sábado, 18 de agosto de 2012
JOVENS.COM RECEBEM PRIMEIRA EUCARISTIA
A comunidade está muito alegre com os JOVENS.COM que irradiam juventude em nossa volta. Foram oito jovens que semana passada reberam a Primeira Eucaristia. Vejamos ainda fotos deste dia.
A Assunção de Nossa Senhora
Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro
RIO DE JANEIRO, sexta-feira, 17 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - No dia quinze de agosto ou, como ocorre no Brasil, no domingo seguinte, a Igreja celebra a festa da Assunção de Nossa Senhora. É a afirmação da Tradição da Igreja que Maria, concebida sem pecado, dormiu e foi assunta ao céu, quer dizer, foi levada aos céus pelos anjos.
A fé na Assunção de Maria é professada tanto pelos cristãos católicos quanto pelos ortodoxos. É a festa da elevação de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu para participar da glória celestial, reservada aos santos e justos que viveram conforme os ensinamentos do Senhor. Essa afirmação foi definida como dogma pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (que quer dizer: O mais generoso Deus). É uma festa com caráter de solenidade, que também é chamada pelos orientais de “Dormição de Nossa Senhora”, uma vez que ela não morre, mas dorme e é levada ao céu de corpo e alma.
Na referida Constituição, o Papa afirma que a Assunção de Maria não foi uma necessidade lógica, mas um dom divino a Maria, como mãe de Jesus. Podemos, no entanto, perceber que ela, Maria, se torna uma referência à ressurreição final, àquilo que deve acontecer a todos os cristãos, seguidores e proclamadores de Cristo, do bem e da verdade.
A definição do dogma de forma solene se deu nas seguintes palavras: "Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à Virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial". (§44 da Constituição Apostólica)
O Papa Bento XVI, no dia 15 de agosto de 2011, falando sobre a solenidade, diz que é um dia especial para admirar e louvar pelas grandes coisas que o Onipotente, por meio da Virgem Maria, fez e operou. O Papa destacou, ainda, que Maria indica um caminho e uma meta que podem e devem se tornar, de qualquer modo, o nosso mesmo caminho e a nossa mesma meta. Acrescenta que Maria é a Arca da Aliança do Novo Testamento, porque acolheuem si Jesus; acolheu em si a Palavra vivente, todo conteúdo da vontade de Deus, da verdade de Deus; acolheuem si Aqueleque é a nova e eterna Aliança, culminando com a oferta de seu corpo e do seu sangue: corpo e sangue recebidos de Maria, enfatiza.
Neste ano em curso, no último dia 15, ainda recordou o Papa Bento XVI: “Esta verdade de fé era conhecida pela Tradição, afirmada pelos Padres da Igreja, e era, sobretudo, um aspecto relevante do culto rendido à Mãe de Cristo. O elemento cultual constitui, por assim dizer, a força motora que determinou a formulação deste dogma: o dogma parece um ato de louvor e de exaltação em relação à Virgem Santa. Este emerge também do próprio texto da Constituição Apostólica, onde se afirma que o dogma é proclamado “em honra ao Filho, para a glorificação da Mãe e a alegria de toda a Igreja”.
Vale ressaltar que todos os feitos realizados na vida de Maria são consequências de sua maternidade divina, eles existem porque Maria aceitou ser a mãe do Filho de Deus. Portanto, o que a Ela se refere também se refere a Deus, que nela tudo realizou, como saiu de sua própria boca no canto do Magnificat: “O Senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome”. Recordar toda a obra da vida de Maria é recordar a ação de Deus na vida de seus eleitos, bem como recordar sua força e poder agindo em favor e pelo bem de toda a humanidade, restaurada e readquirida no sangue do Cordeiro. Maria se torna protótipo, modelo da nova humanidade, onde a ação de Deus se faz visível e opera com toda a sua eficácia. Também esta dimensão o Papa ressalta quando diz: "também nós somos destinados a esse imenso amor que Deus reservou, e é Maria quem indica, com luminosa clareza, o caminho em direção à verdadeira casa, aquela na qual é possível viver a comunhão da glória e da paz com Deus.
Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, nos destina para a felicidade eterna, aquela que Ele mesmo goza. Essa felicidade acontece à medida que somos capazes de realizar a finalidade a que viemos. Todos temos o mesmo objetivo: participar da glória eterna, da visão beatífica de Deus, nos céus, pela eternidade, e aí está a nossa felicidade plena e inigualável.
Maria é modelo desta felicidade e testemunha fiel da beatitude dos santos, aqueles que tiveram suas vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro.
Maria é, pois, a mais bela de todas as mulheres, pois são as virtudes que embelezam o corpo. O pecado só descaracteriza a beleza da criação, criada à imagem e semelhança de seu Criador.
Que olhando para Maria, para sua vida de total dedicação e obediência a Deus, possamos viver as virtudes e receber as graças de Deus para que nossa alma cresça sempre mais no amor, no conhecimento e na contemplação de nosso amado Deus, e assim possamos revelar ao mundo os sinais de sua bondade e de sua salvação. Que Maria nos ajude a chegar às alturas, a buscar as coisas do alto onde está Deus, a elevarmos nossa dignidade tal qual Ele nos garantiu quando, tornando-se opróbrio entre os homens e oferecendo sua vida na mais humilhante forma de morte na cruz, devolveu à humanidade a dignidade ferida pelo pecado.
Que Nossa Senhora nos auxilie com sua intercessão para que também nós possamos contemplar a glória dos céus, na eternidade, onde está Cristo, o desejado de nossa alma. Com Ela, com todos os santos, mártires e bem-aventurados possamos contemplar eternamente a face Daquele que nos faz subir ao monte santo da eterna adoração – a Jerusalém celeste, a pátria dos cristãos.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
A fé na Assunção de Maria é professada tanto pelos cristãos católicos quanto pelos ortodoxos. É a festa da elevação de Nossa Senhora em corpo e alma ao céu para participar da glória celestial, reservada aos santos e justos que viveram conforme os ensinamentos do Senhor. Essa afirmação foi definida como dogma pelo Papa Pio XII, em 1º de novembro de 1950, através da Constituição Apostólica Munificentissimus Deus (que quer dizer: O mais generoso Deus). É uma festa com caráter de solenidade, que também é chamada pelos orientais de “Dormição de Nossa Senhora”, uma vez que ela não morre, mas dorme e é levada ao céu de corpo e alma.
Na referida Constituição, o Papa afirma que a Assunção de Maria não foi uma necessidade lógica, mas um dom divino a Maria, como mãe de Jesus. Podemos, no entanto, perceber que ela, Maria, se torna uma referência à ressurreição final, àquilo que deve acontecer a todos os cristãos, seguidores e proclamadores de Cristo, do bem e da verdade.
A definição do dogma de forma solene se deu nas seguintes palavras: "Pelo que, depois de termos dirigido a Deus repetidas súplicas, e de termos invocado a paz do Espírito de verdade, para glória de Deus onipotente que à Virgem Maria concedeu a sua especial benevolência, para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e triunfador do pecado e da morte, para aumento da glória da sua augusta mãe, e para gozo e júbilo de toda a Igreja, com a autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos São Pedro e São Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a Imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial". (§44 da Constituição Apostólica)
O Papa Bento XVI, no dia 15 de agosto de 2011, falando sobre a solenidade, diz que é um dia especial para admirar e louvar pelas grandes coisas que o Onipotente, por meio da Virgem Maria, fez e operou. O Papa destacou, ainda, que Maria indica um caminho e uma meta que podem e devem se tornar, de qualquer modo, o nosso mesmo caminho e a nossa mesma meta. Acrescenta que Maria é a Arca da Aliança do Novo Testamento, porque acolheuem si Jesus; acolheu em si a Palavra vivente, todo conteúdo da vontade de Deus, da verdade de Deus; acolheuem si Aqueleque é a nova e eterna Aliança, culminando com a oferta de seu corpo e do seu sangue: corpo e sangue recebidos de Maria, enfatiza.
Neste ano em curso, no último dia 15, ainda recordou o Papa Bento XVI: “Esta verdade de fé era conhecida pela Tradição, afirmada pelos Padres da Igreja, e era, sobretudo, um aspecto relevante do culto rendido à Mãe de Cristo. O elemento cultual constitui, por assim dizer, a força motora que determinou a formulação deste dogma: o dogma parece um ato de louvor e de exaltação em relação à Virgem Santa. Este emerge também do próprio texto da Constituição Apostólica, onde se afirma que o dogma é proclamado “em honra ao Filho, para a glorificação da Mãe e a alegria de toda a Igreja”.
Vale ressaltar que todos os feitos realizados na vida de Maria são consequências de sua maternidade divina, eles existem porque Maria aceitou ser a mãe do Filho de Deus. Portanto, o que a Ela se refere também se refere a Deus, que nela tudo realizou, como saiu de sua própria boca no canto do Magnificat: “O Senhor fez em mim maravilhas, santo é o seu nome”. Recordar toda a obra da vida de Maria é recordar a ação de Deus na vida de seus eleitos, bem como recordar sua força e poder agindo em favor e pelo bem de toda a humanidade, restaurada e readquirida no sangue do Cordeiro. Maria se torna protótipo, modelo da nova humanidade, onde a ação de Deus se faz visível e opera com toda a sua eficácia. Também esta dimensão o Papa ressalta quando diz: "também nós somos destinados a esse imenso amor que Deus reservou, e é Maria quem indica, com luminosa clareza, o caminho em direção à verdadeira casa, aquela na qual é possível viver a comunhão da glória e da paz com Deus.
Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, nos destina para a felicidade eterna, aquela que Ele mesmo goza. Essa felicidade acontece à medida que somos capazes de realizar a finalidade a que viemos. Todos temos o mesmo objetivo: participar da glória eterna, da visão beatífica de Deus, nos céus, pela eternidade, e aí está a nossa felicidade plena e inigualável.
Maria é modelo desta felicidade e testemunha fiel da beatitude dos santos, aqueles que tiveram suas vestes lavadas e alvejadas no sangue do Cordeiro.
Maria é, pois, a mais bela de todas as mulheres, pois são as virtudes que embelezam o corpo. O pecado só descaracteriza a beleza da criação, criada à imagem e semelhança de seu Criador.
Que olhando para Maria, para sua vida de total dedicação e obediência a Deus, possamos viver as virtudes e receber as graças de Deus para que nossa alma cresça sempre mais no amor, no conhecimento e na contemplação de nosso amado Deus, e assim possamos revelar ao mundo os sinais de sua bondade e de sua salvação. Que Maria nos ajude a chegar às alturas, a buscar as coisas do alto onde está Deus, a elevarmos nossa dignidade tal qual Ele nos garantiu quando, tornando-se opróbrio entre os homens e oferecendo sua vida na mais humilhante forma de morte na cruz, devolveu à humanidade a dignidade ferida pelo pecado.
Que Nossa Senhora nos auxilie com sua intercessão para que também nós possamos contemplar a glória dos céus, na eternidade, onde está Cristo, o desejado de nossa alma. Com Ela, com todos os santos, mártires e bem-aventurados possamos contemplar eternamente a face Daquele que nos faz subir ao monte santo da eterna adoração – a Jerusalém celeste, a pátria dos cristãos.
Nossa Senhora da Assunção, rogai por nós!
Investir na família
Palavras de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte
BELO HORIZONTE, sexta-feira, 17 de agosto de 2012 (ZENIT.org) - Cresce na sociedade, em seus diversos segmentos, a convicção de que é preciso investir na família, instituição que também é prioridade na missão evangelizadora da Igreja. De 12 a 18 de agosto, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove a Semana da Família, evento que é realizado anualmente. Trata-se de um acontecimento que merece a importante cobertura dos meios de comunicação, pelo que representa a instituição familiar no enfrentamento de graves desafios, como a superação dos alarmantes índices de violência e dos desvios na direção da dependência química.
Com seus limites próprios, em razão das vicissitudes e estreitamentos humanos, nenhuma instituição consegue contribuir tanto na formação da consciência e da assimilação de valores indispensáveis. Essa convicção há de ser assumida por quem tem sua família, particularmente aqueles que têm responsabilidade na sua condução e sustento, de maneira aguerrida, para fazer desse lugar primeiro de cada um de nós a referência amorosa mais importante.
A família tem importância e centralidade em razão de cada ser humano e no conjunto da sociedade. É na família que se aprende a conhecer o amor e a fidelidade a Deus. Não se pode abrir mão dessa escola que tem propriedades para formar e configurar o indispensável sentido de transcendência. A ausência desse sentido pode levar a incapacidades crônicas. A escola família, conforme ensina a Sagrada Escritura, possibilita aos filhos a aprendizagem das primeiras e decisivas lições, como a urbanidade, processo naturalmente sustentado e fecundado pela fidelidade conjugal e pela circulação própria do amor em família.
Por isso, a Igreja considera a família como a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários. Não se pode, é uma convicção e batalha que a Igreja assume na sua missão evangelizadora, atribuir à família um papel subalterno e secundário. Ela deve ser entendida e assumida por todos como célula vital para a sociedade. A família que nasce da íntima comunhão de vida e de amor, fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher, tem uma dimensão social própria enquanto lugar primeiro das relações sociais.
A família é a primeira escola onde se aprende a reciprocidade. No dom recíproco, por parte do homem e da mulher, unidos em matrimônio, se configura a criação do ambiente de vida no qual a criança pode nascer e desenvolver suas potencialidades, tornar-se consciente de sua dignidade e preparar-se para uma adequada participação na sociedade. Quando se pensa a ecologia humana, a família é a experiência onde se aprende as primeiras e determinantes noções acerca do bem e da verdade, exercício natural e transcendente na capacidade de amar e ser amado.
Não é uma importância apenas para o indivíduo, mas também para o contexto social onde ele está inserido e participa de maneira cidadã. A sociabilidade exercitada na instituição familiar acrescenta valores e sustentos para a sociedade, pois a família é uma comunidade de pessoas. Os ricos ensinamentos da Igreja nos seus preciosos documentos afirmam que “uma sociedade à medida da família é a melhor garantia contra toda a deriva de tipo individualista ou coletivista, porque nela a pessoa está sempre no centro da atenção enquanto fim e nunca como meio”. Este entendimento advoga o princípio de que a família é prioritária em relação à sociedade e ao Estado.
Assim, a definição de um modelo social no funcionamento da sociedade deve ter a inteligência de incluir o apoio decisivo para que a família desempenhe adequadamente suas responsabilidades. Metas e intervenções, no funcionamento social e político, não podem desconsiderar essa centralidade da instituição familiar. O Concílio Vaticano II, no Decreto Gravissimum Educationis, sublinha que essa instituição, exercendo sua tarefa educativa, contribui para o bem comum e se constitui na primeira escola das virtudes sociais. É indispensável, portanto, para a sociedade. A ciência sobre a família reúne densos capítulos que precisam ser conhecidos para inspirar mais, clarear papéis e responsabilidades. Investir na instituição familiar é contribuir para que a humanidade redesenhe horizontes: torne-se mais fraterna e solidária.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
A família tem importância e centralidade em razão de cada ser humano e no conjunto da sociedade. É na família que se aprende a conhecer o amor e a fidelidade a Deus. Não se pode abrir mão dessa escola que tem propriedades para formar e configurar o indispensável sentido de transcendência. A ausência desse sentido pode levar a incapacidades crônicas. A escola família, conforme ensina a Sagrada Escritura, possibilita aos filhos a aprendizagem das primeiras e decisivas lições, como a urbanidade, processo naturalmente sustentado e fecundado pela fidelidade conjugal e pela circulação própria do amor em família.
Por isso, a Igreja considera a família como a primeira sociedade natural, titular de direitos próprios e originários. Não se pode, é uma convicção e batalha que a Igreja assume na sua missão evangelizadora, atribuir à família um papel subalterno e secundário. Ela deve ser entendida e assumida por todos como célula vital para a sociedade. A família que nasce da íntima comunhão de vida e de amor, fundada sobre o matrimônio entre um homem e uma mulher, tem uma dimensão social própria enquanto lugar primeiro das relações sociais.
A família é a primeira escola onde se aprende a reciprocidade. No dom recíproco, por parte do homem e da mulher, unidos em matrimônio, se configura a criação do ambiente de vida no qual a criança pode nascer e desenvolver suas potencialidades, tornar-se consciente de sua dignidade e preparar-se para uma adequada participação na sociedade. Quando se pensa a ecologia humana, a família é a experiência onde se aprende as primeiras e determinantes noções acerca do bem e da verdade, exercício natural e transcendente na capacidade de amar e ser amado.
Não é uma importância apenas para o indivíduo, mas também para o contexto social onde ele está inserido e participa de maneira cidadã. A sociabilidade exercitada na instituição familiar acrescenta valores e sustentos para a sociedade, pois a família é uma comunidade de pessoas. Os ricos ensinamentos da Igreja nos seus preciosos documentos afirmam que “uma sociedade à medida da família é a melhor garantia contra toda a deriva de tipo individualista ou coletivista, porque nela a pessoa está sempre no centro da atenção enquanto fim e nunca como meio”. Este entendimento advoga o princípio de que a família é prioritária em relação à sociedade e ao Estado.
Assim, a definição de um modelo social no funcionamento da sociedade deve ter a inteligência de incluir o apoio decisivo para que a família desempenhe adequadamente suas responsabilidades. Metas e intervenções, no funcionamento social e político, não podem desconsiderar essa centralidade da instituição familiar. O Concílio Vaticano II, no Decreto Gravissimum Educationis, sublinha que essa instituição, exercendo sua tarefa educativa, contribui para o bem comum e se constitui na primeira escola das virtudes sociais. É indispensável, portanto, para a sociedade. A ciência sobre a família reúne densos capítulos que precisam ser conhecidos para inspirar mais, clarear papéis e responsabilidades. Investir na instituição familiar é contribuir para que a humanidade redesenhe horizontes: torne-se mais fraterna e solidária.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
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