segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Um documento a redescobrir: convite maternal à oração (Parte 2)

Meditação sobre a carta apostólica Rosarium Virginis Mariae
Padre Mario Piatti, ICMS, editor da revista Maria de Fátima
ROMA, sexta-feira, 5 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Apresentamos a seguir a continuação do artigo sobre o décimo aniversário da carta apostólica Rosarium Virginis Mariae e a proclamação do Ano do Rosário (outubro de 2002 a outubro de 2003).
Rezar o terço, continua a carta, não é nada mais que contemplar com Maria o rosto de Cristo e dispor de uma oportunidade regular e fecunda para a contemplação pessoal e para a formação do Povo de Deus em vista da nova evangelização, que era tão cara ao Santo Padre: "Eu gosto de reiterá-lo também na feliz memória de outro aniversário: o dos 40 anos do início do concílio Vaticano II (11 de outubro de 1962), a grande graça preparada pelo Espírito de Deus para a Igreja do nosso tempo" (cf. RVM 3).
Estas palavras, uma década depois e às vésperas da solene celebração do 50º aniversário do Vaticano II, ressoam ainda mais atuais e exigentes do que nunca. Perante as dificuldades inegáveis ​​do nosso tempo, diante da descristianização em andamento, da profunda crise moral que afeta todos os membros da sociedade, nós somos todos chamados a não ser complacentes, mas a elevar a mente e o coração a Deus, para pedir-lhe a luz e a força a fim de renovarmos a fé e, generosamente, propô-la às pessoas do nosso tempo. O mundo de hoje parece ter tudo, promete receitas fáceis de felicidade, mas é forçado a admitir a sua insuficiência radical. A situação econômica devastadora que estamos atravessando é apenas um aspecto secundário, tangível e concreto, de um mal-estar bem mais profundo e mais inquietante: a pobreza radical do homem, que só Deus sabe preencher e curar. “Tu te julgas vivo, mas estás morto”, diz o Apocalipse... “Tu dizes: Sou rico, prosperei; de nada tenho necessidade. Mas não sabes que és infeliz, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3,1.17).
O terço, humilde, na sua aparente fragilidade e inconsistência, é uma arma poderosa de salvação, colocada por Deus em nossas mãos. É um presente do céu, que reorienta o coração para o alto; é o conforto do espírito, a luz e o consolo na provação, uma “corrente do amor”, como dizem os santos, que leva a alma para Cristo, para a prática da fé, para a caridade viva e fraterna. É súplica e intercessão que "move" e que consegue a misericórdia de Deus para com as nossas famílias; é oração do pequeno, do simples, mas que sabe iluminar as mentes mais excelsas, naquela fusão maravilhosa de "Fides et Ratio", que, há dois mil anos, torna encantadora a proposta cristã, porque ela sabe falar para a inteligência e para o coração. O rosário não se opõe à liturgia, mas lhe serve como suporte, já que nos introduz a ela e a faz ecoar, permitindo que as pessoas participem dela com plenitude interior, colhendo os seus frutos na vida diária (RVM 4).
A nova evangelização deve necessariamente passar pelo Imaculado Coração de Maria. Só ela conhece plenamente os "segredos de Deus" e anseia com ardor comunicá-los à Igreja e a cada crente. Redescobrimos o rosário como via delicada e maternal, que nos dispõe para a graça e acompanha o nosso caminho, como a luz da esperança em meio às armadilhas destes momentos difíceis.
A parte 1 está disponível em: http://www.zenit.org/article-31453?l=portuguese

A Nova Evangelização é uma nova missionariedade na Igreja"

Dom Benedito Beni dos Santos na XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos
Por Maria Emília Marega
CIDADE DO VATICANO, domingo, 07 de outubro de 2012(ZENIT.org) – Após a concelebração de inauguração da XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem como tema: A Nova Evangelização para transmissão da fé cristã, diante da Basílica de São Pedro, ZENIT conversou com Dom Benedito Beni dos Santos, da diocese de Lorena, Bispo nomeado pelo Papa para representar o episcopado brasileiro na Assembléia.
ZENIT: Qual é a contribuição da Igreja do Brasil para este Sínodo?
Dom Beni: A Nova Evangelização caminha bem no Brasil de um modo especial através da Missão Permanente da Igreja e das Novas Comunidades e Movimentos. Creio que este Sínodo vai reunir todas as experiências de Nova Evangelização que existe na Igreja e vai fornecer ao Santo Padre um material extenso e profundo para que ele possa elaborar em sua carta Post Sinodal um projeto de Nova Evangelização.
ZENIT: Como será a participação do senhor durante a Assembléia?
Dom Beni: Cada Bispo presente no Sínodo faz uma intervenção que deve durar apenas 05 minutos na Assembléia Geral, depois, existe a contribuição que cada Bispo dá na reflexão feita por diversos grupos separados por língua. Na minha intervenção pretendo mostrar que a Nova Evangelização é uma nova missionariedade na Igreja, portanto, não envolve um grupo de especialistas, mas todos os batizados. A seguir, eu pretendo mostrar também como a Nova Evangelização já caminha na América Latina através da Missão Permanente e no Brasil através, sobretudo, dos Movimentos e Novas Comunidades.
ZENIT: Qual é o papel do leigo no contexto da Nova Evangelização?
Dom Beni: Os leigos exercem um protagonismo na Nova Evangelização, basta recordar que os leigos estão engajados na Missão Permanente da Igreja, os leigos são membros dos Movimentos e Novas Comunidades. Existem espaços na sociedade onde o bispo não consegue chegar, nem o padre, mas os leigos estão presentes no dia a dia, através do seu trabalho, de suas atividades.
ZENIT: Como este protagonismo acontece na prática?
Dom Beni: Em primeiro lugar como testemunho do Evangelho os leigos já evangelizam todos os espaços das cidades. É claro que, um projeto de Nova Evangelização deve ser uma coisa planejada, deve envolver a preparação dos leigos para que possam exercer a missão da Igreja. Sobretudo a família tem um papel muito importante na evangelização, os pais são os primeiros evangelizadores dos filhos, então, o pai e a mãe precisam ser catequistas; a família deve também ser evangelizadora de outras famílias.
A preparação do leigo...
A Igreja tem trabalhado muito nesse sentido, mas creio que o Sínodo irá trazer uma nova contribuição no plano teórico, e também no plano da experiência, da vivência. O Brasil também está se preparando bem para o Ano da fé, sobretudo está se difundindo muito a doutrina do Concilio Ecumênico Vaticano II. Eu mesmo, antes de vir para Roma, dei diversas conferências, cursos e retiros sobre os textos do Concílio Vaticano II.
O Concilio Vaticano II...
O Concilio Ecumênico Vaticano II foi realizado para renovação da Igreja e essa renovação não se faz em 50 anos, são necessários muitos anos, então, eu acredito que a retomada do espírito e do ensinamento do Vaticano II nesse momento é muito importante para toda a Igreja e o catecismo é um dos frutos principais deste Concílio.
O Catecismo da Igreja Católica...
O catecismo não é simplesmente um livro religioso, nem é um manual de teologia. O catecismo é o documento da fé, mostra aquilo que a Igreja crê e aquilo que cada um de nós deve crê porque a nossa fé é transmitida pela Igreja; é feito de tal modo que motiva a pessoa a viver a fé. Então, o conhecimento do catecismo da Igreja Católica é um dos objetivos do Ano da fé e vai contribuir muito para o aprofundamento e o fortalecimento da fé e também para que a Igreja possa cumprir bem a sua missão de Evangelizar.
ZENIT: Dizem que agora é o momento da América Latina evangelizar a Europa. O que o senhor poderia dizer sobre isso?
Dom Beni: É claro que a evangelização precisa de agentes e na América Latina nós temos muita gente trabalhando na evangelização. Existe um florescimento das vocações para o sacerdócio, para a vida religiosa, para as Novas Comunidades e Movimentos. Enquanto isso, a Europa está envolvida em um processo muito grande de secularização, as vocações estão se tornando raras. Acredito que neste sentido missionário, de trazer para a Europa missionários leigos, consagrados, e até mesmo presbíteros, a América Latina pode contribuir para a missão da Igreja na Europa.

A Igreja existe para evangelizar

Homilia de Bento XVI pronunciada na Celebração Eucaristica por ocasião do Sínodo dos Bispos
CIDADE DO VATICANO, domingo, 07 de outubro de 2012(ZENIT.org) - Às 9:30 desta manhã, XXVII Domingo do Tempo Comum, no Sagrado da Basílica Vaticana, o Santo Padre Bento XVI proclama “Doutores da Igreja” São João de Ávila e Santa Hildegarda de Bingen, e preside a Celebração Eucarística por ocasião da abertura da XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, cuja homilia apresentamos a seguir:
Veneráveis Irmãos,
Queridos irmãos e irmãs,
Com esta solene concelebração inauguramos a XIII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que tem como tema: A Nova Evangelização para a transmissão da fé cristã. Esta temática responde a uma orientação programática para a vida da Igreja, de todos os seus membros, das famílias, comunidades, e das suas instituições. Tal perspectiva se reforça pela coincidência com o início do Ano da Fé, que terá lugar na próxima quinta-feira, dia 11 de outubro, no 50º aniversário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Dirijo a minha cordial saudação de boas-vindas, cheia de gratidão, a vós que viestes formar parte nesta Assembléia sinodal, em especial, ao Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos e aos seus colaboradores. Estendo a minha saudação aos delegados fraternos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, e a todos os presentes, convidando-os a acompanhar com a sua oração diária, os trabalhos que realizaremos nas próximas três semanas.
As leituras bíblicas, que compõem a Liturgia da Palavra deste domingo, nos oferecem dois pontos principais de reflexão: o primeiro sobre o matrimônio, que tratarei adiante; e o segundo sobre Jesus Cristo, que abordarei em seguida. Não temos tempo para comentar esta passagem da Carta aos Hebreus, mas devemos, no início desta Assembléia sinodal, aceitar o convite para fixar o olhar no Senhor Jesus, «coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte» (Hb 2,9). A Palavra de Deus nos coloca diante do crucificado glorioso, de modo que toda a nossa vida e, em particular, o compromisso desta assembléia sinodal, se desenrole presença d’Ele e à luz do seu mistério. A evangelização, em todo tempo e lugar, teve sempre como ponto central e último Jesus, o Cristo, o Filho de Deus (cf. Mc 1,1); e o Crucificado é por excelência o sinal distintivo de quem anuncia o Evangelho: sinal de amor e de paz, chamada à conversão e à reconciliação. Sejamos nós, Venerados Irmãos, os primeiros a ter o olhar do coração dirigido a Ele, deixando-nos purificar pela sua graça.
Queria agora refletir, brevemente, sobre a «nova evangelização», relacionando-a com a evangelização ordinária e com a missão ad gentes. A Igreja existe para evangelizar. Fiéis ao mandamento do Senhor Jesus Cristo, seus discípulos partiram pelo mundo inteiro para anunciar a Boa Nova, fundando, por toda a parte, comunidades cristãs. Com o passar do tempo, essas comunidades tornaram-se Igrejas bem organizadas, com numerosos fiéis. Em determinados períodos da história, a Divina Providência suscitou um renovado dinamismo na ação evangelizadora na Igreja. Basta pensar na evangelização dos povos anglo-saxões e eslavos, ou na transmissão do Evangelho no continente americano, e, em seguida, nos distintos períodos missionários junto dos povos da África, Ásia e Oceania. Sobre este pano de fundo dinâmico, apraz-me também dirigir o olhar para as duas figuras luminosas que acabo de proclamar Doutores da Igreja: São João de Ávila e Santa Hildegarda de Bingen. Também nos nossos tempos, o Espírito Santo suscitou na Igreja um novo impulso para proclamar a Boa Nova, um dinamismo espiritual e pastoral que encontrou a sua expressão mais universal e o seu impulso mais autorizado no Concílio Ecumênico Vaticano II. Este renovado dinamismo de evangelização produz uma influência benéfica sobre os dois "ramos" concretos que desenvolvem a partir dela, ou seja, por um lado, a missio ad gentes, isto é, a proclamação do Evangelho para aqueles que ainda não conhecem a Jesus Cristo e a Sua mensagem de salvação; e, por outro lado, a nova evangelização, destinada principalmente às pessoas que, embora batizadas, se distanciaram da Igreja e vivem sem levar em conta prática cristã. A Assembléia sinodal que se abre hoje é dedicada a essa nova evangelização, para ajudar essas pessoas a terem um novo encontro com o Senhor, o único que dá sentido profundo e paz para a nossa existência; para favorecer a redescoberta da fé, a fonte de graça que traz alegria e esperança na vida pessoal, familiar e social. Obviamente, esta orientação particular não deve diminuir nem o impulso missionário, em sentido próprio, nem as atividades ordinárias de evangelização nas nossas comunidades cristãs. Na verdade, os três aspectos da única realidade de evangelização e completam e se fecundam mutuamente.
Neste sentido, o tema do matrimônio, que nos ofereceu o Evangelho e a primeira leitura, merece uma atenção especial.. A mensagem da Palavra de Deus pode ser resumida na expressão contida no livro do Gênesis e retomada pelo próprio Jesus: «Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne» (Gn 2,24, Mc 10,7-8). O que significa hoje para nós essa palavra? Parece-me que nos convida a nos tornarmos mais conscientes de uma realidade já conhecida, mas talvez não totalmente apreciada, ou seja, que o matrimônio se constitui, em si mesmo, um Evangelho, uma Boa Nova para o mundo de hoje, em particular para o mundo descristianizado. A união do homem e da mulher, o ser «uma só carne» na caridade, no amor fecundo e indissolúvel, é um sinal que fala de Deus com força, com uma eloqüência que hoje se torna ainda maior porque, infelizmente, por diversas razões, o matrimônio, justamente nas regiões de antiga tradição cristã, está passando por uma profunda crise. Não é uma coincidência. O matrimônio está ligado à fé, não num sentido genérico. O matrimônio se fundamenta, enquanto união do amor fiel e indissolúvel, na graça que vem do Deus Uno e Trino, que em Cristo nos amou com um amor fiel até a Cruz. Hoje, somos capazes de compreender toda a verdade desta afirmação, em contraste com a dolorosa realidade de muitos matrimônios que, infelizmente, acabam mal. Há uma clara correspondência entre a crise da fé e a crise do matrimônio.. E, como a Igreja afirma e testemunha há muito tempo, o matrimônio é chamado a ser não apenas objeto, mas o sujeito da nova evangelização. Isso já se vê em muitas experiências ligadas a comunidades e movimentos, mas também se observa, cada vez mais, no tecido das dioceses e paróquias, como demonstrou o recente Encontro Mundial das Famílias.
A chamada universal à santidade é uma das idéias chave do renovado impulso que o Concílio Vaticano II deu à evangelização que, como tal, aplica-se a todos os cristãos (cf. Lumen gentium, 39-42). Os santos são os verdadeiros protagonistas da evangelização em todas as suas expressões. Eles são, em particular, também os pioneiros e os impulsionadores da nova evangelização: pela sua intercessão e exemplo de vida, atentos à criatividade que vem do Espírito Santo, eles mostram às pessoas, indiferentes ou mesmo hostis, a beleza do Evangelho e da comunhão em Cristo; e convidam os fiéis, por assim dizer, tíbios, a viverem a alegria da fé, da esperança e da caridade; a redescobrirem o «gosto» da Palavra de Deus e dos Sacramentos, especialmente do Pão da Vida, a Eucaristia. Santos e santas florescem entre os missionários generosos que anunciam a Boa Nova aos não-cristãos, tradicionalmente nos países de missão e atualmente em todos os lugares onde vivem pessoas não cristãs. A santidade não conhece barreiras culturais, sociais, políticas ou religiosas. Sua linguagem - a do amor e da verdade - é entendida por todos os homens de boa vontade e lhes aproxima de Jesus Cristo, fonte inesgotável de vida nova.
Neste ponto, detenhamo-nos por um momento para admirar os dois santos que hoje foram agregados ao grupo seleto dos Doutores da Igreja. São João de Ávila viveu no século XVI. Profundo conhecedor das Sagradas Escrituras, era dotado de um ardente espírito missionário. Soube adentrar, com uma profundidade particular, nos mistérios da Redenção operada por Cristo para a humanidade. Homem de Deus, unia a oração constante à atividade apostólica. Dedicou-se à pregação e ao aumento da prática dos sacramentos, concentrando seus esforços para melhorar a formação dos futuros candidatos ao sacerdócio, dos religiosos, religiosas e dos leigos, em vista de uma fecunda reforma da Igreja.
Santa Hildegarda de Bingen, importante figura feminina do século XII, ofereceu a sua valiosa contribuição para o crescimento da Igreja do seu tempo, valorizando os dons recebidos de Deus e mostrando-se uma mulher de grande inteligência, sensibilidade profunda e de reconhecida autoridade espiritual. O Senhor dotou-a com um espírito profético e de fervorosa capacidade de discernir os sinais dos tempos. Hildegard nutria um grande amor pela a criação, cultivou a medicina, a poesia e a música. Acima de tudo, sempre manteve um amor grande e fiel a Cristo e à sua Igreja.
O olhar sobre o ideal da vida cristã, expressado na chamada à santidade, nos encoraja a ver com humildade a fragilidade de muitos cristãos, antes, o seu pecado, pessoal e comunitário, que se apresenta como um grande obstáculo para a evangelização; e nos encoraja a reconhecer a força de Deus que, na fé, vem ao encontro da fraqueza humana. Portanto, não se pode falar da nova evangelização sem uma disposição sincera de conversão. Deixar-se reconciliar com Deus e com o próximo (cf. 2 Cor 5,20) é a via mestra da nova evangelização. Só purificados, os cristãos podem encontrar o legítimo orgulho da sua dignidade de filhos de Deus, criados à Sua imagem e redimidos pelo sangue precioso de Jesus Cristo, e podem experimentar a sua alegria, para compartilhá-la com todos, com os de perto e os de longe.
Queridos irmãos e irmãs, confiamos a Deus o trabalho da Assembléia sinodal com o sentimento vivo da comunhão dos santos invocando, em particular, a intercessão dos grandes evangelizadores, dentre os quais queremos incluir com grande afeto, o Beato Papa João Paulo II, cujo longo pontificado foi também um exemplo da nova evangelização. Colocamo-nos sob a proteção da Virgem Maria, Estrela da nova evangelização. Com ela, invocamos uma especial efusão do Espírito Santo, que ilumine do alto a Assembléia sinodal e torne-a fecunda para o caminho da Igreja, hoje no nosso tempo. Amen