domingo, 23 de dezembro de 2012

NOSSAS ESCOLHAS

   Caros diocesanos:

Na vida humana somos constantemente desafiados a tomar decisões, fazer escolhas, optar diante de encruzilhadas... Somos pessoas livres, reivindicamos nossos direitos e sabemos dos limites que os direitos dos outros nos impõem. Até passado recente os caminhos estavam bem mais traçados, com rumos bastante estabelecidos, pois as instituições, como a família, a escola e outras, cuidavam da orientação das novas gerações para seu futuro. Hoje vivemos num mundo bem mais plural, em que a valorização do indivíduo (ou do individualismo) deixou as pessoas diante de inúmeras possibilidades de opção, disputadas pelas mais sofisticadas técnicas de convencimento da propaganda. Neste contexto, normalmente, as pessoas de pouco senso crítico, carentes de valores referenciais, tornam-se presas fáceis da sociedade de consumo, incorrendo em dependências de toda ordem, acabando como vítimas de conseqüências imprevisíveis.
Nesse universo, estão presentes também as questões éticas, os valores religiosos, a vivência da fé. As instituições, como a família, a escola, a Igreja e outras, não conseguem mais cumprir sua missão de introduzir normalmente seus membros na fé cristã. Exige-se uma nova evangelização, com novo ardor, novos métodos, novas expressões, como afirmava João Paulo II. Uma evangelização que não pode mais supor a fé. Ela precisa ser testemunhada e anunciada novamente. O Papa Bento XVI, referindo-se a esta realidade, instituiu o Ano da Fé, iniciado em 11 de outubro passado, data do Cinqüentenário do início do Concílio Vaticano II. Será um anúncio, sobretudo pelo testemunho de ter encontrado Jesus Cristo, pois “ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande idéia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, dessa forma, o rumo decisivo” (DCE 1 e DAp 243). A partir do encontro com a Pessoa de Jesus Cristo, iniciamos nova maneira de ser, de agir, de relacionar-nos conosco mesmos, com os outros e com o mundo. Enfim, nos damos conta que a vida não é mais a mesma depois desse encontro, que se renova e se aprofunda constantemente: tornamo-nos “sujeitos novos”. Afirma o Documento de Aparecida com palavras animadoras: “Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DAp 29).
Caros diocesanos, neste final de ano, nós estamos novamente diante de decisões, por exemplo, sobre o Natal, sobre as férias, o Ano Novo... Como será nosso Natal? Vamos contentar-nos com uma festa onde estará apenas o Papai Noel ou Jesus Cristo também terá vez? Haverá lugar para Ele nascer em nossa casa, em nossos corações, em nossas vidas ou vamos considerar isso como coisa do passado? Assim pensando, recordamos a inquietante pergunta que Jesus fez aos Apóstolos, depois do discurso sobre o Pão da Vida: “Vós também quereis ir embora?” (Jo 6, 67). Oxalá nossa fé responda a Jesus, como Pedro o fez: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus” (Jo 6, 68-69). Uma bela resposta seria também a de Josué, no Antigo Testamento, quando renova sua Aliança com o Senhor, diante de todo povo, no fim de sua vida: “Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor” (Js 24, 15).
No final do Ano das Vocações, renovemos nossa opção no estado de vida que abraçamos e coloquemo-nos todos a caminho da missão, tema pastoral de 2013. Feliz Ano Novo!
DomAloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana


REPICAM OS SINOS




Repicam sinos, com fervor, nos campanários,
alvoroçados com notícia que os seduz;
gritam aos povos e aos recantos solitários:
Nasceu Jesus! Nasceu Jesus! Nasceu Jesus!

                            A boa nova vem dos magos legendários,
aqui trazidos pela estrela que conduz:
bichos, pastores, anjos, todos solidários,
reverenciam o pequenino rei da LUZ!

                          Menino Deus que se fez homem por bondade,
doou-se a nós, livrando-nos de todo o mal,
e ensinou-nos que a maior felicidade
é ser fraterno, amando a todos por igual.

                          Enquanto houver alguém que viva essa verdade,
ao relembrar o nascimento divinal,
a voz dos sinos se ouvirá na Eternidade:
Feliz Natal! Feliz Natal! Feliz Natal!


via SITE NATAL

NATAL - A história de São Nicolau

Nicolau, filho de cristãos abastados, nasceu na segunda metade do século III, em Patara, uma cidade portuária muito movimentada.
Conta-se que foi desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Uma das histórias mais conhecidas relata a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las. Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu junto da lareira, perto de umas meias que estavam a secar. Assim, o comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la. Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.
Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar para Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.
Quando o bispo de Myra da altura morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra. Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra.
S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. É actualmente um dos santos mais populares entre os cristãos.
S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa. É conhecido como figura lendária que distribui prendas na época do Natal. Originalmente, a festa de S. Nicolau era celebrada a 6 de Dezembro, com a entrega de presentes. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro)
A imagem que temos, hoje em dia, do Papai Noel é a de um homem velhinho e simpático, de aspecto gorducho, barba branca e vestido de vermelho, que conduz um trenó puxado por renas, que esta carregado de prendas e voa, através dos céus, na véspera de Natal, para distribuir as prendas de natal. O Papai Noel passa por cada uma das casas de todas as crianças bem comportadas, entrando pela chaminé, e depositando os presentes nas árvores de Natal ou meias penduradas na lareira. Esta imagem, tal como hoje a vemos, teve origem num poema de Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”, que este escreveu para as suas filhas. Este poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento do poema através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, publicando-o no Natal de 1823, sem fazer referência ao seu autor. Só em 1844 é que Clement C. More reclamou a autoria desse poema.
Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Papai Noel, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.
Actualmente, Há quem atribuía à época de Natal um significado meramente consumista. Outros, vêem o Papai Noel como o espírito da bondade, da oferta. Os cristãos associam-no à lenda do antigo santo, representando a generosidade para com o outro.
SITE NATAL