou com uma cruz de madeira.
O ano de 1985 foi proclamado pela ONU como o Ano Internacional da Juventude. A Igreja Católica organizou um novo encontro internacional no Domingo de Ramos, 31 de março, em que 350 mil jovens se reuniram na Praça São Pedro. Depois desse evento, o Papa instituiu a Jornada Mundial da Juventude com ocorrência anual. Portanto, pode-se afirmar que a JMJ foi um desejo e uma iniciativa de João Paulo II ao ver a participação massiva dos jovens que foram a Roma para os encontros internacionais de 1984 e 1985.
O ano de 1985 foi proclamado pela ONU como o Ano Internacional da Juventude. A Igreja Católica organizou um novo encontro internacional no Domingo de Ramos, 31 de março, em que 350 mil jovens se reuniram na Praça São Pedro. Depois desse evento, o Papa instituiu a Jornada Mundial da Juventude com ocorrência anual. Portanto, pode-se afirmar que a JMJ foi um desejo e uma iniciativa de João Paulo II ao ver a participação massiva dos jovens que foram a Roma para os encontros internacionais de 1984 e 1985.
Em Buenos Aires (Argentina - 1987), com a participação de 500 mil jovens; em Santiago de Compostela (Espanha – 1989), com 400 mil; en Czestochowa (Polônia – 1991), com 1 milhão e 600 mil; em Denver (Estados Unidos – 1993), com 500 mil; em Manila (Filipinas – 1995), com aproximadamente 5 milhões; em Paris (França -1997), 1 milhão e 200 mil; em Roma (Itália – 2000), com 2 milhões; em Toronto (Canadá – 2002), com 800 mil; em Colônia (Alemanha – 2005), com 1 milhão; em Sidney (Austrália – 2008), com 400 mil.
Via JMJ RIO 2013
quarta-feira, 28 de março de 2012
JORNADA DIOCESANA DA JUVENTUDE
Mensagem do Papa para a JDJ e um subsídio da Comissão para a Juventude da CNBB
27/03/2012 - JDJ
“Dou graças a Deus pelos muitos frutos que a Jornada suscitou e que no futuro seguirão multiplicando-se entre os jovens e as comunidades às quais pertencem. Agora nós estamos nos dirigindo para o próximo encontro no Rio de Janeiro no ano de 2013, que terá como tema ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’ (cf. Mt 28,19), diz a mensagem do papa.
O tema da Jornada Mundial da Juventude deste ano é tirado da Carta do Apóstolo São Paulo aos Filipenses: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (4,4). “De fato a alegria é um elemento central da experiência cristã. Também experimentamos em cada Jornada Mundial da Juventude uma alegria intensa, a alegria da comunhão, a alegria de sermos cristãos, a alegria da fé. Esta é uma das características desses encontros”, diz Bento XVI.
O papa continua sua mensagem afirmando que “a Igreja tem a vocação de levar a alegria ao mundo, uma alegria autêntica e duradoura, a dos anjos que anunciaram aos pastores de Belém o nascimento de Jesus”.
Deus não somente falou, não somente realizou sinais prodigiosos na história da humanidade, mas se fez tão próximo que chegou a se fazer um de nós, percorrendo todas as etapas da vida do homem. No difícil contexto atual, muitos jovens, ao redor de vocês, têm uma grande necessidade de sentir que a mensagem cristã é uma mensagem de alegria e esperança.
Na sua mensagem o papa quer então refletir com os jovens sobre esta alegria, sobre os caminhos para encontrá-la, para que eles possam vivê-la cada vez com mais profundidade e serem mensageiros dela entre aqueles que os circundam.
O texto da mensagem está dividido em sete pontos: Nosso coração foi feito para a alegria; Deus é a fonte da verdadeira alegria; Conservar no coração a alegria cristã; A alegria do amor; A alegria da conversão; A alegria nas provas; Testemunhas da alegria.
Na última parte da mensagem o papa Bento XVI convida os jovens a serem missionários da alegria. Não se pode ser feliz se os demais não são felizes. Por isso é necessário compartilhar a alegria. “Vão contar aos demais jovens a sua alegria de ter encontrado aquele tesouro precioso que é Jesus. Não podemos conservar para nós a alegria da fé; para que esta possa permanecer em nós, temos que transmiti-la”, disse.
VIA JMJ
segunda-feira, 26 de março de 2012
BOTE FÉ
Jovens Missionários Botam Fé na Vida
- 40
- 30Jan
Frente ao desejo de experimentar Jesus Cristo nas diferentes realidades propostas por nosso Brasil e motivado pela passagem da Cruz Peregrina, entregue aos Jovens pelo Beato João Paulo II, a vontade de rever amigos e participar do Bote Fé Recife transformou-se em realidade. O evento que acolheu a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e o Ícone de Maria, na Arquidiocese de Olinda e Recife, levou uma multidão ao Marco Zero bairro do Recife, inclusive um gaúcho que chegou a ser voluntário do evento. O "Bote Fé Recife" foi um dos maiores episódios da história da Igreja Católica no país. A emoção tomou conta dos participantes, a maioria jovens que acompanharam de perto a passagem dos símbolos peregrinos por quilômetros, caminhando por mais de 12 horas e, ao findar da noite, rezaram agradecendo e louvando com shows.
Uma grande experiência missionária foi a troca ocorrida entre os articuladores da Juventude Missionária (JM) do Rio Grande do Sul e de Pernambuco. O jovem Guilherme Cavalli, da JM RS, foi recebido pela JM de Pernambuco representada por Jadson Bezerra, vivendo juntos intensamente cada um dos dias como peregrinos, pela Região Metropolitana de Recife/PE. Foram experiências incríveis vividas nas preparatórias desse evento, a expectativa pelo grande dia da chegada da cruz aumentou quando o Guilherme disse: "pernambucano, estarei no Bote Fé Recife". A partir daí começou a articulação para que o missionário gaúcho aproveitasse ao máximo esse momento de fé na Veneza Pernambucana. De imediato cadastrou-se como voluntário e rumou da Diocese de Vacaria, interior do RS, para ser peregrino no Bote Fé Recife e representar toda a "Juventude Tchê". Está aí a prova de que este foi o Bote Fé do Brasil!
Durante o Bote Fé Recife, no dia 16 janeiro, a profecia de dom Hélder Câmara se cumpriu, conforme disse dom Fernando Saburido e Pe. Pedro na primeira celebração que marcou o inicio da peregrinação. Dom Helder, havia dito que o Santuário de Fátima seria a casa da juventude e isso se concretizou no Bote Fé Recife. O local ficou tomado de jovens, que se emocionaram com a Cruz da Jornada Mundial da Juventude e o Ícone de Maria, mostrando que a opção da Igreja pela juventude é recíproca. Nesses eventos nota-se o quanto a juventude se abraça em pilares que há séculos espalham amor e esperança na humanidade mais evoluída e solidaria. São nesses momentos, marcados pelo pluralismo e pela liquidez, que a juventude mostra que sabe ouvir os clamores da missão. Os jovens cantaram: "Bote Fé em Cristo, oh gente que segue os passos do Senhor. Bote Fé na Vida, oh povo da Paz e do Amor."
Em oração, nós jovens fizemos comunhão com toda a sociedade que aposta em nosso dinamismo e em nosso potencial. Em uma mudança de tempo onde a juventude é mártir da violência, o Bote Fé Recife fazia paradas destacando a valorização da vida, o apelo a negação às drogas e dizia sim à participação dos jovens na Igreja, que de forma ativa revigora e mostra a face jovem de Cristo. É gratificante ver o jovem carregando a Cruz, sinal de Cristo obedecendo ao pedido de João Paulo II feito em 1984, ano que se estabeleceu a Nova Evangelização, quando disse: "Jovens, carreguem-na pelo mundo todo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade". É esse símbolo que une nações em prol da vida e da redenção da fé, trazendo a imagem viva de Cristo que já não se encontra crucificado, mas está no sacrário vivo que somos e que dia a dia pede que O espalhemos a toda a humanidade. Essa cruz que hoje é carregada pelos jovens de todo o mundo, antes de Cristo era instrumento de morte, após a Sua ressurreição tornou-se sinal de salvação, de vida e redenção para todos que creem.
Ao longo de nossa vida, Deus Pai nos reserva qualificadas surpresas. Através delas Ele nos revela sua bondade e amor por todos e a única coisa que propõe em troca é que nos amemos uns aos outros. O amor é o sinal do Cristão e, onde ele é praticado, podemos ter certeza que Deus ali se encontra. É incrível ver a dedicação de milhares de pessoas que através da oração, do canto, da peregrinação e da ajuda mutua, buscam retribuir esse sentimento recebido do céu. Mais incrível ainda é notarmos que a juventude está sedenta de amor mesmo que ainda hajam pessoas que erroneamente afirmam que nossos jovens não têm perspectivas de luta, de vida. Nesses "eventos de fé" que estão acontecendo por todo o Brasil como mobilização para a JMJ que acontecerá em julho de 2013 no Rio de Janeiro, nota-se o comprometimento de uma grande parcela da população que se torna jovem por ter a compaixão e a misericórdia como ideal de vida e assim buscam, sejam crianças, jovens ou adultos, tirar da cruz os que clamam por voz e vez.
Botemos Fé na vida, sejamos Jovens Missionários e sempre solidários.
via Eai?tchê
VOCAÇÃO TALENTO A SER CUIDADO
Cada ser humano recebe de Deus muitos dons e talentos ao longo da vida. O primeiro deles é o próprio dom de viver. Este talento é algo que ganhamos sem esforço e merecimento algum, é pura graça divina. A vocação é outro dom especial que recebemos de Deus. Ele distribui gratuitamente a cada ser humano este talento, não é igual para todos, mas todos o recebemos em suas distintas formas e especificidades e, nos convida a cuidá-lo, pois do cultivo deste talento depende a nossa felicidade.
Em seu evangelho Jesus conta várias parábolas e em uma delas fala justamente do cuidado que devemos ter com aquilo que recebemos de Deus. Trata-se da Parábola dos Talentos (Mt 25, 14-30). Acredito que esta passagem bíblica pode nos ajudar a entender e a viver melhor o nosso compromisso com a vocação recebida.
Nesta parábola Jesus se auto representa como um dono de terras que tem que se ausentar e confia aos empregados o trabalho em sua propriedade. Fala-se de três servos que receberam os talentos, segundo suas capacidades pessoais. Eram pessoas que certamente tinham a confiança absoluta do seu senhor. Um deles recebeu cinco talentos, outro dois e o terceiro um, com toda a liberdade de usá-los como quisessem. O que recebeu cinco, não vacilou, e saiu em busca de um retorno à confiança de seu senhor, da mesma forma fazendo o que recebeu dois. "Mas, aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o talento do seu patrão." (Mt 25, 18).
Por que este empregado que recebeu um só talento enterrou o dom recebido? Parece-nos que aquele homem pensou que, enterrando-o, ficaria neutro e não precisaria nem se desculpar em relação a seu senhor. Ele entenderia sua preferência pela neutralidade e não cobraria dele a falta de uso do talento, afinal, era um só, e não faria falta ao seu senhor. Mas neutralidade não é uma opção de quem quer viver uma vocação. Quem procede com neutralidade, mais cedo ou mais tarde irá dar-se conta que a vida fica sem gosto, sem sabor, sem sentido.
Diante desse panorama é preciso criar consciência da nossa missão no mundo, da nossa vocação. Não há dúvida que Deus nos deu muitos dons e talentos. Cabe a cada um de nós descobrirmos quais são eles. E, num segundo momento, fazer nossa opção: que farei com os dons e talentos recebidos? Vou colocá-los a serviço da minha realização humana, da minha felicidade e consequentemente da realização da vontade de Deus ou vou desprezar através de uma "falsa humildade" e enterrá-los?
Sou livre para tomar esta decisão? A vocação é uma opção totalmente minha. Somente eu é que posso decidir sobre meus talentos, sobre minha vocação, sobre meu projeto de vida, sobre meu futuro. Agora bem, dizer que "somente eu posso decidir", não significa dizer que eu posso fazer o que quero, que "vale tudo" mas, ao contrário, que minha realização pessoal depende da descoberta da minha vocação e da minha opção pela sua realização tendo o cuidado de cultivá-la. E, não condicionando minha opção por aquilo que os outros pensam e esperam de mim.
Jovem, você não tem nenhuma desculpa para deixar de usar os dons e talentos que Deus lhe deu. Afinal, alguma coisa você sabe fazer. Portanto, procure descobrir quais são os seus talentos, para o quê você é chamado, e não demore, comece hoje mesmo a cuidar e a fazer com que estes talentos produzam frutos.
Querido jovem, a vocação é um talento que você recebeu de Deus, não para ser enterrado, mas para ser cuidado e cultivado a fim de que possa produzir os frutos desejados.
Em seu evangelho Jesus conta várias parábolas e em uma delas fala justamente do cuidado que devemos ter com aquilo que recebemos de Deus. Trata-se da Parábola dos Talentos (Mt 25, 14-30). Acredito que esta passagem bíblica pode nos ajudar a entender e a viver melhor o nosso compromisso com a vocação recebida.
Nesta parábola Jesus se auto representa como um dono de terras que tem que se ausentar e confia aos empregados o trabalho em sua propriedade. Fala-se de três servos que receberam os talentos, segundo suas capacidades pessoais. Eram pessoas que certamente tinham a confiança absoluta do seu senhor. Um deles recebeu cinco talentos, outro dois e o terceiro um, com toda a liberdade de usá-los como quisessem. O que recebeu cinco, não vacilou, e saiu em busca de um retorno à confiança de seu senhor, da mesma forma fazendo o que recebeu dois. "Mas, aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o talento do seu patrão." (Mt 25, 18).
Por que este empregado que recebeu um só talento enterrou o dom recebido? Parece-nos que aquele homem pensou que, enterrando-o, ficaria neutro e não precisaria nem se desculpar em relação a seu senhor. Ele entenderia sua preferência pela neutralidade e não cobraria dele a falta de uso do talento, afinal, era um só, e não faria falta ao seu senhor. Mas neutralidade não é uma opção de quem quer viver uma vocação. Quem procede com neutralidade, mais cedo ou mais tarde irá dar-se conta que a vida fica sem gosto, sem sabor, sem sentido.
Diante desse panorama é preciso criar consciência da nossa missão no mundo, da nossa vocação. Não há dúvida que Deus nos deu muitos dons e talentos. Cabe a cada um de nós descobrirmos quais são eles. E, num segundo momento, fazer nossa opção: que farei com os dons e talentos recebidos? Vou colocá-los a serviço da minha realização humana, da minha felicidade e consequentemente da realização da vontade de Deus ou vou desprezar através de uma "falsa humildade" e enterrá-los?
Sou livre para tomar esta decisão? A vocação é uma opção totalmente minha. Somente eu é que posso decidir sobre meus talentos, sobre minha vocação, sobre meu projeto de vida, sobre meu futuro. Agora bem, dizer que "somente eu posso decidir", não significa dizer que eu posso fazer o que quero, que "vale tudo" mas, ao contrário, que minha realização pessoal depende da descoberta da minha vocação e da minha opção pela sua realização tendo o cuidado de cultivá-la. E, não condicionando minha opção por aquilo que os outros pensam e esperam de mim.
Jovem, você não tem nenhuma desculpa para deixar de usar os dons e talentos que Deus lhe deu. Afinal, alguma coisa você sabe fazer. Portanto, procure descobrir quais são os seus talentos, para o quê você é chamado, e não demore, comece hoje mesmo a cuidar e a fazer com que estes talentos produzam frutos.
Querido jovem, a vocação é um talento que você recebeu de Deus, não para ser enterrado, mas para ser cuidado e cultivado a fim de que possa produzir os frutos desejados.
- Créditos:
- Pe. Alexandre De Nardi Biolchi, cs
- Animador Vocacional e Juvenil da Congregação dos Padres Carlistas-Scalabrinianos
Via Eai?Tchê
O QUE É A VOCAÇÃO?
Todos temos uma missão a cumprir dentro das condições mais diversas. Para a pessoa realizar essa missão perfeitamente, necessita descobrir a sua própria vocação. Infelizmente muitos passam toda a vida sem saber nem mesmo o que é a vocação ou acabam tendo uma ideia falsa do que ela significa e, portanto, jamais chegarão a fazer uma opção.
O que é a vocação? Segundo um renomado dicionário da língua portuguesa, vocação é "o ato de chamar, tendência, pendor, talento, aptidão". Esta definição não está errada, porque de fato vocação, proveniente do verbo latino "vocare", significa chamar. Entretanto, esta definição nos parece incompleta. Vocação é muito mais que isso. Vocação é uma inclinação para algo determinado e chamado da graça à ordem sobrenatural. Portanto, vocação é um convite de Deus que encontra no ser humano a resposta generosa ao aceitá-la, ou egoísta ao negá-la.
A vocação é uma graça, um dom de Deus. Uma vocação caracteriza-se por uma série de dons, de luzes, de inspiração sobrenatural, estes influenciam a alma a sentir-se atraída a um estado ou outro. A vocação é um mistério de amor entre Deus que, por amor, chama a pessoa humana que, também por amor, lhe responde livremente.
Aqui temos que fazer uma importante distinção. Uma vocação nunca se poderá discernir sem a liberdade de pensamento. Deus criou o homem e a mulher livres, ou seja, "à sua imagem e semelhança." (Gn 1,26). Portanto, se o obrigam a escolher uma determinada vocação, por um ou outro motivo, isso não é graça e chamado de Deus, mas sim fanatismo e escravidão. Por isso para descobrir qual é a vocação a que Deus chama é preciso consultá-lo.
São Paulo, no momento decisivo de sua conversão exclamou: "Quem és tu, Senhor?" (At 22,8). E, em seguida perguntou: "Que devo fazer, Senhor?" (At 22,10). Esta deveria ser a nossa oração. Esperando que, no silêncio, a inspiração divina suscite uma resposta em nosso coração.
Muitas pessoas buscam tantos indicativos na vida: cartomantes, conselhos telefônicos, amigos, etc., e quase nunca deixam Deus falar. Devemos recordar que a oração não é um monólogo, mas sim um diálogo. Não basta falar a Deus de tantas e tantas coisas, é preciso que lhe demos espaço para que ele nos fale. É preciso silenciar o coração, para podermos escutar a voz de Deus. Jesus mesmo, antes de sua vida pública, foi ao deserto – lugar de silêncio – para jejuar e orar. E, foi neste silêncio que soube diferenciar as tentações do demônio, da vontade de Deus.
A vocação não é uma ordem, senão um chamado, um convite. Deus oferece continuamente suas luzes, como um suspiro. Recordemos a passagem do livro dos Reis, onde o profeta Elias escondeu-se em uma gruta e esperou o Senhor. Primeiro chegou um furacão, mas Deus não estava ali. Logo um grande terremoto, mas tampouco Deus estava ali. Depois do terremoto, apareceu fogo, mas Deus não estava no fogo. Finalmente, chegou uma brisa suave e Elias reconheceu Deus e saiu da gruta. (cf. 1 Reis 19,9-14).
A vocação não é um sentimento, na verdade a vocação não se sente. É, antes, uma certeza interior que nasce da graça de Deus que me toca a alma e que me pede uma resposta livre. Caso Deus chame, a certeza irá crescendo na medida em que a sua resposta for mais generosa. Assim, a fonte da vocação é sempre Deus. Aquele que livre nos criou nos chama para que na liberdade possamos optar por amar e servi-lo.
Via Eai?Tche.
O que é a vocação? Segundo um renomado dicionário da língua portuguesa, vocação é "o ato de chamar, tendência, pendor, talento, aptidão". Esta definição não está errada, porque de fato vocação, proveniente do verbo latino "vocare", significa chamar. Entretanto, esta definição nos parece incompleta. Vocação é muito mais que isso. Vocação é uma inclinação para algo determinado e chamado da graça à ordem sobrenatural. Portanto, vocação é um convite de Deus que encontra no ser humano a resposta generosa ao aceitá-la, ou egoísta ao negá-la.
A vocação é uma graça, um dom de Deus. Uma vocação caracteriza-se por uma série de dons, de luzes, de inspiração sobrenatural, estes influenciam a alma a sentir-se atraída a um estado ou outro. A vocação é um mistério de amor entre Deus que, por amor, chama a pessoa humana que, também por amor, lhe responde livremente.
Aqui temos que fazer uma importante distinção. Uma vocação nunca se poderá discernir sem a liberdade de pensamento. Deus criou o homem e a mulher livres, ou seja, "à sua imagem e semelhança." (Gn 1,26). Portanto, se o obrigam a escolher uma determinada vocação, por um ou outro motivo, isso não é graça e chamado de Deus, mas sim fanatismo e escravidão. Por isso para descobrir qual é a vocação a que Deus chama é preciso consultá-lo.
São Paulo, no momento decisivo de sua conversão exclamou: "Quem és tu, Senhor?" (At 22,8). E, em seguida perguntou: "Que devo fazer, Senhor?" (At 22,10). Esta deveria ser a nossa oração. Esperando que, no silêncio, a inspiração divina suscite uma resposta em nosso coração.
Muitas pessoas buscam tantos indicativos na vida: cartomantes, conselhos telefônicos, amigos, etc., e quase nunca deixam Deus falar. Devemos recordar que a oração não é um monólogo, mas sim um diálogo. Não basta falar a Deus de tantas e tantas coisas, é preciso que lhe demos espaço para que ele nos fale. É preciso silenciar o coração, para podermos escutar a voz de Deus. Jesus mesmo, antes de sua vida pública, foi ao deserto – lugar de silêncio – para jejuar e orar. E, foi neste silêncio que soube diferenciar as tentações do demônio, da vontade de Deus.
A vocação não é uma ordem, senão um chamado, um convite. Deus oferece continuamente suas luzes, como um suspiro. Recordemos a passagem do livro dos Reis, onde o profeta Elias escondeu-se em uma gruta e esperou o Senhor. Primeiro chegou um furacão, mas Deus não estava ali. Logo um grande terremoto, mas tampouco Deus estava ali. Depois do terremoto, apareceu fogo, mas Deus não estava no fogo. Finalmente, chegou uma brisa suave e Elias reconheceu Deus e saiu da gruta. (cf. 1 Reis 19,9-14).
A vocação não é um sentimento, na verdade a vocação não se sente. É, antes, uma certeza interior que nasce da graça de Deus que me toca a alma e que me pede uma resposta livre. Caso Deus chame, a certeza irá crescendo na medida em que a sua resposta for mais generosa. Assim, a fonte da vocação é sempre Deus. Aquele que livre nos criou nos chama para que na liberdade possamos optar por amar e servi-lo.
- Créditos:
- Pe. Alexandre De Nardi Biolchi, cs
- Animador Vocacional e Juvenil da Congregação dos Padres Carlistas-Scalabrinianos
Eai?Tchê
Meus queridos jovens, entrem neste site http://www.eai/?tche.com.br é tudo de bom,
Ai poderão acompanhar a preparação de JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, que acontecerá no Brasil, o maior evento a ser realizado no nosso pais, que culminará com a visita do Papa Bento XVI.
São esperados mais participantes do que a Copa e as Olimpiadas.
Portanto, esteja atento, participe do seu jeito.
Ai poderão acompanhar a preparação de JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, que acontecerá no Brasil, o maior evento a ser realizado no nosso pais, que culminará com a visita do Papa Bento XVI.
São esperados mais participantes do que a Copa e as Olimpiadas.
Portanto, esteja atento, participe do seu jeito.
JUVENTUDE É PRESENTE DE DEUS
A juventude não é só o futuro, mas o presente de Deus para a Igreja e a sociedade de hoje. Inspirados e movidos por esta afirmação, os Bispos Referenciais da Juventude, dos 17 Regionais da CNBB, se reuniram no começo desta semana para avaliar a caminhada e traçar metas e projetos para a Evangelização dos Jovens.
“Hoje se fala muito de juventude, é importante se pensar na juventude como presente como aquela que faz história”, afirma dom Nelson Francelino, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e referencial pela Juventude no Regional Leste 1 da CNBB (Rio de Janeiro). Este encontro, segundo ele, é importante porque cada um se deslocou de lugares diversos, justamente para pensar e iluminar uma linha de evangelização para a juventude, que hoje está ameaçada, angustiada, perplexa, diante de tantos modelos econômicos e sociais que não respondem aos seus horizontes. “Nós temos muito para acrescentar e aproveitar deste momento histórico e fecundo para a Igreja no Brasil que é a JMJ”, completou dom Francelino.
À luz do 21º Plano Pastoral do Secretariado Geral 2012-2015, dom Eduardo Pinheiro da Silva, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, conduziu junto com seus assessores: padre Carlos Sávio da Costa e padre Antônio Ramos do Prado, momentos de reflexão e partilha entre os bispos presentes.
“Nossa reunião foi muito boa pela colegialidade episcopal representando a juventude, e por tratarmos de assuntos que falam da evangelização dos jovens, grande desafio da Igreja de hoje e do futuro”, disse dom José Valmor César, bispo referencial da Juventude no Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe). “Os jovens estão em nosso coração, e cada um de nós aqui, queremos que eles estejam no coração de toda a Igreja no Brasil”, destacou.
A Jornada Mundial da Juventude e, também, a Semana Missionária e o projeto Bote Fé, que acontecem por todo o país, foram assuntos abordados no segundo dia de reunião.
Para dom Antônio Emídio Vilar, bispo referencial do Regional Oeste 2 da CNBB (Mato Grosso), momentos como este são importantes para “organizar o Setor Juventude em seus vários seguimentos, em preparação também para a JMJ, já com a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora acontecendo por todo o país, além de ter um olhar para a juventude que é o rosto sempre renovado da Igreja e que vai de encontro ao mundo que se adapta, que sempre tem uma nova linguagem”.
Os “Jovens Conectados” estiveram presentes na reunião. Quatro representantes do grupo que é responsável pela parte de Comunicação da Comissão para a Juventude da CNBB, fizeram uma apresentação mostrando o alcance, missão e desafios do projeto que tem como objetivo traduzir a vida e missão da Igreja numa linguagem jovem, através das diversas mídias sociais existentes.
Dom Frei Irineu Gassen, bispo referencial do Regional Sul 3 (Rio Grande do Sul), fez sua avaliação ao final do encontro e disse que “participar destas reuniões se torna cada vez mais importante, a evangelização do jovem está se tornando prioridade em todas as dioceses e paróquias no Brasil, de modo que não estamos mais falando de uma pastoral do futuro, mas sim que resposta nós vamos dar aos jovens que hoje procuram no Evangelho o seu caminho. Portanto com as palestras, partilhas, trocas de experiências, formações e informações por parte da CNBB é de suma importância para nós, e teremos possivelmente neste ano mais duas reuniões, com a urgência da Jornada Mundial da Juventude e da Campanha da Fraternidade do próximo ano, teremos muito que refletir e partilhar, que o Espírito Santo seja nossa força”, finalizou.
Eai?tchê
“Hoje se fala muito de juventude, é importante se pensar na juventude como presente como aquela que faz história”, afirma dom Nelson Francelino, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e referencial pela Juventude no Regional Leste 1 da CNBB (Rio de Janeiro). Este encontro, segundo ele, é importante porque cada um se deslocou de lugares diversos, justamente para pensar e iluminar uma linha de evangelização para a juventude, que hoje está ameaçada, angustiada, perplexa, diante de tantos modelos econômicos e sociais que não respondem aos seus horizontes. “Nós temos muito para acrescentar e aproveitar deste momento histórico e fecundo para a Igreja no Brasil que é a JMJ”, completou dom Francelino.
À luz do 21º Plano Pastoral do Secretariado Geral 2012-2015, dom Eduardo Pinheiro da Silva, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, conduziu junto com seus assessores: padre Carlos Sávio da Costa e padre Antônio Ramos do Prado, momentos de reflexão e partilha entre os bispos presentes.
“Nossa reunião foi muito boa pela colegialidade episcopal representando a juventude, e por tratarmos de assuntos que falam da evangelização dos jovens, grande desafio da Igreja de hoje e do futuro”, disse dom José Valmor César, bispo referencial da Juventude no Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe). “Os jovens estão em nosso coração, e cada um de nós aqui, queremos que eles estejam no coração de toda a Igreja no Brasil”, destacou.
A Jornada Mundial da Juventude e, também, a Semana Missionária e o projeto Bote Fé, que acontecem por todo o país, foram assuntos abordados no segundo dia de reunião.
Para dom Antônio Emídio Vilar, bispo referencial do Regional Oeste 2 da CNBB (Mato Grosso), momentos como este são importantes para “organizar o Setor Juventude em seus vários seguimentos, em preparação também para a JMJ, já com a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora acontecendo por todo o país, além de ter um olhar para a juventude que é o rosto sempre renovado da Igreja e que vai de encontro ao mundo que se adapta, que sempre tem uma nova linguagem”.
Os “Jovens Conectados” estiveram presentes na reunião. Quatro representantes do grupo que é responsável pela parte de Comunicação da Comissão para a Juventude da CNBB, fizeram uma apresentação mostrando o alcance, missão e desafios do projeto que tem como objetivo traduzir a vida e missão da Igreja numa linguagem jovem, através das diversas mídias sociais existentes.
Dom Frei Irineu Gassen, bispo referencial do Regional Sul 3 (Rio Grande do Sul), fez sua avaliação ao final do encontro e disse que “participar destas reuniões se torna cada vez mais importante, a evangelização do jovem está se tornando prioridade em todas as dioceses e paróquias no Brasil, de modo que não estamos mais falando de uma pastoral do futuro, mas sim que resposta nós vamos dar aos jovens que hoje procuram no Evangelho o seu caminho. Portanto com as palestras, partilhas, trocas de experiências, formações e informações por parte da CNBB é de suma importância para nós, e teremos possivelmente neste ano mais duas reuniões, com a urgência da Jornada Mundial da Juventude e da Campanha da Fraternidade do próximo ano, teremos muito que refletir e partilhar, que o Espírito Santo seja nossa força”, finalizou.
Eai?tchê
- Créditos:
- FONTE
- www.cnbb.org.br
quarta-feira, 21 de março de 2012
Oração da comunidade
SENHOR, vos peço pela minha comunidade:
Para que nos conheçamos sempre melhor em
nossas aspirações e nos compreendamos mais
em nossas limitações. Para que cada um de
nós sinta viva as necessidades do outro. Para
que ninguém fique alheio aos momentos de
cansaço, dissabor e desânimo do outro. Para
que nossas discussões não nos dividam, mas
nos unam na busca da verdade e do bem.
Para que cada um de nós, ao construir a
própria vida, não impeça o outro de viver a
sua. Para que nossas diferenças não excluam
a ninguém da comunidade, mas nos levem a
buscar a riqueza da unidade. Para que olhemos
para cada um, Senhor, com os vossos olhos e
nos amemos com o vosso coração. Para que
nossa Fraternidade não se feche em si mesma,
mas seja disponível, aberta e sensível aos
desejos dos outros. Para que no fim de todos
os caminhos, além de todas as buscas, no final
de cada discussão, e depois de cada encontro,
nunca haja vencidos, mas somente e sempre
irmãos. Amém.
Comunidade franciscana.
Comunidade
terça-feira, 20 de março de 2012
Amar é atitude
Um esposo foi visitar um sábio conselheiro e disse-lhe que já não amava sua esposa e que pensava em separar-se.
O sábio escutou-o, olhou-o nos olhos e disse-lhe apenas uma palavra AME-A, e logo se calou.
- Mas, já não sinto nada por ela!
- Ame-a, disse-lhe novamente o sábio.
E diante do desconcerto do senhor, depois de um breve silêncio, disse-lhe o seguinte:
- “ Amar é uma decisão, não um sentimento; amar é dedicação, não um sentimento; amar é dedicação e entrega.
Amar é um verbo e o fruto dessa ação é o amor. O amor é um exercício de jardinagem: arranque o que faz mal, prepare o terreno, semeie, seja paciente, regue e cuide.
Esteja preparado porque haverá pragas, secas ou excessos de chuvas, mas nem por isso abandone o seu jardim.
Ame o seu par, ou seja, aceite-o, valorize-o, respeite-o, dê afeto e ternura, admire-o e compreende-o. Isso é tudo. Ame!”
Pois a vida sem amor não tem sentido.
Autor desconhecido
quinta-feira, 8 de março de 2012
VERDADEIRA ESPIRITUALIDADE
Caros diocesanos. Em reflexões de anos anteriores, sobretudo em 2008, abordamos seguidamente o tema da espiritualidade, que é sempre atual, pois faz parte essencial de nossa vida cristã. Aliás, a pessoa humana é um ser fundamentalmente espiritual. As teorias e práticas que ignoram esta dimensão da vida humana não têm consistência, não respondem aos anseios mais profundos da mesma. A espiritualidade faz parte de seu ser, de sua identidade. É inerente ao seu próprio viver; constituindo-se necessidade fundamental. Por que acontecem tantas atitudes desumanas ao redor de nós? Não seria, sobretudo, por falta de verdadeira espiritualidade no relacionamento entre as pessoas? O tempo da quaresma é propício para aprofundar esse tema.
A espiritualidade é uma realidade concreta, não oposta ao ser físico-biológico, do conceito platônico (separação corpo e espírito), mas inerente ao todo do ser humano: abrange as diversas dimensões de seu viver. Por isso não podemos confundir espiritualidade com espiritualismos desencarnados e descompromissados ou fundamentalismos anacrônicos.
Uma sólida e profunda espiritualidade é exigência prioritária na vida cristã adulta. No ano do tema diocesano: As Vocações, podemos afirmar que ela faz parte da própria essência vocacional dos ordenados, dos consagrados e dos leigos. Por ela a pessoa é guiada pelo Espírito e por Ele configurada com Jesus Cristo, em plena comunhão de amor e de serviço na Igreja. Da espiritualidade depende a fecundidade apostólica, a generosidade no amor aos pobres, a própria atração vocacional sobre as novas gerações (VC 93). Como diz Segundo Galilea, “ela é a seiva da pastoral, da teologia, e da comunidade”. O voluntarismo sem espiritualidade logo se desgasta e perde sua força.
João Paulo II, ao dirigir-se a toda Igreja no início do novo Milênio (NMI), insiste na necessidade de promover uma verdadeira cruzada de espiritualidade de comunhão, espelhada no mistério da Santíssima Trindade. Isso nos faz pensar no tema do ano pastoral de 2011: o Encontro com Jesus Cristo. Por Cristo entramos no seio da Trindade. No início da vida pública de Jesus, o mestre chama seguidores para participarem de sua missão. É um convite para partilhar sua vida: “Vinde e vede!” (Jo 1, 39). Como afirma o Documento de Aparecida: “Jesus e seu discípulo compartilham a mesma vida que procede do Pai: o próprio Jesus, por natureza (Jo 5, 26; 10, 30) e o discípulo por participação (Jo 10, 10)” (DAp 132). A conseqüência desse vínculo torna irmãos e irmãs os que são membros da sua comunidade. Portanto, não se trata de uma vida intimista ou de espiritualismo vago, mas surge com o compromisso de fraternidade e de missão: “para que o seguissem com a finalidade de ‘ser dEle’ e fazer parte ‘dos seus’ e participar de sua missão... O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz”” (DAp 131 e 140). E a V Conferência Latino-Americana, tendo a eucaristia como fonte e cume de toda atividade missionária, vai ainda mais longe, quando diz: “Invocamos o Espírito Santo para podermos dar testemunho de proximidade que entranha proximidade afetuosa, escuta, humildade, solidariedade, compaixão, diálogo, reconciliação, compromisso com a justiça social e capacidade de compartilhar, como Jesus o fez” (DAp 363).
Os temas pastorais do triênio de nossas atuais Diretrizes Diocesanas abordam muito bem esta espiritualidade encarnada: O Encontro com Jesus Cristo (2011) faz entrar na intimidade com Ele; pelo seguimento, o diocesano decide a vida definitivamente por uma das Vocações (2012) e, como Igreja, participa da Missão comum (2013) de anunciar o Cristo morto e ressuscitado.
Dom Aloísio A. Dilli - Bispo de Uruguaiana
terça-feira, 6 de março de 2012
MENSAGEM DA DIOCESE DE URUGUAIANA
DIA DO ENFERMO
Caros diocesanos. Nos programas anteriores refletimos sobre a Campanha da Fraternidade que, em 2012, aborda o tema: A Fraternidade e a Saúde Pública, com o objetivo de acentuar, sobretudo, três dimensões: a comunitária, a solidária e a político-institucional.
Hoje queremos destacar uma reflexão do Papa Bento XVI na passagem do 20ª Dia Mundial do Enfermo (11 de fevereiro), com o lema: “Levanta-te e vai, a tua fé te salvou”. O Santo Padre manifesta primeiramente sua solidariedade para com os que sofrem e afirma que o cuidado que a Igreja tem com os doentes é uma atitude evangélica: “Desejo renovar a minha proximidade espiritual a todos os enfermos que se encontram nos locais de reabilitação e são acolhidos nas famílias, exprimindo para cada um a solicitude e afeto de toda a Igreja. Na acolhida generosa e amorosa de toda vida humana, sobretudo daquela fraca e doente, o cristão exprime um aspecto importante do próprio testemunho evangélico, sob o exemplo de Cristo, que se inclinou sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para curá-lo”. A atitude de Jesus Cristo manifesta a proximidade, o modo de ser misericordioso de Deus para com os que sofrem e manifestam sua fé: “No encontro com Ele podem experimentar realmente que quem crê não está nunca sozinho. Deus, de fato, no seu Filho, não nos abandona em nossas angústias e sofrimentos, mas nos é próximo, nos ajuda a levá-los e deseja curar no profundo o nosso coração (Mc 2, 1-12)”.
A reflexão de Bento XVI, como vemos, não se restringe à cura da saúde física. Seu intuito de pastor conduz também para a cura de uma doença mais profunda, o pecado. Por isso fala em “sacramentos da cura” que a Igreja administra em nome do Senhor: “O binômio entre saúde física e renovação das dilacerações da alma nos ajuda, portanto, a compreender melhor os Sacramentos da cura... A Igreja, continuando o anúncio do perdão e da reconciliação ressoado por Jesus, não cessa de convidar a humanidade inteira a converter-se e a crer no Evangelho... No Sacramento da Penitência, no remédio da confissão, a experiência do pecado não degenera em desespero, mas encontra o Amor que perdoa e transforma”.
Ainda em relação aos sacramentos da cura o Santo Padre aponta a importância do Sacramento da Unção dos Enfermos: “Jesus não somente enviou os discípulos a curar-lhes as feridas (Mt 10, 8; Lc 9,2; 10,9), mas também instituiu para eles um sacramento específico: a Unção dos Enfermos... Com a Unção dos enfermos, acompanhada pela oração dos presbíteros, toda a Igreja recomenda os enfermos ao Senhor sofredor e glorificado, a fim de que alivie suas penas e os salve, e ainda os exorta a unirem-se espiritualmente à paixão e à morte de Cristo, para contribuir ao bem do Povo de Deus... Na unção dos enfermos, a matéria sacramental do óleo nos vem oferecida, por assim dizer, como remédio de Deus”. Junto aos sacramentos da cura não se pode excluir a comunhão na eucaristia: “Toda a comunidade eclesial e as comunidades paroquiais em particular, prestem atenção em assegurar a proximidade com freqüência da comunhão sacramental àqueles que, por motivos de saúde e de idade, não podem chegar aos locais de culto”.
O Papa conclui sua reflexão com insistente apelo de fé aos enfermos e à prestação de serviços aos mesmos: “Desejo encorajar os doentes e sofredores a encontrar sempre uma âncora segura na fé, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, pela oração pessoal e pelos Sacramentos, enquanto convido os Pastores a serem sempre mais disponíveis para as celebrações aos enfermos”. Deus abençoe nossos enfermos!
Dom Aloísio A. Dilli - Bispo de Uruguaiana
domingo, 4 de março de 2012
ENTENDENDO A VOCAÇÃO
A primeira vocação de toda e qualquer pessoa é a vida. Deus com seu infinito amor nos criou a sua imagem e semelhança, para participarmos de sua vida e de sua glória.
Deus me teceu no seio materno, e antes mesmo de eu existir já me conhecia e me amava. Sou criatura de Deus! Somos criaturas de Deus!
A vida é vocação, e sendo assim é preciso dar uma resposta ao Senhor. E a resposta está na própria vida. Dar sentindo a vida, ocupar meu lugar no mundo, realizar a tarefa que me foi confiado por Deus, e que ninguém a fará por mim.
Portanto a vocação está no valor da vida, no cuidado que ela merece. No cuidado com toda a criação, em toda manifestação de vida.
O chamado (vocação) sempre é iniciativa de Deus, que chama e o homem responde. E assim acontece o diálogo entre Deus e o ser humano. É uma resposta pessoal.
Deus é santo e nos chama à santidade através de Jesus Cristo.
A vocação é fruto da relação de amor entre Deus e a pessoa de fé.
Por isso, para entender o chamado, é necessário ter intimidade com o Senhor, que é fruto do encontro com Jesus, e, que provoca uma resposta consciente e livre à vocação. É um sim comprometido com a missão. Pois, Deus chama e envia em missão.
É assumindo a tarefa na comunidade cristã que se aprofunda o relacionamento com o Senhor, anunciando a Boa Nova da Salvação ,e como profetas, também denunciar as injustiças praticadas na sociedade.
Confiar no Senhor, assim como Maria, que deu o seu SIM, sem conhecer todo o caminho que deveria percorrer, mas que foi fiel até o fim.
Portanto, é preciso discernir a vontade do Pai, deixar-se conduzir pelo Espírito Santo e amar como Jesus amou.
Assumir a vocação com alegria e humildade, vencer as tentações e buscar a força na Palavra de Deus. Seja na vocação de leigo, consagrado ou ordenado.
Viva a sua vocação!
Maria Ronety Canibal
Março 2012
sábado, 3 de março de 2012
FRATERNIDADE E SAÚDE MENSAGEM DA DIOCESE DE URUGUAIANA
FRATERNIDADE E SAÚDE
Caros diocesanos. A Campanha da Fraternidade (CF) 2012 tem como tema: A Fraternidade e a Saúde Pública. Já percebemos pelo programa anterior que o objetivo da mesma é refletir principalmente três dimensões: a comunitária, que se ocupa com ações de caráter mais educativo e preventivo; a solidária, que cuida mais do ser samaritano com o doente, em sua dor e angústia; e finalmente a dimensão político-institucional, que visa conscientizar o cidadão de seus direitos e deveres no Sistema de Saúde, em vista de uma vida sadia e digna.
Para os cristãos a saúde é considerada como um dom que Deus confiou à responsabilidade humana, a qual se traduz no cuidado da própria saúde e da saúde dos mais vulneráveis. A proximidade e solidariedade de Jesus com os pobres e doentes promove a vida dos mesmos, como dom; ele liberta-os de toda espécie de sofrimento e enfermidade, devolvendo-lhes saúde integral. Esta deve ser também a atitude dos discípulos. Aqui podemos entender que os significados de saúde e de salvação (no grego: soter e no latim: salus) sempre apresentaram uma relação profunda, ao longo da história; em diversas línguas estes termos nasceram da mesma raiz. Saúde e salvação significaram plenitude, integridade física e espiritual, paz e prosperidade (Texto-Base 8 e 148). Jesus não apenas cura os doentes, mas resgata (salva) o ser humano para o meio da sociedade, dando-lhe dignidade e apresenta uma nova forma de relacionar-se com as pessoas necessitadas. Ele veio curar (salvar) a pessoa humana inteira, corpo e alma. Sua compaixão para com os que sofrem é tão grande que se identifica com eles: “Estive doente e me visitastes” (Mt 25, 36). Escrevia João Paulo II: “Boa saúde não é apenas ausência de doenças: é vida plenamente vivida, em todas as suas dimensões, pessoais e sociais” (Abertura da CF 1981). A dimensão da espiritualidade é fator essencial de bem-estar, conforto, esperança e saúde. Por isso precisamos urgentemente que nossas instituições de saúde se organizem no atendimento desta necessidade humana (Texto-Base 145).
A parábola do Bom Samaritano (Lc 10, 30-37), com seus sete importantes verbos: ver (enxergar a realidade), compadecer-se (atitude de compaixão), aproximar-se (ir ao encontro), curar (agir com as mãos), colocar no próprio animal (colocar os meios a serviço), levar à hospedaria (mudar itinerário), cuidar (envolver outros, dispor recursos e estruturas, voltar) torna-se modelo também hoje para a ação evangelizadora da Igreja no campo da saúde e no campo da defesa das políticas públicas.
Para que sejamos capazes de cuidar da saúde, com espírito samaritano, rezemos a oração da CF de 2012:
Senhor Deus de amor, Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.
Vosso Filho Jesus Cristo, em sua misericórdia,
assumiu a cruz dos enfermos e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.
Enviai-lhes, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão, se faça sempre mais
solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra. Amém.
Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana
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