sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Concílio Vaticano II: "uma grande pintura feita pelo Espírito Santo"

Na audiência geral, Bento XVI indica quatro constituições conciliares como pontos cardeais da Igreja


Luca Marcolivio
VATICANO, quarta-feira, 10 de outubro de 2012 (ZENIT.org) - Uma audiência geral das mais importantes do pontificado de Bento XVI: na manhã de hoje, véspera da abertura do Ano da Fé e do 50º aniversário da abertura do concílio Vaticano II, o tema escolhido pelo Santo Padre para a catequese foi uma reflexão sobre os documentos conciliares.
O concílio Vaticano II nos aparece como "um grande afresco”, propôs o papa, “pintado na sua grande multiplicidade e variedade de elementos sob a orientação do Espírito Santo". Um trabalho de "extraordinária riqueza", do qual ainda é possível "redescobrir passagens particulares, fragmentos, matizes".
O Santo Padre mencionou em seguida o seu antecessor, o beato João Paulo II, que chamava o concílio Vaticano II de "grande graça para a Igreja do século XX", bem como "bússola segura para nos orientar nos caminhos do século que se abre"(Novo millennio ineunte, 57). Uma bússola que permite que "o navio da Igreja avance em mar aberto, tanto em meio a tempestades quanto a ondas calmas e tranquilas, para navegar com segurança e chegar a bom porto".
Bento XVI recordou, depois, a sua própria experiência no concílio, do qual participou acompanhando o então arcebispo de Colônia, cardeal Frings, que designara o jovem Joseph Ratzinger, à época professor de Teologia Fundamental na Universidade de Bonn, como seu consultor teólogo. Pouco mais adiante, Ratzinger tornou-se perito conciliar.
"Poucas vezes na história”, disse o papa, “foi possível, como então, quase tocar concretamente a universalidade da Igreja, em um momento da grande realização da sua missão de levar o Evangelho até os confins da terra em todos os tempos". Por causa do grande acúmulo de esperança que difundiu, o concílio foi um "evento de luz que irradia até hoje".
Quando o concílio foi convocado pelo beato papa João XXIII, em 1959, três anos antes da abertura dos trabalhos, não havia na Igreja "nenhum erro particular de fé a ser corrigido ou condenado, nem questões específicas de doutrina ou de disciplina a ser esclarecidas". Grande, portanto, foi a surpresa dos cardeais diante do anúncio do papa João XXIII.
Em seu discurso de abertura do concílio, em 11 de outubro, João XXIII manifestou a necessidade de falar da fé "de uma forma renovada" e "mais incisiva", num mundo que estava mudando rapidamente, "mesmo mantendo intactos os seus conteúdos perenes, sem cessões nem arranjos".
Era preciso fazer uma "reflexão mais profunda sobre a fé" e sobre a sua relação com o pensamento moderno, "não para se adaptar a ele, mas para apresentar ao nosso mundo, que tende a se afastar de Deus, a necessidade do Evangelho em toda a sua grandeza e em toda a sua pureza".
De resto, como disse Paulo VI na sua homilia de encerramento do concílio, em 7 de dezembro de 1965, já naquela época "o esquecimento de Deus" se tornava "normal" e a pessoa humana tendia a "reivindicar a sua autonomia absoluta, liberando-se de toda lei transcendente".
Ao mesmo tempo, Paulo VI lembrava que o homem, "quando se esforça para fixar a mente e o coração em Deus na contemplação, realiza o ato mais elevado e mais pleno da sua alma, o ato que ainda hoje pode e deve ser o culminar dos inumeráveis campos da atividade humana, a partir do qual essas atividades conquistam a sua dignidade".
O concílio Vaticano II, portanto, salientou a centralidade de um Deus que "está presente, que se ocupa de nós e nos responde". Quando a fé falta, junto com ela "colapsa o que é essencial, porque o homem perde a sua dignidade profunda e aquilo que torna grande a sua humanidade, contra todo reducionismo", destacou Bento XVI.
Tarefa da Igreja, reafirma o concílio, é "transmitir a palavra do amor de Deus que salva, para que seja ouvido e recebido o apelo divino que traz em si mesmo a nossa felicidade eterna".
A este respeito, o Santo Padre mencionou quatro constituições conciliares a ser consideradas como uma espécie de "quatro pontos cardeais da bússola que pode nos orientar": a Sacrosanctum Concilium, que enfatiza a "centralidade do mistério da presença de Cristo"; a Lumen Gentium, que salienta como compromisso fundamental da Igreja "o de glorificar a Deus"; a Dei Verbum, em que "a Palavra viva de Deus convoca a Igreja e a vivifica ao longo de toda a sua jornada através da história”; e a Gaudium et Spes, sobre a forma como a Igreja "leva ao mundo a luz que recebeu de Deus, para que Ele seja glorificado".
O concílio Vaticano II é, em última análise, "um forte apelo a redescobrir todos os dias a beleza da nossa fé". O papa, para terminar, invocou a proteção da Virgem Maria para que "ela nos ajude a compreender e levar a cumprimento o que os padres conciliares guardavam no coração, inspirados pelo Espírito Santo: o desejo de que todos possam conhecer o evangelho e conhecer o Senhor Jesus como caminho, verdade e vida".

"A minha pessoa não conta: é um irmão que fala com vocês"

O Sermão da Lua, do papa João XXIII
ROMA, quinta-feira, 11 de outubro de 2012 (ZENIT.org). É, sem dúvida, o mais famoso e comovedor discurso de todo o pontificado de Angelo Roncalli. Entrou para a história como o "Sermão da Lua": trata-se da saudação do papa João XXIII, na noite de quinta-feira, 11 de outubro de 1962, aos numerosíssimos fiéis e peregrinos que participaram da vigília organizada para a abertura do Concílio Vaticano II.
Hoje, cinquenta anos depois, transcrevemos esse discurso feito de palavras simples e sinceras, que
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Caros filhinhos, ouço as vossas vozes. A minha é apenas uma, mas condensa a voz do mundo inteiro. Todo o mundo está aqui representado.
Parece que até a lua antecipou-se esta noite – observai-a no alto – para contemplar este espetáculo. É que encerramos uma grande jornada de paz. Sim, de paz: Glória a Deus e paz aos homens de boa vontade.
A minha pessoa não conta para nada, quem vos fala é um irmão, que se tornou pai por vontade de Nosso Senhor, mas tudo junto – paternidade e fraternidade – é graça de Deus, tudo, tudo.
Continuemos, pois, a amar-nos, a querer-nos bem, a querer-nos bem; olhando-nos mutuamente no encontro, recolhendo aquilo que nos une, deixando de lado qualquer coisa que nos possa criar dificuldade: nada. Fratres sumus .
Esta manhã aconteceu um espetáculo que nem a basílica de São Pedro, que tem quatro séculos de história, alguma vez pôde contemplar.
Honremos as impressões desta noite. Que os nossos sentimentos permaneçam sempre como agora os manifestamos diante do Céu e da terra. Fé, esperança, caridade, amor de Deus, amor de irmãos. E assim, todos juntos, mutuamente apoiados, na santa paz do Senhor, nas obras do bem.
Quando regressardes a casa, encontrareis os vossos meninos. Fazei uma carícia às vossas crianças e dizei: «esta é a carícia do Papa». Encontrareis algumas lágrimas por enxugar, fazei alguma coisa… dizei uma boa palavra: «o Papa está conosco, especialmente nas horas de tristeza e de amargura».
E assim, todos juntos, animemo-nos, cantando, suspirando, chorando, mas sempre, sempre cheios de confiança em Cristo que nos ajuda e nos escuta, para avançarmos e retomarmos o nosso caminho.
E, agora, tende a gentileza de atender à bênção que vos dou e também ao boa-noite que me permito desejar-vos.

É Cristo a resposta para a "desertificação espiritual dos nossos dias

Inaugurando o Ano da Fé, Bento XVI indica nos documentos do Concílio Vaticano II,
a base sobre a qual construir a Nova Evangelização

Por Luca Marcolivio
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 11 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Uma solene Celebração Eucarística que consagra um evento histórico para a Igreja, coincidindo com dois aniversários importantíssimos: a abertura do Ano da fé, juntamente com o 50 º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e do 20 º da promulgação do atual Catecismo da Igreja Católica.
Esta manhã, na presença de milhares de fiéis, vindos de todo o mundo à Praça de São Pedro, o papa Bento XVI presidiu a Santa Missa, concelebrada por 80 Cardeais, 8 Patriarcas e Arcebispos Maiores das Igrejas Orientais Católicas, os Bispos Padres Sinodais, 104 Presidentes das Conferências Episcopais de todo o mundo e 15 Bispos que participaram como Padres nos trabalhos do Concílio Ecumênico Vaticano II.
Participaram da celebração, como representantes ecumênicos, o arcebispo de Canterbury, Rowan Williams, e o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I. Este último pronunciou o seu discurso de saudação no final da missa.
A procissão inicial, como disse o Papa no início da sua homilia, "quis recordar aquela memorável dos Padres conciliares quando entraram solenemente nesta Basílica". Outros sinais específicos foram: a entronização do Evangeliário (cópia do usado durante o Concílio) e a entrega das sete mensagens finais do Concílio e aquela do Catecismo da Igreja Católica, que o Papa fez antes da Benção final.
Tais sinais, disse o Santo Padre, "nos oferecem também a possibilidade de ir além da comemoração” do Vaticano II, com o objetivo de compreender mais profundamente o “movimento espiritual” que o caracterizou.
O Ano da Fé, que começa hoje está intimamente ligado à história e aos acontecimentos da Igreja dos últimos 50 anos: do anterior Ano da Fé, anunciado pelo Papa Paulo VI, em 1967, ao Grande Jubileu do ano 2000, comemorado durante o pontificado do beato João Paulo II.
O magistério destes dois últimos pontífices converge especialmente em “Cristo como centro do cosmos e da história, e no desejo apostólico de anunciá-lo ao mundo”, no Filho de Deus que "não é apenas objeto da fé, mas, como indicado na Carta aos Hebreus, é "aquele que dá origem à fé e a leva à sua plenitude" (12,2)”.
A missão evangelizadora da Igreja de Cristo "continua no espaço e no tempo, atravessa os séculos e os continentes” e Jesus transmite à Igreja esta missão, “infundindo o Espírito Santo nos discípulos”.
Através do Concílio Vaticano II, não se teve a intenção de “colocar o tema da fé num documento específico”. Esse tem sido, no entanto, um meio para podermos “entrar novamente no mistério cristão, para podê-lo repropor eficazmente ao homem contemporâneo”. Como já tinha afirmado o beato João XXIII no discurso de abertura do Concílio (11 de Outubro de 1962), a doutrina da Igreja é "certa e imutável" e deve ser "fielmente respeitada", mas também "aprofundada e apresentada de tal forma que responda às exigências do nosso tempo”.
Para fazer brilhar a beleza da fé no tempo presente é bom que ela não seja sacrificada às “exigências do presente”, nem mantida “presa ao passado”, enquanto que “na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo e ainda pode ser acolhida por nós somente no nosso irrepetível hoje”.
Continuar a anunciar Cristo ao homem contemporâneo permanece portanto uma prioridade absoluta, desde que "este desejo interior para a nova evangelização não permaneça somente ideal e não caia na confusão”. A "base concreta e precisa” sobre a qual apoiar a prática evangelizadora foi indicada por Bento XVI nos documentos do Concílio Vaticano II, porque nesses reside a “verdadeira herança” do Concílio. Cinqüenta anos atrás, os Padres Conciliares se esforçaram por “representar a fé de modo eficaz; e se abriram-se com confiança ao diálogo com o mundo moderno foi justamente porque estavam seguros da sua fé, da sólida rocha sobre a qual se apoiavam”, destacou Bento XVI.
Infelizmente, como é bem conhecido, nos anos pós-conciliares "muitos acolheram sem discernimento a mentalidade dominante, questionando as mesmas bases do depositum fidei, que infelizmente não sentiam mais como próprias na sua verdade”.
A proposição de um novo Ano da Fé e da nova Evangelização, não serve para “honrar um acontecimento” mas para anunciar Cristo que faz falta “ainda mais do que há 50 anos atrás” e a instituição do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, entra nesta perspectiva.
A "desertificação espiritual" verificada nas últimas décadas determinou um vazio, dentro do qual, ainda, “podemos novamente descobrir a alegria de crer” e redescobrir “o valor do que é essencial para viver”, continuou Bento XVI.
De forma que, assim como “no deserto se descobre o valor do que é essencial para viver”, no mundo contemporâneo “são inumeráveis os sinais, muitas vezes expressados de forma implícita ou negativa, da sede de Deus, do sentido último da vida”. Neste “deserto”, necessita-se de pessoas de fé que “com as suas vidas, indicam o caminho em direção à Terra prometida e assim mantêm a esperança viva."
O Ano da Fé tem por objetivo portanto ser uma espécie de “peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, no qual deve-se levar consigo somente o que é essencial: não bastão, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem duas túnicas – como diz o Senhor aos Apóstolos enviando-lhes em missão (cfr Lc 9, 3), mas o Evangelho e a fé da Igreja, dos quais os documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II são luminosa expressão, como também o é o Catecismo da Igreja Católica”, concluiu o Pontífice.
[Tradução do Italiano por Thácio Siqueira]

ORAÇÃO PELAS CRIANÇAS


Deus abençoe nossas crianças, para que não percam na infância a esperança. Deus; vai com elas arrumando suas trilhas... Deus abençoe nossas crianças e as crianças sem pais. Todas muitas vezes na mesma condição, sem a orientação correta seguem a vida em desacerto. Abençoe as crianças perdidas, as seqüestradas, as desabrigadas. Deus livre as crianças, presas na solidão dos descaminhos, e dos lares vazios de amor. Deus cuide das nossas crianças cada dia mais ao léu. Nesse mundo, de aparências, de sombras, de descaminhos. Deus leve no colo nossas crianças! Tão precisadas de carinhos. Tão filhos de pais ausentes. Tão longe de bons exemplos. Deus proteja nossas crianças contra os desconhecidos da tela fria, que diante de seres, tão isolados, tão frágeis, tão sem respostas, os levam a se perderem pelo caminho. Deus alegre nossas crianças. Levai contigo a conhecer as estrelas. A brincar na luz da vida. A não depender de valores materiais para serem felizes. A aprender na potência do teu amor. Deus mude o rumo, que este mundo está seguindo. Modifique a vida de cada criança perdida. Faça delas esperança. Faça delas luz da vida!...
Aut: Glórinha Anchieta

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS

A todas as crianças desejamos uma vida cheia de bençãos e alegrias, que todas as crianças sejam feliz e encontrem o caminho de Jesus.

ORAÇÃO DAS CRIANÇAS
Obrigado Senhor pela minha vida, pela minha saúde, pela minha família e por todos os meus amiguinhos.
Senhor Jesus ensina-me a ser uma criança cheia de fé e de amor, ensina-me a crescer nos teus caminhos, concede Senhor a meus pais sabedoria, paz, trabalho e saúde.
Ajuda-me Senhor a ser uma criança obediente a todos aqueles que devo respeitar inclusive aos meus pais e as pessoas mais velhas.
Obrigado Senhor, por todos os meus brinquedinhos sejam eles pequenos ou grandes, pelo alimento de cada dia, pela minha família, pela nossa saúde e pela nossa proteção.
Abençoa também meus professores e todos os meus amiguinhos de escola, com sabedoria, fé e amor. Dá-me Senhor a benção de ser uma criança feliz e realizada.
Em nome de Jesus, meu único Senhor e Salvador.

ORAÇÃO A NS APARECIDA


ORAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA


Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida,
Vós que nos amais e nos guiais todos os dias,
Vós que sois a mais bela das mães
a quem eu amo de todo meu coração,
eu vos peço mais uma vez
que me ajudeis a alcançar uma graça;
e por mais difícil que seja, (pede-se a graça)
sei que me ajudará
e acompanhará sempre
até à hora da minha morte.

NOSSA SENHORA APARECIDA

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil.

Na segunda quinzena de outubro de 1717, três pescadores, Filipe Pedroso, Domingos Garcia e João Alves, ao lançarem sua rede para pescar nas águas do Rio Paraíba, colheram a Imagem de Nossa Senhora da Conceição, no lugar denominado Porto do Itaguassu. Filipe Pedroso levou-a para sua casa conservando-a consigo até 1732, quando a entregou a seu filho Atanásio Pedroso. Este construiu um pequeno oratório onde colocou a Imagem da Virgem que ali permaneceu até 1743. Todos os sábados, a vizinhança reunia-se no pequeno oratório para rezar o terço. Devido à ocorrência de milagres, a devoção a Nossa Senhora começou a se divulgar, com o nome dado pelo povo de Nossa Senhora Aparecida. A 26 de julho de 1745 foi inaugurada a primeira Capela. Como esta, com o passar dos anos, não comportasse mais o número de devotos, iniciou-se em 1842 a construção de um novo templo inaugurado a 8 e dezembro de 1888. Em 1893, o Bispo diocesano de São Paulo, Dom Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, elevou-o à dignidade de “Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”. A 8 de setembro de 1904, por ordem do Papa Pio X, a Imagem milagrosa foi solenemente coroada, e a 29 de abril de 1908 foi concedido ao Santuário o título de Basílica menor. O Papa Pio XI declarou e proclamou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil a 16 de julho de 1930, “para promover o bem espiritual dos fiéis e aumentar cada vez mais a devoção à Imaculada Mãe de Deus”. A 5 de março de 1967 o Papa Paulo VI ofereceu a “Rosa de Ouro” à Basílica de Aparecida. Em 1952 iniciou-se a construção da nova Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida, solenemente dedicada pelo Papa João Paulo II a 4 de julho de 1980.