terça-feira, 28 de agosto de 2012

SANTO AGOSTINHO


Entrevista com o cardeal Angelo Scola: Santo Agostinho

Um gênio da humanidade e um grande santo

ROMA, segunda-feira, 27 de agosto de 2012 (ZENIT.org) – O cardeal arcebispo de Milão celebrará a eucaristia na Basílica de São Pedro in Ciel d'Oro, de Pavia, túmulo de Santo Agostinho, no dia 28 de agosto, memória litúrgica do santo.
Agostinho está enterrado em Pavia desde o século VIII: descansa na basílica de São Pedro in Ciel d'Oro, aos pés da arca de mármore erguida no século XIV pelo prior agostiniano Bonifacio Bottigella, que mais tarde se tornou bispo de Lodi. A Arca de Santo Agostinho, assim chamada em honra do santo, traz o ano de 1362 gravado em letras góticas, festejando agora, portanto, os seus 650 anos de construção. .
ZENIT pediu que o cardeal Scola fizesse uma breve reflexão sobre a figura de Santo Agostinho e agradece a ele pela entrevista concedida.
Eminência, o arcebispo de Milão vai celebrar a eucaristia no túmulo de Santo Agostinho. Renova-se o vínculo singularíssimo na fé cristã entre Ambrósio e Agostinho, que, além de pastores do povo de Deus, são mestres de cultura e de espiritualidade para o Ocidente. Estamos a poucos meses do XVII centenário do Édito de Milão: o que Ambrósio e Agostinho ainda podem dizer a este respeito?
Cardeal Scola: Ambrósio e Agostinho viveram as décadas difíceis da transição entre o velho, representado pelo Império Romano esgotado e em declínio inexorável, e o novo, que se anunciava no horizonte, mas que ainda não revelava com nitidez os seus contornos. Eles estavam imersos numa sociedade em muitos aspectos semelhante à nossa, abalada por mudanças contínuas e radicais, sob a pressão dos povos estrangeiros e da depressão econômica, devida às guerras e às carestias.
Nessas condições, mesmo na profunda diversidade de história e temperamentos, Ambrósio e Agostinho foram indomáveis ​​anunciadores do Cristo para cada homem, na certeza humilde de que a proposta cristã, se aceita livremente, é um recurso valioso para a construção do bem comum.
Eles foram firmes defensores da verdade, apesar do risco e das dificuldades que isso implica, sabendo que a fé não mortifica a razão, mas a completa; e que a moral cristã aperfeiçoa a moral natural, sem contradizê-la, e promove a sua prática. Usando termos do debate contemporâneo, podemos defini-los como dois paladinos da dimensão pública da fé e de um conceito saudável de lacidade.
O Santo Padre, na carta apostólica Porta Fidei, que apresenta o Ano da Fé, cita Santo Agostinho ao dizer que "os crentes se fortalecem crendo". No Ano da Fé, qual pode ser, na sua opinião, a lição da vida humana e espiritual de Santo Agostinho?
Cardeal Scola: Numa das audiências gerais dedicadas a Santo Agostinho, Bento XVI retomou a expressão "velho mundo", e disse: "Se o mundo envelhece, Cristo é eternamente jovem. Daí o convite de Agostinho: Não se recusem a rejuvenescer com Cristo, mesmo no velho mundo. Ele diz: Não tenhas medo; a tua mocidade se renova como a da águia" (cf. Sermão 81,8; Bento XVI, audiência geral de 16 de janeiro de 2008). Agostinho é um poderoso testemunho da contemporaneidade de Cristo para cada homem e da profunda conveniência da fé para a vida.
O que significa a perenidade do pensamento e da história humana de Santo Agostinho?
Cardeal Scola: É o inquietum cor, do qual ele mesmo nos fala no incipit das Confissões. A busca incansável, que fascina os homens de todos os tempos, é especialmente valiosa para nós, que hoje estamos imersos, e muitas vezes perdidos, nas complicações deste início do terceiro milênio. Uma busca que não para na dimensão horizontal, mas que se expande para a dimensão vertical.
O próprio Agostinho descreve isto, quando, numa passagem dos solilóquios, afirma: "Eis que eu orei a Deus. O que, pois, queres saber? Todas essas coisas que pergunteiem oração. Resume-asem poucas palavras. Desejo conhecer a Deus e a alma.. E nada mais? Nada mais” (Agostinho, Solilóquios I, 2,7).
Eminência, quem é Santo Agostinho para o senhor?
Cardeal Scola: Um gênio da humanidade e um grande santo, um homem plenamente realizado. Eu fico impressionado, a este respeito, com uma afirmação de Maritain que repito muito aos jovens, muitas vezes tão obcecados com o problema do sucesso e da auto-realização: "Não há personalidade realmente perfeita a não ser nos santos. Mas como? Os santos, acaso, se propunham a desenvolver a própria personalidade? Não. Eles a encontraram sem procurá-la, por procuravam a Deus somente" (J. Maritain).
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Os leigos são co-responsáveis no ser e no agir da Igreja

Mensagem de Bento XVI para o Fórum Internacional da Ação Católica
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 23 de agosto de 2012(ZENIT.org) – Bento XVI envia mensagem em ocasião da VI Assembléia Ordinária do Fórum Internacional da Ação Católica que acontece na Romênia de22 a26 de agosto. O Evento convida à reflexão sobre a co-responsabilidade: igreja e sociedade.
A mensagem começa recordando que o tema é de grande relevância para os leigos e coloca em evidência o Ano da Fé e a Assembléia Ordinária do Sínodo dos Bispos para a Nova Evangelização.
“A co- responsabilidade exige uma mudança de mentalidade no que diz respeito, especialmente, ao papel dos leigos na Igreja”, que não devem ser considerados apenas “‘colaboradores’ mas co-responsáveis do ser e do agir da Igreja”, escreve.
O texto continua comentando sobre a importância de aprofundar e viver este espírito de comunhão profundo na Igreja, como afirma o livro do Ato dos Apóstolos: A multidão dos que haviam crido era um só coração e uma só alma. (4,32) – e continua mostrando como realizar esta ação pela missão da Igreja: “com a oração, o estudo, a participação ativa na vida eclesial, com um olhar atento e positivo em relação ao mundo, na continua busca dos sinais dos tempos”.
O Papa pede para que os fiéis não se cansem de aperfeiçoar sempre mais, “com sério e cotidiano empenho formativo, os aspectos particulares da vocação do fiel leigo, chamados a ser testemunhas corajosas e credíveis em todos os âmbitos da sociedade, a fim que o Evangelho seja luz que leva esperança nas situações problemáticas, de dificuldade, de escuridão, que os homens de hoje muitas vezes encontram no caminho da vida”.
“Guiar ao encontro com Cristo, anunciando a sua Mensagem de salvação com linguagem e modos compreensíveis ao nosso tempo, caracterizado por processos sociais e culturais em rápida transformação, é o grande desafio da nova evangelização”, continua a mensagem.
Ao final Bento XVI convida os fiéis leigos a assumirem e partilharem as escolhas pastorais das dioceses e das paróquias, favorecendo ocasiões de encontro e de sincera colaboração com outros componentes da comunidade eclesial, criando relacionamentos de estima e de comunhão com os sacerdotes, para uma comunidade viva, ministerial e missionária.
MEM

terça-feira, 21 de agosto de 2012

UM CONVITE A FÉ

Convite para “uma autêntica e sincera profissão 
da mesma fé”.
Atravessar a porta da fé é embrenhar-se num caminho que dura a vida inteira.
O Vaticano divulgou a Carta Apostólica “Porta Fidei” com a qual o Papa Bento XVI proclama o Ano da Fé de 11 de outubro de 2012 (50 anos do aniversário de abertura do Concílio Vaticano II) até 24 de novembro de 2013 (Solenidade de Cristo Rei do Universo).
Nela o Papa diz que "não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida".
"Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna".
 

ANO DA FÉ


Catequese de Dom Osvino, Arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil.

O ano da fé


BRASILIA, segunda-feira, 20 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Vamos iniciar a nossa conversa ouvindo o saudoso Papa, hoje Beato, João Paulo II: “Tem-se instalado em muitos um sentimento religioso vago e pouco comprometido com a vida.... levam uma vida como se Deus não existisse” (23.11.95 no Congresso Nacional da Igreja Italiana).
Vamos ouvir também nosso Papa atual Bento XVI que, em maio de 2010, em Lisboa, comentou: “Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as conseqüências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando-se como um pressuposto óbvio da vida diária. Ora, tal pressuposto não só deixou de existir, mas, frequentemente, acaba até negado. Enquanto, no passado, era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas”.
No início deste ano, o Papa disse que “em grandes regiões do mundo a fé corre o risco de se apagar como uma chama que já não encontra alimento. Estamos enfrentando uma profunda crise de fé, uma perda do sentido religioso, que é o maior desafio para a Igreja hoje”.
Constata-se uma lassidão, um afrouxamento na fé, um cansaço da fé...
À luz disto Bento XVI anuncia o Ano da fé (de 11/10/2012 a 30/11/2013) com o objetivo de tirar o cansaço da fé e tornar Deus presente neste mundo.
A fé é o elemento central no cristianismo. O que é ter fé num mundo que não pergunta mais sobre a verdade das coisas, mas pergunta sobre a utilidade das coisas. Este mundo sem Deus quer viver dos fatos concretos, visíveis, da competência e da eficiência pessoal... eu resolvo, eu decido....
A pessoa de fé, no entanto, confia naquilo que não é feito por ela, que não é visível, confia naquilo que é dado por um Outro. A fé dá um sentido profundo à existência e este sentido não pode ser construído ou comprado pelo homem, mas é recebido (dom). Na fé eu recebo o que não pensei e, por isso, tenho a necessidade de ouvir, ouvir o que Deus revela, ouvir a Palavra de Deus. “Escuta, Israel, o Senhor é o teu Deus, Ele é o único Deus” (canto litúrgico).
A fé é iniciativa de Deus. É Ele quem, por primeiro, nos ama e nos busca. Nós O encontramos definitivamente na sua Palavra. A fé é, portanto, um dom de Deus que nos é dado como proposta na sua Palavra. A fé acontece quando (e apenas quando) respondo à proposta de Deus. A fé tem dois aspectos interligados: a confiança pessoal em Deus e a aceitação (obediência) ao que Ele revela. “A fé é a atitude de quem está plantado no chão sólido da Palavra de Deus” (Bento XVI, 2005).
A Palavra de Deus tomou forma humana, fez-se carne em Jesus. Nele Deus se manifestou humanamente. Muitas vezes e de muitos modos, Deus falou aos nossos pais. Nestes últimos dias, diz a carta aos Hebreus (1, 1-3a), falou-nos por meio do seu Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas (e pelo qual também criou o universo. Ele é o resplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser). Por isto nós cremos num Outro, num Tu, numa pessoa. O centro da nossa fé é Jesus, autor e consumador da fé (Hb 12,2). A fé cristã distingue-se da opinião, da crença, da ideologia e também da religião. Ela tem a ver com a Verdade e o Amor. O essencial na fé consiste na resposta confiante e no abandono a Deus que veio até nós em Jesus Cristo. Creio em Deus que se manifesta em Jesus Cristo.
A fé consiste em seguir o que Jesus revela e no entregar-se livre e totalmente a Deus oferecendo-se a Ele que se revela, com a submissão plena da inteligência e da vontade dando voluntariamente assentimento à revelação que Deus nos fez (Dei Verbum, 5).
A fé cristã é uma atitude pessoal e livre, uma entrega amorosa e confiante a Deus, a partir da revelação que é transmitida viva e humanamente por Jesus Cristo, Deus presente. “Este é o meu Filho amado. Escutai-O” (Mc, 9,7).
O Papa nos convoca para propormos a nossa fé à crise, ao cansaço da fé em nosso meio. Por isto, Bento XVI propõe o Ano da fé (de 11/10/12 a 30/11/13):
1º Para retomar a exata consciência da fé,
2º Para reavivar, purificar, confirmar e professar a fé (Paulo VI – 1967).
3º Para confirmar os conteúdos essenciais da fé para que sejam compreendidos e aprofundados de maneira sempre nova para se dar testemunho coerente deles em condições novas e diversas do passado (Porta Fidei, 5).
Por isso, o Ano da Fé será um momento de graça e de compromisso para uma conversão a Deus, para fortalecer a nossa fé Nele e para anunciá-Lo com alegria ao homem do nosso tempo, àqueles que estão perto de nós, nossos familiares, nossos colegas....
Diante da profunda crise de fé, diante de uma perda do sentido religioso que constitui o maior desafio para a Igreja de hoje, a renovação da fé deve ser a prioridade no compromisso de toda a Igreja nos nossos dias. ”Desejo que o Ano da fé possa contribuir, com a colaboração cordial de todos os componentes do Povo de Deus, para tornar Deus novamente presente neste mundo e para abrir os homens ao acesso da fé, ao confiar-se àquele Deus que nos amou até o fim (Jo 13,1), em Jesus Cristo crucificado e ressuscitado”. (Bento XVI, no lançamento do Ano da Fé – Porta Fidei). E o Papa continua conclamando:
Mostremos a todos a força e a beleza da féSeja um tempo de reflexão e de redescoberta da fé na família e na ComunidadeSó acreditando é que a fé cresce e se revigora. Ela torna-nos fecundos porque alarga o coração com a esperança e nos leva à prática da caridade.Celebrar a fé confessando-a solenemente em variadas formas e lugares (na família, na escola, no grupo, na Comunidade)Descobrir novamente os conteúdos da fé.... refletir sobre o próprio ato com que se crê e professá-los pessoal e comunitariamente. Até solenizá-los. Rezar o Creio em família todos os diasou pelo menos aos domingos durante o Ano da fé (de 11 de outubro 2012 a 30 de novembro de 2013).
Onde encontrar a doutrina da fé?
Na 1ª parte do Catecismo da Igreja Católica (livrarias católicas)No compêndio do Catecismo da Igreja Católica (livrarias católicas)No Youcat – Catecismo da Igreja Católica para a juventude (editora Paulus).
Com São Paulo podemos dizer a todos: Neste Ano da Fé cada um “busque a fé” (2 Tim 2,22). Ela obriga a tornar-se testemunha da presença do Ressuscitado.
O Ano da Fé será um tempo de graça!
† Dom Osvino José Both
Arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil

sábado, 18 de agosto de 2012

Mais fotos





JOVENS.COM RECEBEM PRIMEIRA EUCARISTIA

A comunidade está muito alegre com os JOVENS.COM que irradiam juventude em nossa volta. Foram oito jovens que semana passada reberam a Primeira Eucaristia. Vejamos ainda fotos deste dia.

















A Assunção de Nossa Senhora

Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO, sexta-feira, 17 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - No dia quinze de agosto ou, como ocorre no Brasil, no domingo seguinte, a Igreja celebra a festa da Assunção de Nossa Senhora. É a afirmação da Tradição da Igreja que Maria, concebida sem pecado, dormiu e foi assunta ao céu, quer dizer, foi levada aos céus pelos anjos.
 A fé na Assunção de Maria é professada tanto pelos cristãos católicos quanto pelos ortodoxos. É a festa da elevação de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu para participar da glória celestial, reservada aos santos e justos que viveram conforme os ensinamentos do Senhor. Essa afirmação foi definida como dogma pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (que quer dizer: O mais generoso Deus). É uma festa com caráter de solenidade, que também é chamada pelos orientais de “Dormição de Nossa Senhora”, uma vez que ela não morre, mas dorme e é levada ao céu de corpo e alma.
Na referida Constituição, o Papa afirma que a Assunção de Maria não foi uma necessidade lógica, mas um dom divino a Maria, como mãe de Jesus. Podemos, no entanto, perceber que ela, Maria, se torna uma referência à ressurreição final, àquilo que deve acontecer a todos os cristãos, seguidores e proclamadores de Cristo, do bem e da verdade.
 A definição do dogma de forma solene se deu nas seguintes palavras: "Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à Virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial". (§44 da Constituição Apostólica)
O Papa Bento XVI, no dia 15 de agosto de 2011, falando sobre a solenidade, diz que é um dia especial para admirar e louvar pelas grandes coisas que o Onipotente, por meio da Virgem Maria, fez e operou. O Papa destacou, ainda, que Maria indica um caminho e uma meta que podem e devem se tornar, de qualquer modo, o nosso mesmo caminho e a nossa mesma meta. Acrescenta que Maria é a Arca da Aliança do Novo Testamento, porque acolheuem si Jesus; acolheu em si a Palavra vivente, todo conteúdo da vontade de Deus, da verdade de Deus; acolheuem si Aqueleque é a nova e eterna Aliança, culminando com a oferta de seu corpo e do seu sangue: corpo e sangue recebidos de Maria, enfatiza.
Neste ano em curso, no último dia 15, ainda recordou o Papa Bento XVI: “Esta verdade de fé era conhecida pela Tradição, afirmada pelos Padres da Igreja, e era, sobretudo, um aspecto relevante do culto rendido à Mãe de Cristo. O elemento cultual constitui, por assim dizer, a força motora que determinou a formulação deste dogma: o dogma parece um ato de louvor e de exaltação em relação à Virgem Santa. Este emerge também do próprio texto da Constituição Apostólica, onde se afirma que o dogma é proclamado “em honra ao Filho, para a glorificação da Mãe e a alegria de toda a Igreja”.
Vale ressaltar que todos os feitos realizados na vida de Maria são consequências de sua maternidade divina, eles existem porque Maria aceitou ser a mãe do Filho de Deus. Portanto, o que a Ela se refere também se refere a Deus, que nela tudo realizou, como saiu de sua própria boca no canto do Magnificat: “O Senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome”. Recordar toda a obra da vida de Maria é recordar a ação de Deus na vida de seus eleitos, bem como recordar sua força e poder agindo em favor e pelo bem de toda a humanidade, restaurada e readquirida no sangue do Cordeiro. Maria se torna protótipo, modelo da nova humanidade, onde a ação de Deus se faz visível e opera com toda a sua eficácia. Também esta dimensão o Papa ressalta quando diz: "também nós somos destinados a esse imenso amor que Deus reservou, e é Maria quem indica, com luminosa clareza, o caminho em direção à verdadeira casa, aquela na qual é possível viver a comunhão da glória e da paz com Deus.
Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, nos destina para a felicidade eterna, aquela que Ele mesmo goza. Essa felicidade acontece à medida que somos capazes de realizar a finalidade a que viemos. Todos temos o mesmo objetivo: participar da glória eterna, da visão beatífica de Deus, nos céus, pela eternidade, e aí está a nossa felicidade plena e inigualável.
Maria é modelo desta felicidade e testemunha fiel da beatitude dos santos, aqueles que tiveram suas vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro.
Maria é, pois, a mais bela de todas as mulheres, pois são as virtudes que embelezam o corpo. O pecado só descaracteriza a beleza da criação, criada à imagem e semelhança de seu Criador.
Que olhando para Maria, para sua vida de total dedicação e obediência a Deus, possamos viver as virtudes e receber as graças de Deus para que nossa alma cresça sempre mais no amor, no conhecimento e na contemplação de nosso amado Deus, e assim possamos revelar ao mundo os sinais de sua bondade e de sua salvação. Que Maria nos ajude a chegar às alturas, a buscar as coisas do alto onde está Deus, a elevarmos nossa dignidade tal qual Ele nos garantiu quando, tornando-se opróbrio entre os homens e oferecendo sua vida na mais humilhante forma de morte na cruz, devolveu à humanidade  a dignidade ferida pelo pecado.
Que Nossa Senhora nos auxilie com sua intercessão para que também nós possamos contemplar a glória dos céus, na eternidade, onde está Cristo, o desejado de nossa alma. Com Ela, com todos os santos, mártires e bem-aventurados possamos contemplar eternamente a face Daquele que nos faz subir ao monte santo da eterna adoração – a Jerusalém celeste, a pátria dos cristãos.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!

Investir na família

Palavras de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte



BELO HORIZONTE, sexta-feira, 17 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Cresce na sociedade, em seus diversos segmentos, a convicção de que é preciso investir na família, instituição que também é prioridade na missão evangelizadora da Igreja. De 12 a 18 de agosto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Semana da Família, evento que é realizado anualmente. Trata-se de um acontecimento que merece a importante cobertura dos meios de comunicação, pelo que representa a instituição familiar no enfrentamento de graves desafios, como a superação dos alarmantes índices de violência e dos desvios na direção da dependência química.
Com seus limites próprios, em razão das vicissitudes e estreitamentos humanos, nenhuma instituição consegue contribuir tanto na formação da consciência e da assimilação de valores indispensáveis. Essa convicção há de ser assumida por quem tem sua família, particularmente aqueles que têm responsabilidade na sua condução e sustento, de maneira aguerrida, para fazer desse lugar primeiro de cada um de nós a referência amorosa mais importante.
A família tem importância e centralidade em razão de cada ser humano e no conjunto da sociedade. É na família que se aprende a conhecer o amor e a fidelidade a Deus. Não se pode abrir mão dessa escola que tem propriedades para formar e configurar o indispensável sentido de transcendência. A ausência desse sentido pode levar a incapacidades crônicas. A escola família, conforme ensina a Sagrada Escritura, possibilita aos filhos a aprendizagem das primeiras e decisivas lições, como a urbanidade, processo naturalmente sustentado e fecundado pela fidelidade conjugal e pela circulação própria do amor em família.
Por isso, a Igreja considera a família como a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários. Não se pode, é uma convicção e batalha que a Igreja assume na sua missão evangelizadora, atribuir à família um papel subalterno e secundário. Ela deve ser entendida e assumida por todos como célula vital para a sociedade. A família que nasce da íntima comunhão de vida e de amor, fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher, tem uma dimensão social própria enquanto lugar primeiro das relações sociais.
A família é a primeira escola onde se aprende a reciprocidade. No dom recíproco, por parte do homem e da mulher, unidos em matrimônio, se configura a criação do ambiente de vida no qual a criança pode nascer e desenvolver suas potencialidades, tornar-se consciente de sua dignidade e preparar-se para uma adequada participação na sociedade. Quando se pensa a ecologia humana, a família é a experiência onde se aprende as primeiras e determinantes noções acerca do bem e da verdade, exercício natural e transcendente na capacidade de amar e ser amado.
Não é uma importância apenas para o indivíduo, mas também para o contexto social onde ele está inserido e participa de maneira cidadã. A sociabilidade exercitada na instituição familiar acrescenta valores e sustentos para a sociedade, pois a família é uma comunidade de pessoas. Os ricos ensinamentos da Igreja nos seus preciosos documentos afirmam que “uma sociedade à medida da família é a melhor garantia contra toda a deriva de tipo individualista ou coletivista, porque nela a pessoa está sempre no centro da atenção enquanto fim e nunca como meio”. Este entendimento advoga o princípio de que a família é prioritária em relação à sociedade e ao Estado.
Assim, a definição de um modelo social no funcionamento da sociedade deve ter a inteligência de incluir o apoio decisivo para que a família desempenhe adequadamente suas responsabilidades. Metas e intervenções, no funcionamento social e político, não podem desconsiderar essa centralidade da instituição familiar. O Concílio Vaticano II, no Decreto Gravissimum Educationis, sublinha que essa instituição, exercendo sua tarefa educativa, contribui para o bem comum e se constitui na primeira escola das virtudes sociais. É indispensável, portanto, para a sociedade. A ciência sobre a família reúne densos capítulos que precisam ser conhecidos para inspirar mais, clarear papéis e responsabilidades. Investir na instituição familiar é contribuir para que a humanidade redesenhe horizontes: torne-se mais fraterna e solidária.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo

terça-feira, 14 de agosto de 2012

SEMANA NACIONAL DA FAMILIA

‘A família: o trabalho e a festa.’

SEMANA NACIONAL DA FAMILIA
De 12 a 18 de agosto está acontecendo em todo o Brasil, a Semana Nacional da Família. Como este é um momento de partilha, reflexão e celebração entre grupos familiares e comunitários pelas paróquias de todo país, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família , da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), organizou um texto a partir das Catequeses preparatórias ao 7º Encontro Mundial das Famílias, que aconteceu em Milão, Itália, para servir como mais um instrumento para trabalhar o tema da Semana Nacional da Família 2012:
O Segredo de Nazaré
A família não gera apenas a vida física, mas se abre à promessa e à alegria. A família torna-se capaz de receber e compartilhar a história de cada um, as tradições familiares, a confiança na vida e a esperança no Senhor. A família torna-se capaz de gerar quando faz a partilha dos dons recebidos, quando conserva o ritmo da existência quotidiana entre trabalho e festa, entre afeto e caridade, e entre compromisso e gratuidade.
Na família se conserva e transmite a vida, no casal e aos filhos, com o seu ritmo, com as suas dores e alegrias, paz e sonho, ternura e responsabilidade. Ela é um lugar de descanso e de motivação, com chegadas e partidas. Por isso o trabalho não pode tornar a casa deserta e triste, mas a família é convidada a aprender a viver e a conjugar os tempos do trabalho com aqueles da festa.
Muitas vezes, os membros da família confrontam-se com situações desafiantes, que dificultam viver o ideal cristão. Entretanto, os discípulos do Senhor são aqueles que, vivendo na realidade das situações, sabem dar sabor a todas as coisas, mesmo aquilo que, aparentemente, não se consegue mudar: são o sal da terra.
De modo particular, o domingo deve ser tempo de confiança, de liberdade, de encontro, de descanso e de partilha. O domingo é o momento do encontro entre o homem e a mulher. É acima de tudo o Dia do Senhor, o tempo da oração, da Palavra de Deus, da Eucaristia e da abertura à comunidade e à caridade. E deste modo, também os dias da semana receberão luz do domingo e da festa: haverá menos dispersão e mais encontro, menos pressa e mais diálogo, menos coisas e mais presença.
Família gera a Vida
A família natural nasce do casal: homem e mulher, na sua própria diferença sexual, à imagem do Deus da aliança. Nela, a linguagem do corpo tem um grande relevo, narra algo acerca do próprio Deus. A aliança que um homem e uma mulher, na sua diferença e complementaridade, são chamados a viver revela a imagem e semelhança do Deus Trino aliado do seu povo.
O corpo feminino está predisposto a desejar e a receber o corpo, a “mente” e “coração” masculino, e vice-versa. O encontro com uma pessoa do outro sexo suscita sempre curiosidade, apreço, desejo de se fazer notar, de dar o melhor de si, de demonstrar o próprio valor, de cuidar, de proteger... Trata-se de um encontro sempre dinâmico, cheio de vitalidade, porque é no relacionamento com o outro que descobrimos e desenvolvemos a nós mesmos. A identidade masculina e feminina são evidenciadas especialmente quando, entre o casal, surge a maravilha do encontro e do desejo de estabelecer um vínculo – até que a morte os separe.
Quando os dois cônjuges se entregam totalmente um ao outro, pela atração, companhia, diálogo, amizade, companheirismo, amor, doação e comprometimento, doam-se entre si e também doam-se aos filhos. Tal dinâmica do dom é desvalorizada, cada vez que a lógica do amor e do Evangelho é substituída pela lógica do lucro e do individualismo, quando o dom de si mesmo é diminuído pela busca selvagem do poder, do domínio e da própria afirmação egoísta, e principalmente, quando a utilização da sexualidade exclui toda a abertura à vida.
O casal que compartilha admiração, gratidão, acolhimento, dedicação, comprometimento e principalmente amor cristão que se supera toda forma de solidão – gerando aliança e gratidão pelas obras maravilhosas de Deus –, se torna um terreno fértil onde a vida humana é semeada, germina e vem à luz. Lugar de vida, lugar de Deus: acolhendo tanto um como o outro, o casal humano realiza o seu destino ao serviço da criação, gerando filhos e, tornando-se cada vez mais semelhante ao seu Criador, podendo assim, percorrer o caminho rumo à santidade.
VIA CNBB

domingo, 12 de agosto de 2012

COMUNIDADE EM FESTA


JOVENS.COM
Foram oito jovens da comunidade que, ontem dia 11 de agosto,  fizeram a PRIMEIRA COMUNHÃO. São eles:
Jaine, Quetlen, Eliziane, Jéssica, Érica, Evandro, Igor e Leonardo.
A Comunidade Santa Rita de Cassia do Alegrete está em festa.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ser católico por inteiro

Discutindo o problema da adesão à fé católica
Edson L. Sampel*
SAO PAULO, sexta-feira, 10 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Gostaria de discutir o problema da adesão à fé católica, não na perspectiva prática, porque nesta seara, infelizmente, por causa do pecado, os católicos vivemos os ditames do evangelho mais ou menos.
Quero tratar do tema no viés doutrinal. Neste diapasão, ou se é 100% católico ou não se é católico em hipótese nenhuma. Não posso ser católico e, ao mesmo tempo, advogar a tese de que Jesus não fundou nenhuma Igreja específica; apenas instaurou uma novel religião. Não posso ser católico e perfilhar a teoria de que nossa Senhora teve relações sexuais com seu casto esposo. Não posso ser católico e, concomitantemente, asseverar que não há demônios nem Satanás. Não posso ser católico e, outrossim, prestar atenção ao espiritismo. Não posso ser católico e fazer ouvidos moucos ao que o papa ensina. Não posso ser católico e me escusar de divulgar o parecer da Igreja contrário ao homossexualismo. Não posso ser católico e me colocar em prol do aborto, ou, então, ficar em cima do muro.  Eis somente alguns exemplos.
Qual é a questão de fundo? Em minha opinião, é o relativismo, já bastas vezes  exprobrado por Bento XVI, combinado com uma equivocada interpretação do ecumenismo. Exemplificando, a pretexto de não vulnerar a suscetibilidade dos nossos irmãos separados, a doutrina protestante não é mais herética: cuida-se apenas de visões diferentes, verberam alguns. Deixemos o mínimo que nos separa, postulam outros, e nos unamos no máximo que nos é comum! Que máximo é esse, se frei Lutero solapou todos os sacramentos, preservando unicamente o batismo?
Quando o mal da não adesão plena e obsequiosa é perpetrado por certos padres ou teólogos, estamos em face de uma vicissitude gravíssima. Aqui, em vários casos, vigem a arrogância e a soberba, uma espécie de desdobramento do pecado original: quer-se saber mais do que a Igreja de Cristo!
Temos de ser ecumênicos sim, sempre amorosos com os outros cristãos e com os membros de qualquer credo, cônscios de que não somos melhores do que eles e que Deus ama todos os homens. No entanto, devemos resgatar nossa belíssima identidade católica, assumindo-a plenamente, sem respeitos humanos, acatando cabalmente o magistério infalível. Esta obrigação é ainda mais urgente por parte dos padres, que têm o múnus de industriar a puríssima doutrina de nosso Senhor Jesus Cristo, custodiada pela Igreja católica.
Edson Luiz Sampel
Doutor em direito canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano.
Membro da Sociedade Brasileira de Canonistas (SBC)

sábado, 4 de agosto de 2012

PARABÉNS AOS PADRES DE NOSSA DIOCESE




A nossa Igreja precisa de mais vocações.
O padre é alguém escolhido e enviado por Deus para distribuir o Pão da Vida. (Hb5,1)
É Cristo quem lhe dá esse poder. (Lc22,19).
A comunidade de fé necessita de padres que estejam conscientes de sua missão de Bom Pastor.
Por isso rogamos ao Senhor que nossos padres sejam um forte testemunho de fé, fidelidade e oração,
Que sejam sempre mais fonte de entusiamo para novas vocações sacerdotais.
Que Deus os abençoe!

FELIZ DIA DO PADRE!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

13º de CEBS MAIS FOTOS

                                        CELEBRAÇÃO DE ABERTUTA
                                                 CELEBRAÇÃO DE ABERTURA
                       5ª   MINI PLENARIA  - PROFETAS E PROFETISAS DE ONTEM E HOJE
                                      DIOCESE DE URUGUAIANA NA 5 MINI PLENARIA




                                            ÉRICA PARTICIPA DA ENCENAÇÃO

                                          MARIA TAMBEM PARTICIPA DO GRUPO 5




                                MUITA ANIMAÇÃO , INCLUSIVE DO COORDENADOR, O  SERGIO.
                                        LEMBRANDO OS ENCONTROS PASSADOS