terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
ENSINO SOCIAL DE IGREJA, O QUE É?
O ENSINO SOCIAL DA IGREJA
O Ensino Social da Igreja é um conjunto de documentos que oferecem princípios para a construção de uma nova sociedade, baseada no amor e nas relações humanas, no trabalho e na dignidade humana. É ação do Espírito Santo sobre o magistério da Igreja na interpretação de mensagem evangélica diante das diferentes situações vividas pela pessoa humana.
Seu objetivo é fazer acontecer o Reino de Deus aqui e agora, para que o lugar onde vivemos seja de paz, justiça e fraternidade. Foi Jesus Cristo quem proclamou e inaugurou esse Reino, e deve ser o horizonte de todo o cristão.
O Ensino Social de Igreja foi construído através das Encíclicas papais , com intuito de atualizar a dimensão social do Evangelho. É o Evangelho tornado vivo e atual nas diferentes realidades sociais, políticas e culturais existentes no mundo.
Lembrando o Sermão da Montanha, quando Jesus proclama as Bem aventuranças vemos o anúncio da felicidade, da liberdade e da justiça do Reino.
O Papa Bento XVI, diz que as Bem aventuranças “são um novo programa de vida, para libertar-se dos falsos valores do mundo e abrir-se aos verdadeiros bens presentes e futuros.” Ressalta que “é preciso que o mundo se abra aos valores das bem aventuranças, ...uma clara proposta do Senhor para viver em comunhão com Ele e alcançar a autêntica felicidade.Quem acolhe com radicalidade este programa de vida,encontra a força necessária para a edificação do Reino de Deus e ser instrumento de salvação.” (Bento XVI no dia 31 de janeiro de2011)
A vida de Jesus Cristo foi um serviço de amor e entrega total pela humanidade toda especialmente pelos pobres e oprimidos. Ele ensina a partilhar na Multiplicação dos Pâes, mostra a compaixão na parábola do Bom Samaritano.
Jesus ensinou um novo mandamento “que vos ameis como vos amo, nisto conhecerão que sois meus discípulos, e este passa ser o sinal que distingue o seguidor
Jesus Cristo dos demais.”
Do mandamento do amor derivam os princípios do Ensino Social da Igreja. Eles indicam a vontade de Deus em relação ao amor ao próximo que deve perpassar todas as relações sociais, e apontam o projeto de Deus para a sociedade e servem de critérios de avaliação das estruturas sociais.
1- DIGNIDADE HUMANA: a pessoa humana criada a imagem e semelhança de Deus tem primazia sobre toda a criação, e todos tem a mesma origem e natureza.
2- BEM COMUM: estabelece as condições sociais para o desenvolvimento integral da pessoa humana. E constitui o Direito Natural de todo ser humano que leva aos Direitos Humanos.
3- PARTICIPAÇÃO: é o envolvimento voluntário e generosos da pessoas as relações sociais e políticas.
4- SUBSIDIARIEDADE: regula as relações entre pessoa e sociedade: pessoa e instituição:comunidades e Estado.
5- SOLIDARIEDADE: é busca pelo bem de todos, o bem comum na sociedade em todas as suas dimensões.
Esses princípios são considerados de caráter geral, fundamental, permanentes e universais. E indicam os valores fundamentais que devem reger a vida social. Verdade - Liberdade - Justiça.
Deixo uma questão para ser refletida:
QUAIS SÃO SITUAÇÕES SOCIAIS QUE AFLIGEM O SER HUMANO NOS DIAS DE HOJE?
Maria Ronety Canibal
domingo, 29 de janeiro de 2012
ESPIRITUALIDADE
O que é espiritualidade?
Nos perguntamos, o que é mesmo espiritualidade ?
Espiritualidade é uma palavra muito usada atualmente. Pessoas que buscam uma vida equilibrada, não podem deixar de cultivá-la, pois faz parte da vida. A espiritualidade é inerente ao ser humano.
De maneira muito simples podemos responder que espiritualidade cristã é o nosso jeito de viver a nossa religião. É um estilo de vida pautado pelo Evangelho que visa imitar a pessoa de Jesus Cristo.
Não podemos confundir com espiritualização e espiritualismos, que se referem a momentos, são fragmentos, que empobrecem o conteúdo da Verdade Revelada , e enfraquecem a fé concreta do dia a dia.
A espiritualidade cristã é como um itinerário de vida no Espírito, que determina um modo especial de ser e agir no mundo.
São Paulo em muitos textos, nos fala desse dom gratuito de Deus, da ação do Espírito Santo em nós. Mas ressalta que é necessário que estejamos de coração aberto para poder receber estes presentes de Deus.
Muitos acham que o dom recebido é para ser guardado a sete chaves, mas devemos lembrar a parábola dos talentos quando o Senhor os distribui entre os empregados, o que ganhou mais, trabalhou e dobrou o valor, o outro que ganhou menos também trabalha e multiplica por dois, mas o último que ganhou pouco, com medo de perder enterra para conservar o que lhe foi dado. E quando o Senhor volta para o acerto de contas fica muito satisfeito com o primeiro, também com o segundo mas ao último chama de servo inútil.( Mt 25, 14-30)
Dom é um talento, uma capacidade para ser usada no serviço a Deus em favor dos irmãos.
O Espírito de Deus distribui os dons a cada pessoa como bem lhe aprouver, pois o ser humano tem limites e não consegue abraçar completamente Jesus Cristo e seu Projeto do Reino de Deus.
Assim como cada um recebe um dom, uma tarefa, uma missão conforme a sua capacidade, e essa diversidade de dons é que completa e enriquece a Igreja. Na comunidade deve ter muitos dons, ter aquele que tem o dom de cantar, outro deve ter o dom de tocar um instrumento, outro tem o dom de bem administrar e tudo isso é que enriquece essa comunidade. É mesmo espírito que os distribui para o serviço do bem comum da Igreja.
Todos nós recebemos de Deus, condições de encontrar e estar com Jesus na comunidade cristã, todos temos as mesmas possibilidades para um encontro pessoal com Cristo, porém em algumas pessoas o dom é mais forte, ou mais cultivado que faz com que essa pessoa tenha um encontro mais forte e significativo com Jesus.
E quando alguém, ou um grupo de fiéis se encontram com Jesus Cristo, de maneira muito forte e particular, estes O seguem., então, seu viver é Cristo, e a sua espiritualidade é a maneira como interpreta o mistério de Jesus.
“ Na Carta aos Gálatas, São Paulo nos recorda a beleza da nossa vocação, deste caminho espiritual que devemos percorrer e que devemos sempre ter presente em nossa vida – fostes chamados para a liberdade. Somente quem busca a autêntica liberdade se aventura no caminho espiritual.” (Fr. Patrício Sciadini,ocd)
Nós estamos muito presos as coisas do mundo, precisamos soltar essas amarras, e então seremos livres e cresceremos espiritualmente.
Em Romanos capitulo 8, São Paulo define que quem vive segundo a natureza, ou seja segunda a carne não agrada a Deus, mas aquele que vive segundo o Espírito de Cristo pertence a Ele. Diz o texto: Portanto, meus irmãos, nós temos uma obrigação, que é não vivermos de acordo com a nossa natureza humana.Porque, se vocês viverem de acordo com a natureza humana, vocês morrerão espiritualmente. Pois aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.(Rm 8,12-14.)
Há pessoas que se tornaram santos por conhecerem profundamente as Escrituras e por terem sido obedientes ao Evangelho, por cultivarem a virtude da humildade, do silêncio, da meditação, da contemplação e da oração.
Há dons especiais, também chamados carismas, que são uma concreta forma de vida evangélica. São pessoas especiais que os recebem. São os fundadores(as) de ordens religiosas que receberam estes dons especiais, e todo aquele que se identifica com o esse mesmo carisma torna-se seu seguidor e membro da ordem.
Tomamos como exemplo: São Francisco de Assis, São Bento, Santo Inácio de Loyola, Santo Antonio de Pádua entre tantos outros.
O Catecismo da Igreja (2684) nos lembra que “ as espiritualidades cristãs participam da tradição viva da oração e são guias indispensáveis para os fiéis, refletindo, na sua diversidade, a pura e única Luz do Espírito Santo.”
Vamos lembrar que cada ordem religiosa tem um carisma, uma forma de louvar, bendizer e orar a Deus, cada um tem um jeito, mas todas estão para agradar o Pai e construir o Reino de Deus neste mundo.
Maria Ronety Canibal - 2008
O RETRATO DE JESUS CRISTO
O retrato de Jesus Cristo
Em Roma, há quase dois mil anos, no arquivo do Duque de Cesadini, foi encontrada uma carta de Públio Lêntulus, Pro cônsul da Galiléia, dirigida ao Imperador Romano Tibério César, em virtude de este ter interpelado ao senador romano acerca do Cristo, de quem tanto lhe falavam.
Eis a carta que é o retrato de Jesus:
“ Sabendo que desejais conhecer quanto vou narrar: Existe nos nossos tempos um homem de grandes virtudes, chamado Jesus, que pelo povo é reconhecido profeta de verdade, e seus discípulos dizem que é filho de Deus, Criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que nela se acham e que nela tenham estado. Em verdade, [o César, cada dia se ouve coisas maravilhosas desse Jesus: ressuscita os mortos, cura os enfermos; em uma só palavra, é um homem de justa estatura e é muito belo no aspecto. Há tanta majestade no rosto, que aqueles que o vêem são forçados a amá-lo ou teme-lo. Tem os cabelos da cor de amêndoa bem madura, são distendidos até as orelhas e das orelhas até as espáduas, são da cor da terra, porém mais reluzentes. Tem no meio de sua fronte uma linha separando os cabelos, na forma em uso dos nazarenos; o seu rosto é cheio, o aspecto é muito sereno, nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face de uma cor moderada, o nariz e a boca são perfeitos. A barba é espessa, mas semelhante aos cabelos, não muito longa, mas separada pelo meio; seu olhar é muito atraente e grava; tem os olhos graciosos e claros; o que surpreende é que resplandecem no seu rosto como raios do sol, porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, porque, quando resplende, apavora, e quando ameniza faz chorar: faz-se amar e é alegre com seriedade. Diz-se que nunca ninguém o viu rir, ou chorar. Tem os braços e as mãos muito belos; nas palestras dá muito prazer, e quando dele alguém se aproxima, verifica que é muito modesto na presença e na pessoa. É o mais belo homem que se possa imaginar, muito semelhante à sua Mãe, a qual é de uma rara beleza, não se tendo jamais visto, por estas partes, uma donzela tão bela.
De letras faz-se admirar de toda a cidade de Jerusalém: ele sabe todas as ciências e nunca estudou nada. Ele caminha descalço e sem coisa alguma na cabeça. Muitos se riem vendo-o assim, porém, em sua presença, falando com ele, tremem e o admiram. Dizem que um tal homem nunca fora ouvido por estas partes. Em verdade, segundo me dizem os hebreus, não ouviram jamais tais conselhos da grande doutrina, como ensina este Jesus; muitos judeus o têm como Divino e muitos me querelam, afirmando que é contra a lei de Vossa Majestade.
Diz-se que este Jesus nunca fez mal a quem quer que seja, mas, ao contrário, aqueles que o conhecem e com ele têm praticado afirmam ter dele recebido grandes benefícios e saúde. Porém à tua obediência estou prontíssimo, e aquilo que Vossa Majestade ordenar será cumprido.”
Vale. Da Majestade Vossa, fidelíssimo e obrigadíssimo,
Públio Lêntulus
sábado, 28 de janeiro de 2012
FAMILIA - IGREJA DOMESTICA
FAMILIA: A IGREJA DOMÉSTICA
Estamos vivendo em uma sociedade capitalista, regida pelo dinheiro. O outro sempre é um concorrente, o qual eu preciso derrotar, de qualquer maneira para eu poder alcançar o sucesso.
Estamos vivendo um tempo que a vida não tem valor, um tempo de corrupção e traição, um mundo egoísta e individualista.
Um mundo violento, onde principalmente os jovens estão vivendo sem limites, e caindo nos vícios, tanto da bebida como da luxuria, quando não vão para as drogas mais pesadas.
É isso que queremos para as nossas crianças?
É esse o mundo que Deus quer para seus filhos?
O que fazer?
São Paulo nos diz que: “devemos viver no mundo sem ser do mundo”. Somos filhos de Deus, não filhos do mundo, o nosso caminho é para Deus. Jesus nos deixou um caminho para Deus. A Igreja.
A Igreja é a família de Deus aqui no mundo. Todo o batizado faz parte desta grande família, que tem como meta viver o amor fraterno.
A vivencia do amor inicia na família, que é constituída de pai, mãe e filhos. Jesus nasceu em uma família, cresceu em estatura, graça e sabedoria junto de seus pais.
A família é sagrada, pois é o lugar privilegiado do amor, ali surge à vida e a vida é um dom de Deus. É na família que a criança vai crescer e deve, portanto, receber os primeiros ensinamentos cristãos, aprender os valores éticos e morais que vão permanecer por toda a sua vida, para tornar-se um adulto equilibrado, consciente e comprometido com a Verdade.
Em 2Tm 3, 15-17, São Paulo afirma: “ E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de proporcionar a sabedoria que conduz a salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, o homem de Deus se torna perfeito para toda boa obra.”
A família é o menor grupo natural, a menor comunidade e tem a responsabilidade com a Igreja e a sociedade, de criar pessoas de bem, educadas para a vida e para o amor fraterno.
Cabe a família educar para a fé, através da vivencia do amor, da oração e da participação na comunidade de fé. Precisa ser fiel aos ensinamentos de Cristo, pois os pais têm o dever de prover as necessidades físicas e espirituais de seus filhos.
O Catecismo da Igreja no artigo 2685 diz: “ A família cristã é o primeiro lugar da educação para a oração. Fundada sobre o sacramento do matrimonio, ele é a Igreja domestica, onde os filhos de Deus aprendem a orar na Igreja e perseverar na oração. Para as crianças , particularmente a oração familiar cotidiana é a primeira testemunha da memória viva da Igreja reavivada pacientemente pelo Espírito Santo.”
A melhor maneira de ensinarmos nossas crianças é com exemplos, pois não podemos querer façam algo que nunca nos virar fazer. Somos para nossos filhos um referencial muito forte, por isso precisamos praticar o que queremos ensinar.
Como posso querer que meu filho vá a missa se eu nunca vou?
Como posso querer que meu filho seja amável se eu sou áspera ?
Como posso querer que meu filho seja honesto se eu minto?
Teríamos muitas perguntas fazer, precisamos nos conscientizar, de que como família não estamos de fato cumprindo o nosso dever.
No corre-corre do dia a dia, não há mais tempo para dedicar as crianças. A mãe também trabalha fora para poder sustentar a casa, para dar mais conforto e satisfazer os caprichos dos filhos.
Hoje, substitui-se a falta de tempo para com as crianças com presentes. A mãe não cuida das crianças. E a família sem perceber esta delegando a outros o privilégio de ensinar os filhos.
Já desde tenra idade as crianças estão na creche, sendo ensinados por estranhos. Depois os pais passam a responsabilidade para a escola. E na parte espiritual querem que a catequista transforme cada criança como que num passe de mágica.
Mas responsabilidade é da família.
O Catecismo da Igreja afirma nos artigos 2224, 5,6 e 7 que:
“ O lar constitui um ambiente natural para a iniciação do ser humano na solidariedade e nas responsabilidades comunitárias. Os pais ensinarão os filhos a se precaverem dos comprometimentos e das desordens que ameaçam as sociedades humanas.”
“Pela graça do sacramento do matrimonio, os pais receberam a responsabilidade e o privilegio de evangelizar os filhos. Por isso os iniciarão desde a tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos os primeiros arautos. Associá-los desde a primeira infância a vida da Igreja. A experiência da vida em família pode alimentar as disposições afetivas que por toda a vida constituirão autênticos preâmbulos e apoios de uma vida de fé.”
“A educação para a fé por parte dos pais deve começar desde a mais tenra infância. Ocorre já quando os membros da família se ajudam a crescer na fé pelo testemunho de uma vida cristã de acordo com o Evangelho. A catequese familiar precede, acompanha e enriquece as outras formas de ensinamentos da fé. Os pais têm a missão de ensinar os filhos a orar e a descobrir sua vocação de filhos de Deus. A paróquia é a comunidade eucarística e o centro da a vida litúrgica das famílias cristãs ; ela é um lugar privilegiado da catequese dos filhos e dos pais.”
“Os filhos, por sua vez, contribuem para o crescimento de seus pais em santidade. Todos e cada um se darão generosamente e sem se cansar o perdão mutuo pelas ofensas, as rixas, as injustiças e os abandonos. Sugere-o a mutua afeição. Exige-o a caridade de Cristo.”
Portanto vemos claramente qual é o compromisso da família perante a Igreja.
Mas a família, de modo geral, não assumiu essa responsabilidade, e busca ajuda na catequese. E a catequese vai procurar de todas as formas responder aos anseios desta família.
A catequese vai suprir as falhas da família, enquanto deveria ser apenas uma complementação da orientação religiosa dada pela família à criança.
Assim a catequese vai querer despertar e alimentar nos jovens a fé na grandeza incomparável do dom que Cristo ressuscitado concedeu a sua Igreja.
Também a catequese vai levar esse jovem a participar da liturgia, pois ela é o lugar privilegiado da catequese do povo de Deus. Porque na ação litúrgica e sacramental que estamos diante de Jesus, e ele age em plenitude para a transformação de todos, principalmente através da Eucaristia. Por isso precisamos de uma participação plena, consciente e ativa.
Na celebração Eucarística Deus fala ao seu povo, através da Palavra, ou seja , O Evangelho de Cristo, da homilia, orações, ritos sacramentais, a vivencia do ano litúrgico e as festas são verdadeiros momentos de educação e crescimento na fé.
Todos nós precisamos de uma catequese permanente e a encontramos na participação na missa dominical. Ali temos o subsidio para a perseverança na fé e no compromisso cristão na comunidade de fé.
Portanto a finalidade da catequese é aprofundar o primeiro anuncio do Evangelho: levar o catequizando a conhecer, acolher e celebrar e vivenciar o mistério de Deus, manifestado em Jesus Cristo, que nos revela o Pai e nos envia o Espírito Santo. Conduz a entrega do coração a Deus, a comunhão com Igreja e a participação em sua missão. (Diretório Nacional de Catequese 43)
Vemos que a catequese é um processo de transformação de cada catequizando, e requer um tempo para alcançar os seus objetivos. Precisa da família para caminhar juntas e assim poder obter resultados positivos.
MARIA RONETY CANIBAL 2006
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
A CORREÇÃO FRATERNA - BENTO XVI
Correção fraterna deve ser ato de amor, explica Papa
Ilustra o ensinamento de Jesus
CASTEL GANDOLFO, domingo, 4 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI está convencido de que a “correção fraterna” constitui um dever, mas que não nasce de uma reação à ofensa sofrida, e sim do amor pelo irmão.
Esta foi sua explicação dada hoje, ao dirigir-se aos milhares de peregrinos reunidos na residência pontifícia de Castel Gandolfo, comentando a passagem evangélica da liturgia deste domingo, (Mt 18, 15-20), na qual o próprio Jesus explica como corrigir o irmão na comunidade cristã.
“O amor fraterno comporta também um sentido de responsabilidade recíproca, razão pela qual, se meu irmão comete uma culpa contra mim, eu devo ser caridoso e, antes de mais nada, falar com ele pessoalmente, dando-lhe a conhecer que o que ele disse ou fez não é bom”, começou explicando o Pontífice.
“Essa maneira de agir se chama correção fraterna: não é uma reação à ofensa sofrida, mas surge do amor pelo irmão.”
De fato, citando Santo Agostinho, afirmou que “aquele que te ofendeu, ofendendo-te, inferiu a si mesmo uma grande ferida; e tu não te preocupas pela ferida de um irmão teu? (…) Tu deves esquecer a ofensa que recebeste, não a ferida do teu irmão”.
A seguir, o Papa pareceu responder à pergunta que aparecia no rosto dos peregrinos ao escutar suas palavras: “E se o irmão não me ouvir?”.
O Santo Padre ilustrou os passos que Jesus apresenta no Evangelho: “Primeiro, é preciso voltar a falar-lhe com outras duas ou três pessoas, para ajudá-lo a perceber o que fez; se, apesar disso, ele rejeitar ainda a observação, é necessário dizê-lo à comunidade; e se ele não escutar nem sequer a comunidade, é preciso fazer-lhe perceber a separação que ele mesmo provocou, separando-se da comunhão da Igreja”.
A correção fraterna, sublinhou Bento XVI, se explica porque “há uma corresponsabilidade no caminho da vida cristã: cada um, consciente dos seus próprios limites e defeitos, está chamado a receber a correção fraterna e a ajudar os outros com este serviço particular”.
Outro fruto da caridade na comunidade é a oração conjunta, continuou explicando, citando o Evangelho: “Eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”.
“A oração pessoal certamente é importante, e mais ainda, indispensável, mas o Senhor garante sua presença à comunidade que – ainda que seja muito pequena – está unida e unânime, porque reflete a realidade de Deus Uno e Trino, perfeita comunhão de amor”, disse.
Por este motivo, o Bispo de Roma concluiu com seu conselho aos peregrinos: “Devemos nos exercitar tanto na correção fraterna, que requer muita humildade e simplicidade de coração, como na oração, para que se eleve a Deus a partir de uma comunidade verdadeiramente unida a Cristo”.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
VIDA DE COMUNIDADE
Reflexão sobre a vida em comunidade:
A comunidade cristã é o espaço adequado para os cristãos fazerem a experiência da Palavra e do Espírito de Cristo Ressuscitado e atuar nos seus corações. Ninguém começa a ser cristão sozinho. A comunidade é o espaço especial para a comunicação da Palavra. A comunidade, portanto, é a mediação do Espírito Santo, pois a Palavra acontece no coração da pessoa pela ação do Espírito Santo.
O crescimento espiritual da pessoa na comunidade acontece através de realizações e celebrações que são mediações privilegiadas para o Espírito Santo atuar no coração de cada um. Eis algumas dessas mediações fundamentais: a Oração, a Palavra, a Eucaristia e a Fraternidade.
Os membros da comunidade devem ter para com Deus e os irmãos, seriedade.. A comunidade é feita de pessoas livres, conscientes e responsáveis, com forte consciência de pertença comunitária. Por isso cultiva-se a fraternidade entre si.
Os membros da comunidade devem ter para com Deus e os irmãos, seriedade.. A comunidade é feita de pessoas livres, conscientes e responsáveis, com forte consciência de pertença comunitária. Por isso cultiva-se a fraternidade entre si.
É fundamental eleger o outro como alvo de bem-querer. Enteder muito bem que o amor é o caminho do amadurecimento e felicidade humana para um bom relacionamento comunitário. As pessoas sentem-se responsáveis pelas próprias tarefas, procurando agir de modo a edificar a comunidade. Todos são iguais, apesar da diversidade de carismas, ministérios e capacidades. Todos se sentem estimados e valorizados naquilo que fazem.
Ninguém pode se sentir superior ao outro, porque é o Espirito Santo que age distribuindo os dons entre todos os membros da comunidade. Há espaço para todos, porque é Deus quem determina a tarefa. Na comunidade não há parasitismo, mediocridade ou fraude. As pessoas sorriem alegres, pois têm sentidos para viver. Como todos são tomados a sério, a participação de cada um é estimado por todos.
As pessoas tomam todas parte no que a todos diz respeito. Ninguém se sente excluído. As pessoas compreendem que a meta da comunidade é chegar à plena comunhão.Graças ao sentido que aquelas pessoas têm do amor, encontram condições para optar e decidir de acordo com a sua realização e o bem comum da comunidade. Ninguém busca o bem pessoal , a auto promoção. Há lugar para a originalidade de cada um, pois todos sabem que as pessoas são únicas, originais e irrepetíveis Todos se olham nos olhos. No seu olhar e no modo de sorrir há transparência e sabor a verdade e lealdade. Quando olham para o jeito de ser e viver na comunidade as pessoas percebem que é disto que todos temos fome.
As atitudes das pessoas entre si coincidem com as aspirações mais profundas e autênticas do coração humano.O gesto mais espontâneo entre as pessoas da comunidade é estender a mão e dizer bom dia ou boa noite. Portanto a comunidade é fruto de muitas decisões, escolhas, opções e compromissos de vida. Ninguém se sente mais que os outros, pois são todos membros do corpo de Cristo (1 Cor 12).Todos têm a mesma dignidade fundamental: pessoas humanas, filhos de Deus e irmãos uns dos outros. As diferenças são apenas de tipo funcional, não essencial.
Não é cristã a comunidade onde as pessoas não são tomadas a sério. A coordenação, na comunidade, tem densidade sacramental: Exprime e significa a presidência de Cristo que é a cabeça do corpo. Na comunidade amadurecida não há pessoas faz tudo, as quais são um veneno para a vida comunitária. É melhor todos a fazer pouco, que poucos a fazer tudo.
Ninguém pode se sentir superior ao outro, porque é o Espirito Santo que age distribuindo os dons entre todos os membros da comunidade. Há espaço para todos, porque é Deus quem determina a tarefa. Na comunidade não há parasitismo, mediocridade ou fraude. As pessoas sorriem alegres, pois têm sentidos para viver. Como todos são tomados a sério, a participação de cada um é estimado por todos.
As pessoas tomam todas parte no que a todos diz respeito. Ninguém se sente excluído. As pessoas compreendem que a meta da comunidade é chegar à plena comunhão.Graças ao sentido que aquelas pessoas têm do amor, encontram condições para optar e decidir de acordo com a sua realização e o bem comum da comunidade. Ninguém busca o bem pessoal , a auto promoção. Há lugar para a originalidade de cada um, pois todos sabem que as pessoas são únicas, originais e irrepetíveis Todos se olham nos olhos. No seu olhar e no modo de sorrir há transparência e sabor a verdade e lealdade. Quando olham para o jeito de ser e viver na comunidade as pessoas percebem que é disto que todos temos fome.
As atitudes das pessoas entre si coincidem com as aspirações mais profundas e autênticas do coração humano.O gesto mais espontâneo entre as pessoas da comunidade é estender a mão e dizer bom dia ou boa noite. Portanto a comunidade é fruto de muitas decisões, escolhas, opções e compromissos de vida. Ninguém se sente mais que os outros, pois são todos membros do corpo de Cristo (1 Cor 12).Todos têm a mesma dignidade fundamental: pessoas humanas, filhos de Deus e irmãos uns dos outros. As diferenças são apenas de tipo funcional, não essencial.
Não é cristã a comunidade onde as pessoas não são tomadas a sério. A coordenação, na comunidade, tem densidade sacramental: Exprime e significa a presidência de Cristo que é a cabeça do corpo. Na comunidade amadurecida não há pessoas faz tudo, as quais são um veneno para a vida comunitária. É melhor todos a fazer pouco, que poucos a fazer tudo.
COMPILADO DO TEXTO DO Pe. CALMEIRO
A COMUNIDADE CRISTÃ
A comunidade cristã é o espaço ideal para se fazer experiência do encontro com o Senhor Jesus. Através da Palavra de Deus (Biblia), na Sagrada Liturgia e nos irmãos. É ai que aprendemos a ser cristãos, pois ninguém se torna cristão sózinho. Na comunidade fazemos a partilha da fé, da vida e vivemos a caridade na solidariedade.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
PROGRAMAÇÃO DA COMUNIDADE SANTA RITA DE CÁSSIA
PROGRAMAÇÃO PARA FEVEREIRO DE 2012
Dia 4 Missa as 17h
Dia 9 Oração do Terço as 17h
Dia 11 Missa as 17h
Dia 16 Oração do Terço as 17h
Dia 18 Missa da Mãe Peregrina as 17h
Dia 23 Oração do Terço as 17h
Dia 25 Missa as 17h
QUINTAS FEIRAS AS 14.30H OFICINA DE PINTURA EM TECIDO
DOMINGOS AS 15H AULAS DE VIOLÃO
Dia 4 Missa as 17h
Dia 9 Oração do Terço as 17h
Dia 11 Missa as 17h
Dia 16 Oração do Terço as 17h
Dia 18 Missa da Mãe Peregrina as 17h
Dia 23 Oração do Terço as 17h
Dia 25 Missa as 17h
QUINTAS FEIRAS AS 14.30H OFICINA DE PINTURA EM TECIDO
DOMINGOS AS 15H AULAS DE VIOLÃO
ONDE FICA?
A Comunidade Santa Rita de Cássia do Alegrete, está situada na periferia da cidade, no bairro Piola. Somos um grupo de pessoas que inseridas na comunidade e trabalhamos na evangelização com uma visão social.
Uma comunidade muita ativa, sempre com um projeto em andamento.
Atualmente estamos com o PROJETO CORAÇÃO SOLIDÁRIO, que tem como objetivo criar consciência ecológica.Com grupo de Jovens e oficinas de violão, pintura em tecido.
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