DIA DO ENFERMO
Caros diocesanos. Nos programas anteriores refletimos sobre a Campanha da Fraternidade que, em 2012, aborda o tema: A Fraternidade e a Saúde Pública, com o objetivo de acentuar, sobretudo, três dimensões: a comunitária, a solidária e a político-institucional.
Hoje queremos destacar uma reflexão do Papa Bento XVI na passagem do 20ª Dia Mundial do Enfermo (11 de fevereiro), com o lema: “Levanta-te e vai, a tua fé te salvou”. O Santo Padre manifesta primeiramente sua solidariedade para com os que sofrem e afirma que o cuidado que a Igreja tem com os doentes é uma atitude evangélica: “Desejo renovar a minha proximidade espiritual a todos os enfermos que se encontram nos locais de reabilitação e são acolhidos nas famílias, exprimindo para cada um a solicitude e afeto de toda a Igreja. Na acolhida generosa e amorosa de toda vida humana, sobretudo daquela fraca e doente, o cristão exprime um aspecto importante do próprio testemunho evangélico, sob o exemplo de Cristo, que se inclinou sobre os sofrimentos materiais e espirituais do homem para curá-lo”. A atitude de Jesus Cristo manifesta a proximidade, o modo de ser misericordioso de Deus para com os que sofrem e manifestam sua fé: “No encontro com Ele podem experimentar realmente que quem crê não está nunca sozinho. Deus, de fato, no seu Filho, não nos abandona em nossas angústias e sofrimentos, mas nos é próximo, nos ajuda a levá-los e deseja curar no profundo o nosso coração (Mc 2, 1-12)”.
A reflexão de Bento XVI, como vemos, não se restringe à cura da saúde física. Seu intuito de pastor conduz também para a cura de uma doença mais profunda, o pecado. Por isso fala em “sacramentos da cura” que a Igreja administra em nome do Senhor: “O binômio entre saúde física e renovação das dilacerações da alma nos ajuda, portanto, a compreender melhor os Sacramentos da cura... A Igreja, continuando o anúncio do perdão e da reconciliação ressoado por Jesus, não cessa de convidar a humanidade inteira a converter-se e a crer no Evangelho... No Sacramento da Penitência, no remédio da confissão, a experiência do pecado não degenera em desespero, mas encontra o Amor que perdoa e transforma”.
Ainda em relação aos sacramentos da cura o Santo Padre aponta a importância do Sacramento da Unção dos Enfermos: “Jesus não somente enviou os discípulos a curar-lhes as feridas (Mt 10, 8; Lc 9,2; 10,9), mas também instituiu para eles um sacramento específico: a Unção dos Enfermos... Com a Unção dos enfermos, acompanhada pela oração dos presbíteros, toda a Igreja recomenda os enfermos ao Senhor sofredor e glorificado, a fim de que alivie suas penas e os salve, e ainda os exorta a unirem-se espiritualmente à paixão e à morte de Cristo, para contribuir ao bem do Povo de Deus... Na unção dos enfermos, a matéria sacramental do óleo nos vem oferecida, por assim dizer, como remédio de Deus”. Junto aos sacramentos da cura não se pode excluir a comunhão na eucaristia: “Toda a comunidade eclesial e as comunidades paroquiais em particular, prestem atenção em assegurar a proximidade com freqüência da comunhão sacramental àqueles que, por motivos de saúde e de idade, não podem chegar aos locais de culto”.
O Papa conclui sua reflexão com insistente apelo de fé aos enfermos e à prestação de serviços aos mesmos: “Desejo encorajar os doentes e sofredores a encontrar sempre uma âncora segura na fé, alimentada pela escuta da Palavra de Deus, pela oração pessoal e pelos Sacramentos, enquanto convido os Pastores a serem sempre mais disponíveis para as celebrações aos enfermos”. Deus abençoe nossos enfermos!
Dom Aloísio A. Dilli - Bispo de Uruguaiana
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