domingo, 10 de março de 2013

SEMANA SANTA – ANTES DO TRÍDUO PASCAL

 



Caros Diocesanos. Estamos para viver mais uma vez a Semana Santa, em que celebramos os acontecimentos centrais da História de nossa Salvação. Ela inicia com o “Domingo de Ramos da Paixão do Senhor” e termina no Domingo da Ressurreição. A Semana Santa, em que celebramos o mistério da morte e ressurreição de Jesus Cristo, como uma unidade, inicia com o domingo que antecede à Páscoa. Esse dia já não recebe só a expressão “Domingo de Ramos”, mas a ele se une a Paixão, conforme é tradição da liturgia de Roma. A reforma litúrgica do Vaticano II o chama: “Domingo de Ramos da Paixão do Senhor”. Os ramos têm caráter simbólico, como sinais de vida, de esperança e de vitória. São sinais da nossa participação na caminhada de Jesus para a Páscoa. Eles simbolizam compromisso, apoio, adesão... O importante não são os ramos em si, mas o seu significado de ir com o Senhor e a comunidade para a Páscoa. A piedade popular lhes atribuiu um efeito um tanto mágico ou curativo, que ainda hoje se faz presente (ramo bento). A liturgia do “Domingo de Ramos da Paixão do Senhor” quer dar abertura à semana da paixão, com a entrada messiânica de Jesus Cristo
em Jerusalém. A bênção dos ramos é acessória. Toda importância está centralizada no Senhor que vai a Jerusalém, pois chegou a sua hora” (Kairós: tempo de salvação) de passar pela morte e ressurgir. Um sermão do bispo S. André de Creta (séc. VIII) nos orienta para uma adequada espiritualidade litúrgica deste Domingo: “...em vez de mantos ou ramos sem vida, em vez de folhagens que alegram o olhar por pouco tempo, mas depressa perdem o seu verdor, prostremo-nos aos pés de Cristo. Revestidos de sua graça (Batismo), ou melhor, revestidos dele próprio (Gl 3,27), prostremo-nos a seus pés como mantos estendidos... não ofereçamos mais ramos e palmas ao vencedor da morte, porém o prêmio da sua vitória. Agitando nossos ramos espirituais, o aclamemos todos os dias...” (LH II, pp. 366-367).De Segunda a Quarta-feira Santa, a liturgia nos apresenta sucessivamente, como leituras, três dos cânticos do Servo de Javé (Is 42, 1-7; Is 49, 1-6; Is 50, 4-9a) e os Evangelhos nos abordam acontecimentos dos últimos dias que precedem e anunciam a Paixão do Senhor:

  • 2ª feira: Unção na Betânia (Jo 12, 1-11);
  • 3ª feira: Anúncio da traição de Judas, da negação de Pedro, da glorificação (Jo 13, 21-33.36-38);
  • 4ª feira: Ceia pascal e identificação do traidor (Mt 26, 14-25).

Antes do início do Tríduo pascal, na Quinta-feira santa, de manhã, desde tradição antiga, era celebrada a reconciliação pública dos penitentes, “inscritos e expulsos” da comunidade, no começo da quaresma (sobre estes penitentes eram impostas cinzas). Através dos séculos, esta celebração caiu fora, com a lenta introdução da Confissão particular; permaneceu, contudo, a “Missa do Crisma”, com a consagração dos santos óleos, presidida pelo Bispo, rodeado pelo seu presbitério, como sinal de unidade e comunhão sacerdotal. Nessa mesma celebração realiza-se a renovação das promessas sacerdotais.
Na véspera de Quinta-feira Santa inicia a celebração do Tríduo pascal, centro de todo Ano Litúrgico. Sobre isso falaremos no programa seguinte.Que a Semana Santa ou Semana Maior de nossa redenção seja ocasião de profundo encontro com Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e motivação para nossa missão evangelizadora.


Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana

quarta-feira, 6 de março de 2013

Orientações Práticas para a Transição do Papa (28/02/2013)

Informe 11:
Caros Diocesanos. Junto às considerações emitidas no Site (25/02/13) sobre a Renúncia de Bento XVI, emitimos hoje (28/02/13) algumas orientações práticas para nossa Diocese de Uruguaiana:

1.     Período de Sede Vacante:

  • Nos momentos de oração expressamos nosso agradecimento a Deus pelo ministério de Bento XVI, exercido até 28 de fevereiro;
  • Rezamos, igualmente, ao Espírito do Senhor e seu santo modo de operar para que ilumine nossos Cardeais durante o Conclave, a fim de que seja eleito aquele que melhor possa pastorear a Igreja na atual fase da Nova Evangelização ante os grandes desafios da humanidade, neste momento da história;
  • Para os dias de semana podem ser tomadas as orações da Missa Por Várias Necessidades – Para a Eleição do Papa (Cf. Missal Romano);
  • Nas Orações Eucarísticas deverá ser mencionado apenas o nome do nosso bispo (Por exemplo, na Oração Eucarística II: “Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo inteiro: que ela cresça na caridade, com o nosso bispo Aloísio e todos os ministros do vosso povo”).

2.     Período posterior à Eleição do novo Romano Pontífice:

  • Anunciada a eleição do novo Romano Pontífice, sejam tocados, onde possível, os sinos das igrejas, como manifestação de alegria e acolhida ao novo pastor da Igreja;
  • Em nossas orações e preces lembraremos do novo Papa; e seu, nome será normalmente mencionado nas Orações Eucarísticas;
  •  Em momento oportuno, podem ser tomadas as orações da Missa Por Várias Necessidades – Pelo Papa (Cf. Missal Romano).
Enquanto agradecemos a Bento XVI e aguardamos a eleição do novo Papa, em meio às preces que nos unem, enviamos as mais copiosas bênçãos.
Vosso Irmão-bispo,
                                                                                     Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana


sábado, 2 de março de 2013

A IGREJA E A JUVENTUDE

 Caros diocesanos.
A Igreja existe para evangelizar e nesta sua missão sente-se enviada a ir ao encontro de toda pessoa humana para anunciar e testemunhar a boa nova de Jesus Cristo. Entre os destinatários ou interlocutores desta missão da Igreja, os jovens têm tido espaço especial em diversos documentos e opções pastorais, seja no nível universal, quanto do nosso país. Em 2007, a CNBB emitiu importante pronunciamento no documento Evangelização da Juventude, em que manifesta que “a juventude mora no coração da Igreja” (EJ 01). Como mãe e mestra, ela chega a considerar o jovem como “lugar teológico” (EJ 81), o que significa acolher a voz de Deus que fala no jovem. Sente-se convidada a ler e a desvelar esta realidade teológica. Assim a Igreja considera a juventude uma prioridade em sua missão evangelizadora, o que significa que ela está aberta ao novo, à revitalização a partir do que Deus nela está revelando. Isso implica numa ainda mais atenciosa opção de toda Igreja pela Juventude, sobretudo a mais sofrida. Afirma neste sentido o texto-base da Campanha da Fraternidade de 2013: “Todas as estruturas eclesiais são, portanto, convocadas a assumir como sua a tarefa de expressar afetiva e efetivamente a opção preferencial pelos jovens, especialmente pelos mais empobrecidos, num contexto de grandes contrastes e de emergência da cultura midiática” (n. 196).A Igreja toma consciência de sua grande responsabilidade de ser mãe na fé para os nossos jovens, iniciando pela família, onde deve acontecer a primeira experiência da fé cristã, prolongando-se na comunidade, onde se dá progressivamente a catequese de iniciação à vida cristã. Seu caráter mistagógico (conduzir para dentro do mistério) manifesta que os jovens precisam fazer a experiência da fé e não apenas compreendê-la racionalmente. Alerta-nos novamente o texto-base da Campanha da Fraternidade: “Os jovens devem ser conduzidos ao mistério de Cristo, entendendo e experimentando em profundidade os Sacramentos como os momentos, por excelência, de encontro com Jesus Cristo” (n. 199). Esse encontro com Jesus Cristo, além de outras formas, pode e deve ser proporcionado aos jovens através do contato com a Palavra de Deus, sobretudo pela Leitura Orante da Bíblia. Por ela os jovens terão oportunidade de uma experiência profunda de intimidade com Aquele que motiva e aponta para o compromisso com a vida pessoal, eclesial e social.Dentro do processo de iniciação à vida cristã, sobretudo pela catequese, toda a Comunidade eclesial deve ser envolvida, a fim de que possa ser para o jovem um lugar de conhecimento, de experiência, de encontro e de amizade. O jovem precisa sentir que ele é bem-vindo e acolhido. O texto-base da Campanha da Fraternidade ainda aponta outros espaços propícios para essa educação, que são nossos grupos de jovens, pastorais da juventude, movimentos, novas comunidades e demais experiências em grupos: “Esses espaços educativos e evangelizadores devem ser incentivados, apoiados e desenvolvidos em todas as nossas comunidades” (n. 201).Finalmente, tendo consciência que a assessoria, o preparo e a experiência dos adultos enriquecem e complementam a caminhada de crescimento de nossos jovens, não podemos esquecer que sem o protagonismo o jovem não é motivado para assumir sua responsabilidade, para tomar iniciativa e para desenvolver habilidades de liderança e manifestar ousadia para testemunhar a nova evangelização e fazer chegar a civilização do amor. É um caminho a ser trilhado de forma conjunta; e o diálogo enriquecerá a vida cristã de toda comunidade eclesial. (Cf. Texto-Base, nn. 217-218).
Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana 

sexta-feira, 1 de março de 2013

COMUNIDADE EM RITMO DE DESPEDIDA

           Por motivos de mudança de cidade, eu, Maria, após 18 anos de participação na Comunidade Santa Rita de Cássia, estou me despedindo de todos. Pela convivência criamos laços muito fortes, e agora está sendo dificil a separação. Mas sei que amizade sincera e verdadeira supera a distância.
           Sempre soube que esse dia iria chegar.A vida nos leva e é preciso saber viver.
           Sei  que Deus tem preparado algo de bom para todos nós.
           Ontem preparam uma confartenização, entre choro e abraços nos revilizamos na confiança no Senhor.  Encerramos a tarde com a oração do terço. Vejamos as fotos: