Falar da Jornada Mundial da Juventude é também recordar aquele que a idealizou e a tornou possível: o bem aventurado João Paulo II. Ele foi o primeiro pontífice a estabelecer essa relação de proximidade com os jovens, instituindo a JMJ em 1985, por ocasião da comemoração do Ano da Juventude.
Já em 1986, no domingo de Ramos, realizou-se em Roma a primeira Jornada, tendo como tema “Estais sempre prontos a responder a todo aquele que pedir a razão de vossa esperança.” (1 Pedro 3,15).
Com o passar dos anos a Jornada foi ganhando maior expressão, e milhões de jovens do mundo inteiro foram sendo cativados pelo carisma, pelas sábias palavras e pelo amor de João Paulo II para com a juventude. Vale destacar que os símbolos da JMJ, Cruz Peregrina e ícone de Nossa Senhora, foram oferecidos pelo próprio papa à juventude. Em 2002, João Paulo II participou de sua última JMJ, que aconteceu em Toronto, no Canadá.
As palavras e o testemunho deixado pelo ‘’Papa da Juventude’’, como é conhecido, são atuais e ainda ecoam nos corações, convidando cada jovem a ter uma atitude missionária e santa, sendo protagonista da sua história.
Trecho da Carta aos jovens: Papa João Paulo II
“Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se “lascam” na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem discman.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos.”
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