terça-feira, 27 de novembro de 2012

Os jovens podem transformar o mundo com sua vida e santidade"

Pronunciamento do arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, na abertura do II Encontro Preparatório para a JMJ Rio2013
RIO DE JANEIRO, terça-feira, 26 de novembro de 2012(ZENIT.org) - Apresentamos abaixo a íntegra do pronunciamento do arcebispo do Rio e presidente do Comitê Organizador Local, Dom Orani João Tempesta na Abertura do Encontro Internacional Rio de Janeiro em preparação para JMJ Rio 2012.
Cumprimentos ao Cardeal Rilko, Mons. Joseph Klemens e demais membros do PCL – agradeço pela proximidade e partilha nestes tempos de preparação para a JMJ do Rio, seja pessoalmente, seja através das cartas ou pelos modernos sistemas de videoconferência
Cumprimentos a D. Giovanni D’Aniello, núncio apostólico no Brasil, que desde a sua chegada entre nós tem demonstrado mais que o seu apoio à JMJ, tem demonstrado profundo interesse tem se empenhado nos vários trâmites que um evento como esse exige, seja com os departamentos do governo federal, seja com os embaixadores em Brasília, seja com a sua presença e visitas ao Rio de Janeiro
Cumprimentos a D.. Eduardo e a Comissão Episcopal para Juventude que assumiu toda a peregrinação da cruz da juventude e do ícone de Nossa Senhora pelo Brasil e alguns países do sul da América Latina, assim como a organização da Semana Missionária (novo nome da pré-jornada), se empenha na animação da Campanha da Fraternidade sobre a juventude em 2013 e vislumbra um belo trabalho para a pós jornada no Brasil na missão junto aos jovens. A unidade conosco e o interesse pelo trabalho em comum para o bem da juventude sempre é um passo importante para quem deseja a Evangelização da nossa juventude.
Cumprimentos ao COL – bispos auxiliares, padres, religiosos, religiosas, consagrados, leigos e leigas, jovens e adultos, voluntários e funcionários, que diuturnamente dão testemunho de seu entusiasmo pela causa da JMJ e com criatividade levam adiante a organização de um evento que marcará não só suas vidas, mas a do nosso país, e principalmente de nossa Arquidiocese – louvado seja Deus por todos  vocês!
Cumprimentos a todos os irmãos Bispos das diversas nações que se deslocaram até o Rio de Janeiro para este II Encontro Internacional. Tem me impressionado o número de Bispos que nos têm procurado para informações e preparações para que seus jovens possam ser bem acolhidos e participarem bem da JMJ.. É realmente uma grande alegria ver e testemunhar essa participação de todos. Sejam muito bem vindos.
Cumprimentos aos padres, religiosos, religiosas, consagrados e os queridos jovens das diversas Conferências Episcopais e dos diversos movimentos, comunidades, grupos de jovens ou consagrados que vieram para partilhar desse belo momento de preparação para a JMJ Rio 2013
Cumprimentos às autoridades e representantes dos governos municipal, estadual e federal do Brasil que estão ou estarão presentes durante este evento. O apoio incondicional e entusiasmado e interessado de todos, desde quando nos candidatamos para sediar a Jornada, e agora, assumindo conosco as buscas de soluções e devidos encaminhamentos para que os jovens do mundo possam ter aqui no Brasil um momento de intensa vida em Cristo e aqui no Rio de Janeiro, que se torna o Santuário Mundial da Juventude em Julho do próximo ano, meus agradecimentos sinceros. Aos senhores e senhoras aqui presentes e transmitam aos que aqui são representados o nosso reconhecimento.
A Palavra do Papa Bento XVI em sua mensagem para a JMJ Rio 2013 são as palavras que quero dizer a todos os que hoje nos encontramos aqui neste II Encontro Internacional de Preparação da a Jornada do Rio de Janeiro: “Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa.”
Este sinal tão conhecido do mundo que se encontra no alto do Corcovado completou 81 anos de sua inauguração. É recoberto por pequenas pedras (pedra sabão) que tem escrito por trás de cada uma os nomes de todos os colaboradores dessa construção. Gostaria de dizer que, também  na Jornada, tenho certeza, que em Jesus Cristo Redentor, que essa imagem representa, estarão escritos também todos os nomes de vocês e de todos os jovens que virão para a JMJ Rio 2013. Todos somos chamados a ser o Corpo Místico de Cristo.
Vivemos tempos muito  importantes na história da Igreja. Ano da Fé e a conclusão do Sínodo dos Bispos para a nova Evangelização. Esta Jornada se insere dentro desses eventos mundiais da Igreja. É isso que nos diz o Papa Bento XVI em sua mensagem: “Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois.. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.”
É uma alegria ver a juventude tomar seu lugar na sociedade e na Igreja na missão evangelizadora. Ontem, na abertura deste II Encontro Internacional recebemos a bela notícia que os pais de Chiara Luce, uma das intercessoras deste Jornada estarão presentes com o seu testemunho. Ontem também celebramos o aniversário (73 anos) de retorno ao Pai de uma criança carioca que está em processo de beatificação – Odetinha. Os jovens podem transformar o mundo com sua vida e santidade. É esse o caminho que o Papa nos aponta em sua carta para a esta jornada:  “A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo”.
Sempre vi em nossa missão uma continuidade daquilo que os nosso antepassados viveram e nos passaram. É como as Olimpíadas (que o Rio de Janeiro será sede em 2016): cada um passa a tocha de luz para o outro até chegar ao momento solene de acender a pira Olímpica. O Papa Bento XVI recorda essa missão da geração jovem, a geração “z” como é chamada, de acolher e passar a fé aos seus contemporâneos com a linguagem própria de hoje, pelos meios digitais, pela migração, principalmente porque encontraram com Cristo e são chamados a anuncia-lO. Porém, como naquela época, são chamados a superar as dificuldades do tempo presente e fazer melhor para o futuro: “A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras:«É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela».E concluía com um apelo:«Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!»(Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).
A estátua do Cristo Redentor tem um único sinal que está também retratado dentro da imagem: o coração. O arquiteto quis demonstrar o grande segredo da mensagem: que o centro está no Coração de Jesus Cristo, onde o construtor da imagem colocou o seu nome e de sua família. É a consequência que queremos atingir também com a Jornada do Rio de Janeiro: estarmos todos no coração de Cristo que nos convida a ser para o mundo sinal do amor universal e a todos sermos anunciadores dessa boa notícia, sendo seu coração e seus braços abrindo nossa boca a esse anúncio e proclamação. É o que nos recorda o Papa Bento XVI em sua mensagem para a JMJ: “Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros.”
Há 25 anos atrás a JMJ foi realizada pela primeira vez na América Latina. Eram, outros tempos e outras necessidades. Depois desses anos todos o mundo se transformou e também a nossa América Latina. A Jornada neste anos, depois de um jubileu de prata de ausência deste continente retorna após uma bela Conferência Geral do Episcopado Latino Americano ocorrido em Aparecida, aqui no Brasil, com a presença do Papa Bento XVI. O seu retorno ao Brasil para celebrar com a juventude do mundo o encontro com Cristo na JMJ deve ser inspirado na “missão permanente” proclamada em Aparecida como o próprio Papa se refere em sua mensagem a JMJ: “Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé” 
Por isso caríssimos irmãos e irmãs que para cá vieram para esse belo compromisso com a evangelização do mundo com a juventude:  sejam bem vindos todos! Ao recebe-los neste encontro vislumbramos o que daqui 240 dias estaremos vivendo com os jovens que os senhores e as senhoras representam: o encontro dos jovens com Cristo na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro! Maria, estrela da Nova Evangelização interceda por todos nós para que façamos tudo o que Jesus deseja para que sejamos testemunhas do amor de Deus.
D. Orani João Tempesta, O. Cist.

À ESPERA DO SALVADOR

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O final do ano se aproxima e com ele o tempo do Natal, com sua preparação e expectativa, próprias do Advento. Este tempo litúrgico apresenta dupla característica: a preparação para as solenidades do Natal - em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens - e a expectativa da segunda vinda do Cristo, no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como de “piedosa e alegre expectativa” (Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, n.39). Assim a Igreja celebra seu estado de peregrina, de quem está ainda a caminho e, portanto, identifica-se como comunidade de esperança. De um lado, já vive a realidade da presença de Deus, mas como que num espelho, enquanto aguarda o dia em que verá o Senhor face a face (ICor 13,12). A Igreja vive esta espera na vigilância e na alegria. Por isso ela reza: “Maranathá: Vem, Senhor Jesus!” (Apc 22, 17-20).
É certamente um tempo litúrgico de características marianas, em que os fiéis procuram olhar para o amor inefável com que a Virgem Mãe esperou seu Filho Jesus. Encontrarão nela o modelo de preparação para irem com fé e esperança ao encontro do Salvador que vem, ‘bem vigilantes na oração’. Os Santos Padres gostavam de lembrar que Maria, antes que tivesse concebido Jesus no ventre, já o concebera na mente, no espírito, no coração, na fé, no amor, na vida (“Prius quam ventre in mente Maria concepit”). Afirma o papa Paulo VI que a Liturgia do Advento “apresenta um equilíbrio cultual muito acertado, que bem pode ser tomado como norma a fim de impedir quaisquer tendências para separar, como algumas vezes sucedeu em certas formas de piedade popular, o culto da Virgem Maria do seu necessário ponto de referência: Cristo” (Marialis Cultus, n. 4).Caros diocesanos. Neste ano das vocações, com o lema natalino: “Você também é chamado a acolher o Salvador”, nós estamos convidando todos os vocacionados: leigos, consagrados e ordenados a prepararem-se bem para que o Senhor da Vida possa fazer sua habitação entre nós, neste Natal. Ele é o Emanuel – Deus conosco – que veio ser um de nós para possibilitar-nos a comunhão com a vida divina. A celebração do Natal, como reza a liturgia, é “troca de dons entre o céu e a terra”. A partir deste encontro com Jesus Cristo entraremos no caminho que conduz à santidade, no qual nos sentiremos chamados para o serviço comunitário, em suas múltiplas formas, onde a santificação se concretiza na vivência do mandamento do amor.Mesmo rodeados por tradições natalinas, muitas vezes pouco ou nada cristãs, preparemos e vivamos o verdadeiro Natal, aquele em que o Senhor Jesus bate à porta, pedindo para nascer, para fazer parte de nossa vida, de nossa família, de nossa comunidade, da sociedade em que vivemos. Torne-se Ele nosso hóspede, a razão de nosso viver e de nos colocarmos todos em missão evangelizadora, tema do ano pastoral de 2013, em nossa Terra Santa. Que o exemplo de Maria e de José, vocacionados à santidade através do serviço ao Reino, em seu tempo e sua realidade, nos contagie e anime no hoje de nossa história.
Cada um de nós, em particular, cada família, cada comunidade, cada movimento, cada grupo eclesial encontre sua forma de preparação para o santo Natal. Uns a realizarão numa assídua participação litúrgica, outros, nos encontros de família ou de comunidade, através dos Cadernos diocesanos, outros ainda o farão na sua escola, no seu ambiente de trabalho, de estudo, de comunicação... Enfim, o Senhor vem ao encontro de todas as pessoas e de todos os ambientes; basta querer sua presença e acolhê-lo como hóspede.
Dom Aloísio Dilli
Bispo de Uruguaiana

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS



Nossa Senhora das Graças Celebramos no dia 27 de Novembro a aparição de Nossa Senhora das Graças ocorrida no ano 1830 em aparição a Santa Catarina Labouré, que era consagrada a Jesus na Congregação das Filhas da Caridade.A irmã estava na capela do convento em oração, quando a Santíssima Virgem apareceu ao lado do altar, de pé, sobre um globo com o semblante de uma beleza indizível, de veste branca, manto azul, com as mãos estendidas para a terra, enchendo-se de anéis cobertos de pedras preciosas... A Santíssima disse: "Eis o símbolo das graças que derramo sobre todas as pessoas que mas pedem...". Formou-se então em volta de Nossa Senhora, um quadro oval, em que se liam em letras de ouro estas palavras: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós". Voltou-se o quadro e a Santa irmã viu no reverso a letra M encimada por uma cruz, com um traço na base. Por baixo os Sagrados Corações de Jesus e de Maria - O de Jesus cercado por uma coroa de espinhos e a arder em chamas, e o de Maria também em chamas e atravessado por uma espada, cercado de doze estrelas, ao mesmo tempo ouviu a voz da Senhora a dizer-lhe: "Manda, manda cunhar uma medalha por este modelo. As pessoas que a trouxerem por devoção hão de receber grandes graças".

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ASSEMBLÉIA PAROQUIAL DE PASTORAL SÃO JOSÉ


Ontem, dia 25, a Paróquia São José realizou a sua Assembléia Paroquial de Pastoral, preparando o Ano Pastoral 2014 que tem como tema: Missão e como lema:Vão e anunciem a Boa Nova! e assessorada pelo Pe. Alvano.
Foi muito destacada a presença dos jovens.
Vejam nas fotos de alguns momentos.















VIVER E CONVIVER EM COMUNHÃO

             A palavra comunidade significa comunhão, isto é, união de vida, de idéias, de trabalho. A comunidade precisa ser construída cuidadosamente, necessita de reparos constantes para se manter firme. Pois é constituída de pessoas, e somos imperfeitos, frágeis, por isso é necessário que se tenha cuidados.Precisamos ser como as pedras de um rio, que de tanto rolarem juntas tomam a forma arredondada, perdem as arestas e as pontas. A forma redonda é a que mais une, portanto é a melhor maneira de se integrar para juntas rolarem.
            Ali na comunidade todos têm a alegria de se encontrar, se ajudam, plantam e cultivam a amizade, a união, o respeito e convivem na alegria e crescem na organização. É onde nascem os frutos do Reino de Deus, ou seja, a justiça, a fraternidade, a bondade, o perdão, a igualdade, a solidariedade e conduz a salvação. Portanto a comunidade é o espaço perfeito para alcançarmos a salvação.
              A comunidade é  de Deus, pois foi Jesus quem disse: “Meu Pai é o agricultor”.(Jo 15) Por isso precisamos colocar os nossos talentos a disposição, trabalhar com afinco para render bons frutos.
             A comunidade cristã está enraizada numa historia de aliança de Deus com o seu povo. O Antigo Testamento que a iniciativa da Aliança sempre partiu de Deus, ele que busca andar com seu povo. Enviou seu Filho para fazer a definitiva e eterna aliança.
               Jesus nos revela a fonte da Aliança, a Santíssima Trindade, e assim Deus é comunhão.  A Trindade é o modelo de comunhão é a melhor comunidade. A comunhão da Trindade é proposta por Jesus como modelo e ideal da comunhão humana. Jesus ressalta:  Que todos sejam um  só, como nós somos um. (Jo 17)       
              A Igreja é chamada a viver o sentido da comunhão e da missão. A primeira comunhão deve ser com a Trindade Santa, Pai, Filho e Espírito Santo. A segunda comunhão da Igreja é a união com as pessoas.
              Nós também precisamos fazer união com a Santíssima Trindade e com os irmãos, pois para sermos cristãos precisamos viver como irmãos.
             Muitos andavam com Jesus, ouviam  admirados sua Palavra e impressionados por seu modo de viver. Com a sua morte houve uma decepção, tudo o que Jesus tinha feito e dito tinha perdido o sentido. Era apenas mais um profeta. Para  os discípulos foi algo inesperado, os deixou abatidos, assustados e enfraquecidos. Mas a noticia da ressurreição, mudou a situação. Pois na ressurreição Jesus ratifica, confirma  todos seus atos terrenos, sua mensagem fica definida como autentica, e sobretudo afirma a verdade que Jesus é Deus. Tudo isso se impõe, a imagem de Jesus se une a pratica do amor, do perdão, é Deus que se impôs e começa um novo tempo de salvação.
                 E todos os que tinham vivido com ele, renovados pela força do Espírito Santo, saíram a anunciar o Evangelho de Cristo e o Reino de Deus com coragem e ousadia. A pregação e testemunho de vida deles fizeram com que outros aderissem a Cristo e pediam o Batismo, e aumentava a cada dia a comunidade do ressuscitado. Todos queriam seguir os passos de Cristo, mas não faziam individualmente, formavam novas comunidades Cristãs e viviam em união, em fraternidade, na fé e na oração.
                O livro dos Atos dos Apóstolos nos mostra as primeiras comunidades cristãs, como se fortaleceram e cresceram a luz do Ressuscitado.
           Faz um relato da primeira comunidade cristã, que era um bom exemplo de convivência, viviam do jeito que Jesus tinha ensinado, e faziam a partilha, tinham a pessoa humana como prioridade, deixavam o materialismo de lado e buscavam os bens espirituais. Assim entre eles não havia diferença, não havia nem pobres e nem ricos, eram todos iguais.
           Iluminados pelo Espírito Santo se mantinham fieis ao ensinamento de Cristo.Aos novos cristãos davam uma instrução que chamavam didaquê, uma espécie de catequese.
         Tinham a comunidade muita bem alicerçada, pois  eram perseverantes na escuta da Palavra, meditavam essa palavra de tal forma que se incrustava no coração e passavam a viver na pratica essa palavra, e assim davam um testemunho forte e fiel que os levava a ter na oração uma comunicação com Deus, sabiam que era o momento de estar diante dele e escutar a sua vontade que executavam e na partilha de vida de fé.
          Esta atitude de compartilhar não era apenas por amizade, mas baseava-se na ação de Jesus, que nos amou até o fim, até dar a sua vida por nós. Portanto essa atitude está ligada com o gesto da Eucaristia.
              Eles tinham consciência que a verdadeira partilha acontece na Eucaristia, pois a Eucaristia é o sacramento do amor. Estar com Cristo no coração, é estar pleno de amor, e estar pleno de amor é repartir.
         Podemos comparar esse amor que recebemos de Deus com um copo que colocamos água, chega um momento que irá transbordar se continuarmos a colocar água, essa água derrama e se espalha. Assim somos nós devemos derramar esse amor de Deus em nosso redor, espalhar amor. Assim estaremos fazendo a verdadeira comunhão ao receber Jesus na Eucaristia.
        Dessa forma a Eucaristia é a celebração do amor do Pai, pelo Filho, no Espírito Santo na comunidade de fé. Pois a  Eucaristia é o sinal e instrumento de união de Deus com o homem, com todo o gênero humano.
        Santo Agostinho diz que não entenderemos a Eucaristia se não tivermos verdadeira comunhão. Pois enquanto não formos integrados um com o outro, não teremos comunhão, portanto viver em comunhão é uma obrigação e não um sonho.
         Então vemos que as primeiras comunidades cristãs souberam de fato viver a essência do amor. Mais tarde as comunidades de Paulo enfrentaram conflitos, mas souberam superar. Os conflitos surgem por varias motivos, mas principalmente por falta de humildade, dialogo e caridade, e é preciso saber superar as crises, buscando a convivência fraterna.
        Então, hoje é preciso renovar as nossas comunidades,  reforçando os fundamentos que são:         
                                        1- a união entre os membros = amizade
                                        2- a vida eclesial = oração
                                        3- a experiência de fé = catequese
                                        4- a abordagem da realidade.
       Vamos ver as características de cada pilar:
Amizade = é a união entre os irmãos, são as relações de afinidade que sustentam a comunidade, é o lado afetivo, é um grupo de pessoas que buscam caminhar juntas. É muito importante  olhar as pessoas não por seus defeitos, mas ver as virtudes.Assim todos têm a alegria de estar junto. Estar aberta a receber todos que chegam, com uma boa acolhida para que se sintam bem, se sintam parte e façam a sua parte. Pois pelo batismo todos têm uma missão dada por Deus para ser executada na comunidade. Deus distribui dons e essa diversidade de é que enriquece a comunidade.
Oração  = aqui o grupo de  pessoas que se reúnem por causa de sua fé, é toda a pratica religiosa, o compromisso de fé, a participação nos sacramentos, tudo o que envolve uma espiritualidade forte, madura e comprometida. Crescer em comunidade é também crescer na religião vivida, ter gosto pelas coisas de Deus. Temos varias formas de nos reunir para orar, a oração do terço, novenas, estudos bíblicos, cadernos diocesanos de formação do povo de Deus, alem da missa ou celebração. Incentivar a participação de todos nestes momentos fortes de oração.
Catequese = é quando a comunidade começa adquirir qualidade, pois a comunidade vai crescendo, vai conhecendo a pessoa de Jesus Cristo, vai aprendendo a sua doutrina e toma consciência do seu compromisso missionário transformador. Precisamos ter a catequese para diferentes níveis, ou seja, para crianças, jovens, adultos, crisma, enfim poder dar a todos as condições de crescer na fé, no conhecimento e na participação. Conhecem o projeto de Jesus, e buscam vivê-lo na sua vida pessoal, familiar e social.  Aqui acontece como quando se joga uma pedra na água, primeiro forma um circulo, depois outro e outro, abrangendo um diâmetro maior. As pessoas renovadas pela catequese mudam de vida e passam a influir sobre outras realidades.
Realidade = É a fé transformada em vida concreta, é quando acontece a vivencia fraternal, a partilha e a solidariedade.  É quando as pessoas têm critérios de escolhas fundamentados em Jesus Cristo, quando esses critérios são usados nos relacionamentos tanto na família, no trabalho e na vida social. A transformação começa na vida pessoal, através de um testemunho verdadeiro.
              Precisamos entender que a vida de comunidade é um processo, e que é um processo permanente, por isso deve ter um esforço permanente para conservação e sustentação destes pilares. E isso é tarefa do ministro, do animador, do agente, enfim de todos pelo bem da comunidade. Deve dar a vida pela comunidade, cuidar para que os encontros sejam de fé, que promovam o crescimento e integração do grupo, que haja aprofundamento e compromisso concreto, que cada membro possa redimensionar a sua fé em um compromisso transformador, desenvolvendo assim a comunhão.
                                                                       Maria Ronety Canibal

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

MISSA DE AÇÃO DE GRAÇAS NA PAROQUIA SÃO JOSÉ




              Após uma tarde de muito calor, no inicio da noite caiu uma chuvarada, mas mesmo assim os paroquianos vieram até a Matriz São José para participarem da missa de Ação de Graças, celebrada pelo Pe. Venildo.
               Os jovens da paróquia muito animados e cantando cantos de agradecimento e louvor, apresentaram os simbolos da juventude.
               Depois da missa a comunidade paroquial reuniu-se no salão em uma alegre confraternização.

Ano da fé: a racionalidade da fé em Deus

Bento XVI continua suas reflexões sobre o Ano da Fé na Audiência Geral
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de novembro de 2012(ZENIT.org) - Apresentamos as palavras de Bento XVI durante a catequese realizada na tradicional Audiência Geral na sala Paulo VI, no Vaticano.
Queridos irmãos e irmãs,
Continuamos avançando neste Ano da Fé carregando no coração a esperança de redescobrir a grande alegria que existe no ato de acreditar, bem como a esperança de reencontrar o entusiasmo para comunicar a todos as verdades da fé. Verdades que não são uma simples mensagem sobre Deus, uma informação a seu respeito. Verdades que expressam o evento do encontro de Deus com os homens, encontro salvífico e libertador, que realiza as aspirações mais profundas do homem, o seu anseio de paz, fraternidade e amor.
A fé nos leva a descobrir que o encontro com Deus melhora, aperfeiçoa e eleva o que há de verdadeiro, de bom e de belo no homem. Acontece, portanto, que, enquanto Deus se revela e se deixa conhecer, o homem vem a saber quem é Deus e, conhecendo-o, descobre a si mesmo, a sua origem, seu destino, a grandeza e a dignidade da vida humana.
A fé permite um conhecimento autêntico de Deus, que envolve toda a pessoa: é um saber no sentido latino de "sàpere" [degustar], um conhecimento que dá “sabor” à vida, um novo sabor de existir, uma maneira alegre de estar no mundo. A fé se exprime no dom de si mesmo aos outros, na fraternidade que nos torna solidários, capazes de amar, vencedores da solidão que nos deixa tristes.
Esse conhecimento de Deus através da fé não é, portanto, só intelectual, mas vital.
É o conhecimento do Deus-Amor, graças ao seu próprio amor. O amor de Deus nos mostra, nos abre os olhos, nos permite conhecer toda a realidade, indo além das perspectivas estreitas do individualismo e do subjetivismo, que desorientam as consciências. O conhecimento de Deus é uma experiência de fé, que implica, ao mesmo tempo, um caminho intelectual e moral: profundamente tocados pela presença do Espírito de Jesus em nós, superamos os horizontes do nosso egoísmo e nos abrimos para os verdadeiros valores da existência.
Hoje, nesta catequese, quero focar na razoabilidade da fé em Deus.
A tradição católica, desde o início, rejeitou o assim chamado fideísmo, que é a vontade de acreditar contra a razão. Credo quia absurdum (creio porque é absurdo) não é a fórmula que interpreta a fé católica. Deus não é um absurdo: em todo caso, é um mistério. O mistério, por sua vez, não é irracional: ele é um excesso de sentido, de significado, de verdade. Se, ao olhar para o mistério, a razão vê o escuro, não é porque não haja luz no mistério, mas sim porque há luz demais. Assim como, quando os olhos de um homem se dirigem diretamente para o sol, eles veem apenas escuridão. Mas quem diria que o sol não é brilhante? Quem diria que ele não é a fonte da luz? A fé nos permite olhar para o "sol", Deus, porque é o acolhimento da sua revelação na história e, por assim dizer, recebe realmente todo o brilho do mistério de Deus, reconhecendo o grande milagre: Deus veio até o homem, se ofereceu ao seu conhecimento, condescendendo à limitação natural da razão humana (cf. Concílio Vaticano II, Constituição dogmática Dei Verbum, 13).
Ao mesmo tempo, com a sua graça, Deus ilumina a razão, lhe abre novos horizontes, imensuráveis e infinitos. A fé, por isto, é um forte incentivo para buscarmos sempre, para nunca pararmos nem nos acomodarmos na busca incansável da verdade e da realidade. É vão o preconceito de alguns pensadores modernos, que afirmam que a razão humana seria bloqueada pelos dogmas de fé. É exatamente o oposto, como os grandes mestres da tradição católica mostraram. Santo Agostinho, antes da sua conversão, procura pela verdade com grande inquietação, através de todas as filosofias disponíveis, achando todas insatisfatórias. Sua meticulosa procura racional é para ele uma pedagogia significativa para o encontro com a Verdade de Cristo. Quando ele diz "compreende para crer e crê para compreender" (Discurso 43, 9: PL 38, 258), é como se estivesse contando a sua própria experiência de vida. Intelecto e fé, diante da revelação divina, não são estranhos nem antagonistas; são, ambos, condições para compreendermos o seu significado, para recebermos a autêntica mensagem, aproximando-nos do limiar do mistério.
Santo Agostinho, junto com muitos outros autores cristãos, é testemunha de uma fé que se exercita com a razão, que pensa e convida a pensar. Neste caminho, Santo Anselmo dirá em seu Proslogion que a fé católica é fides quaerens intellectum, e que a busca da inteligência é um ato interior do acreditar. Será especialmente São Tomás de Aquino quem lidará com a razão dos filósofos, mostrando a força fecunda e nova da vitalidade racional que inunda o pensamento humano a partir dos princípios e das verdades da fé cristã.
A fé católica é razoável e tem confiança na razão humana. O concílio Vaticano I, na constituição dogmática Dei Filius, disse que a razão é capaz de conhecer com certeza a existência de Deus através da criação, e que apenas a fé tem a oportunidade de conhecer "facilmente, com certeza absoluta e sem erro "(DS 3005) as verdades sobre Deus, à luz da graça. O conhecimento da fé, ainda, não é contrário à razão. O beato papa João Paulo II, na encíclica Fides et ratio, resume: "A razão humana não é anulada nem humilhada quando presta assentimento aos conteúdos de fé, que são, em qualquer caso, alcançados por livre e consciente escolha" (número 43).
No irresistível desejo da verdade, só a relação harmoniosa entre a fé e a razão é o caminho certo que conduz a Deus e à realização de si mesmo.
Esta doutrina é facilmente reconhecível em todo o Novo Testamento. São Paulo, escrevendo aos coríntios, sustenta: "Enquanto os judeus pedem sinais e os gregos buscam a sabedoria, nós pregamos o Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os gentios" (1 Cor 1,22-23 )..
Deus, de fato, salvou o mundo não por um ato de poder, mas através da humilhação do seu Filho único: de acordo com os padrões humanos, o modo incomum escolhido por Deus contradiz as exigências da sabedoria grega. No entanto, a cruz de Cristo tem sua razão, que São Paulo chama de logos tou staurou, a palavra da cruz (1 Co 1,18). Aqui, o termo logos indica tanto a palavra quanto a razão, e, se alude à palavra, é porque expressa verbalmente processos que a razão elabora. Paulo, assim, vê na cruz não um evento irracional, mas um fato da salvação, que tem uma racionalidade própria, reconhecível à luz da fé. Ao mesmo tempo, ele tem tanta confiança na razão humana que se maravilha de que muitos, mesmo vendo as obras realizadas por Deus, se obstinem em não acreditar nele. Diz ele em sua carta aos romanos: "Os atributos invisíveis [de Deus], ​​ou seja, o seu eterno poder e a sua natureza divina, são contemplados e compreendidos na criação do mundo através das obras das suas mãos" (1,20).
Também São Pedro exorta os cristãos da diáspora para adorarem "o Cristo Senhor em vossos corações, sempre prontos a responder a todo aquele que vos pedir razões da esperança que habita em vós" (1 Pe 3,15). Em um clima de perseguição e de forte necessidade de testemunhar a fé, os crentes são convidados a justificar a sua adesão à palavra do evangelho, a dar razão da sua esperança.
É nesse terreno, de ligação frutuosa entre o compreender e o acreditar, que está enraizada ainda a relação virtuosa entre ciência e fé. A pesquisa científica leva ao conhecimento de verdades sempre novas sobre o homem e sobre o cosmos, conforme sabemos. O verdadeiro bem da humanidade, que é acessível pela fé, abre o horizonte para a sua jornada de descoberta. Devem ser incentivadas, portanto, as pesquisas a serviço da vida, que visam erradicar a doença. Também são importantes as investigações sobre os segredos do nosso planeta e do universo, na consciência de que o homem é a coroa da criação, não com o fim de explorá-la insensatamente, mas de preservá-la e torná-la habitável.
Assim, vivida na verdade, a fé não entra em conflito com a ciência, mas coopera com ela, oferecendo critérios básicos para que ela promova o bem de todos, e lhe pede renunciar apenas às tentativas que, em oposição ao plano original de Deus, podem produzir efeitos que se voltam contra o próprio homem. Por isso mesmo, é razoável acreditar: se a ciência é uma aliada valiosa para a compreensão do plano de Deus no universo, a fé permite que o progresso científico aconteça sempre em prol do bem e da verdade do homem, permanecendo fiel a esse mesmo plano.
É por isso que é crucial para as pessoas abrir-se à fé e conhecer a Deus e o seu plano de salvaçãoem Jesus Cristo. O evangelho inaugura um novo humanismo, uma autêntica "gramática" do homem e de toda a realidade. O Catecismo da Igreja Católica afirma: "A verdade de Deus e a sua sabedoria sustentam a ordem da criação e do governo do mundo. Deus, o único que "fez o céu e a terra" (Sl 115,15), pode dar, somente ele, o verdadeiro conhecimento de cada coisa criada na relação com ele" (número 216).
Esperamos, portanto, que o nosso compromisso na evangelização ajude a dar nova centralidade ao evangelho na vida de muitos homens e mulheres do nosso tempo. E oramos para que todos reencontrem em Cristo o sentido da vida e o fundamento da verdadeira liberdade: sem Deus, o homem se perde. Os testemunhos daqueles que vieram antes de nós e que dedicaram a vida ao evangelho o confirma para sempre. É razoável acreditar, pois o que está em jogo é a nossa existência. Vale a pena nos desgastarmos por Cristo. Só ele satisfaz os desejos de verdade e de bem enraizados na alma de cada homem: agora, no tempo que passa, e no dia sem fim da eternidade bem-aventurada.
(Após a catequese)
De coração, saúdo todos os peregrinos de língua portuguesa, com destaque para os grupos de Aracruz, Aparecida de Goiânia e Palmas, confiando as suas famílias e comunidades à Virgem Maria e pedindo-Lhe que nelas se mantenha viva a luz de Deus. Sobre vós e os vossos entes queridos, desça a minha Bênção.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

PALAVRA DO BISPO - ANO DA FÉ

O ANO DA FÉ
 .

A passagem da Cruz peregrina e do Ícone de Nossa Senhora é momento de graça para a Diocese de Uruguaiana, sobretudo para os jovens que se preparam, há tempo, para viver intensamente a semana missionária e a Jornada Mundial da Juventude do próximo ano. Nossa 21ª Romaria diocesana, mesmo sem a tradicional procissão, também foi vibrante e de expressiva participação de fiéis das comunidades de Uruguaiana e de romeiros e romeiras, vindos das diversas regiões de nossa diocese ou de outras, quando a chuva nos fez reunir, para a celebração eucarística, nas diversas Igrejas matrizes de Uruguaiana, na parte da manhã, e, à tarde, na Paróquia São Miguel, para a Bênção do Envio. Iniciamos também, em 11 de outubro passado, em sintonia com toda Igreja, o Ano da Fé, proclamado pelo Santo Padre ao celebrarmos os 50 anos do início do Concílio Ecumênico Vaticano II.
Este Ano da Fé será uma ocasião oportuna para os fiéis compreenderem o fundamento da fé cristã: “o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (DCE 1). Fundamentada no encontro com Jesus Cristo ressuscitado, a fé poderá ser redescoberta na sua integridade e em todo o seu esplendor. Ainda hoje a fé é um dom que precisa ser descoberto, cultivado e testemunhado para que o Senhor nos conceda viver a beleza e a alegria de sermos cristãos.O Ano da Fé quer contribuir para conversão renovada ao Senhor Jesus e à redescoberta da fé, para que todos os membros da Igreja sejam testemunhas credíveis e alegres do Senhor ressuscitado, no mundo de hoje, capazes de indicar a “porta da fé” (Porta Fidei: Título do documento de Bento XVI que proclama o Ano da Fé) para tantas pessoas que estão em busca. Esta porta abre o olhar da pessoa humana para Jesus Cristo, presente entre nós “todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20). Ele nos mostra que a arte de viver se aprende na relação profunda com Ele. Afirma Bento XVI: “Com seu amor, Jesus Cristo atrai a Si as pessoas de cada geração: em todo o tempo, Ele convoca a Igreja confiando-lhe o anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo. Por isso, também hoje é necessário um empenho eclesial mais convicto a favor duma nova evangelização, para descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé” (PF 7). O Ano da Fé deseja favorecer tanto o encontro com Jesus Cristo por meio de autênticas testemunhas da fé, quanto o conhecimento sempre maior dos seus conteúdos. Será ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia (PF 9). Nela, mistério da fé e fonte da nova evangelização, a fé da Igreja é proclamada, celebrada e fortalecida. Todos os fiéis são convidados a participar dela conscientemente, ativamente e frutuosamente, a fim de serem testemunhas autênticas do Senhor.Finalmente, nas palavras de Bento XVI, a fé “é companheira de vida, que permite perceber, com um olhar sempre novo, as maravilhas que Deus realiza por nós. Solícita a identificar os sinais dos tempos no hoje da história, a fé obriga cada um de nós a tornar-se sinal vivo da presença do Ressuscitado no mundo” (PF 15). Portanto, a fé é um ato pessoal e ao mesmo tempo comunitário de encontro com o Senhor e com os irmãos: é um dom de Deus que deve ser vivenciado na grande comunhão da Igreja e deve ser comunicado ao mundo. Maria Santíssima, modelo de fé, nos ajude para que o Ano da Fé renove nossa busca de encontro com o Senhor e com nossos irmãos e irmãs, na comunidade eclesial e no mundo que nos cerca.
Dom Aloísio A. DilliBispo de Uruguaiana

domingo, 18 de novembro de 2012

Mensagem do Papa Bento XVI para a XXVIII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro

"Deixai-vos atrair por Ele!"
CIDADE DO VATICANO, (ZENIT.org) - Publicamos a seguir a mensagem do Papa Bento XVI para a XXVIII Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em julho de 2013.
«Ide e fazei discípulos entre as nações!» (cf. Mt 28,19)
Queridos jovens,
Desejo fazer chegar a todos vós minha saudação cheia de alegria e afeto. Tenho a certeza que muitos de vós regressastes a casa da Jornada Mundial da Juventude em Madri mais «enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé» (cf. Col 2,7). Este ano, inspirados pelo tema: «Alegrai-vos sempre no Senhor» (Fil 4,4) celebramos a alegria de ser cristãos nas várias Dioceses. E agora estamo-nos preparando para a próxima Jornada Mundial, que será celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, em julho de 2013.
Desejo, em primeiro lugar, renovar a vós o convite para participardes nesse importante evento. A conhecida estátua do Cristo Redentor, que se eleva sobre àquela bela cidade brasileira, será o símbolo eloquente deste convite: seus braços abertos são o sinal da acolhida que o Senhor reservará a todos quantos vierem até Ele, e o seu coração retrata o imenso amor que Ele tem por cada um e cada uma de vós. Deixai-vos atrair por Ele! Vivei essa experiência de encontro com Cristo, junto com tantos outros jovens que se reunirão no Rio para o próximo encontro mundial! Deixai-vos amar por Ele e sereis as testemunhas de que o mundo precisa..
Convido a vos preparardes para a Jornada Mundial do Rio de Janeiro, meditando desde já sobre o tema do encontro: «Ide e fazei discípulos entre as nações» (cf. Mt 28,19). Trata-se da grande exortação missionária que Cristo deixou para toda a Igreja e que permanece atual ainda hoje, dois mil anos depois. Agora este mandato deve ressoar fortemente em vosso coração. O ano de preparação para o encontro do Rio coincide com o Ano da fé, no início do qual o Sínodo dos Bispos dedicou os seus trabalhos à «nova evangelização para a transmissão da fé cristã». Por isso me alegro que também vós, queridos jovens, sejais envolvidos neste impulso missionário de toda a Igreja: fazer conhecer Cristo é o dom mais precioso que podeis fazer aos outros.
1. Uma chamada urgente
A história mostra-nos muitos jovens que, através do dom generoso de si mesmos, contribuíram grandemente para o Reino de Deus e para o desenvolvimento deste mundo, anunciando o Evangelho. Com grande entusiasmo, levaram a Boa Nova do Amor de Deus manifestado em Cristo, com meios e possibilidades muito inferiores àqueles de que dispomos hoje em dia. Penso, por exemplo, no Beato José de Anchieta, jovem jesuíta espanhol do século XVI, que partiu em missão para o Brasil quando tinha menos de vinte anos e se tornou um grande apóstolo do Novo Mundo. Mas penso também em tantos de vós que se dedicam generosamente à missão da Igreja: disto mesmo tive um testemunho surpreendente na Jornada Mundial de Madri, em particular nareunião com os voluntários..
Hoje, não poucos jovens duvidam profundamente que a vida seja um bem, e não veem com clareza o próprio caminho. De um modo geral, diante das dificuldades do mundo contemporâneo, muitos se perguntam: E eu, que posso fazer? A luz da fé ilumina esta escuridão, nos fazendo compreender que toda existência tem um valor inestimável, porque é fruto do amor de Deus. Ele ama mesmo quem se distanciou ou esqueceu d’Ele: tem paciência e espera; mais que isso, deu o seu Filho, morto e ressuscitado, para nos libertar radicalmente do mal. E Cristo enviou os seus discípulos para levar a todos os povos este alegre anúncio de salvação e de vida nova.
A Igreja, para continuar esta missão de evangelização, conta também convosco. Queridos jovens, vós sois os primeiros missionários no meio dos jovens da vossa idade! No final do Concílio Ecumênico Vaticano II, cujo cinquentenário celebramos neste ano, o Servo de Deus Paulo VI entregou aos jovens e às jovens do mundo inteiro uma Mensagem que começava com estas palavras: «É a vós, rapazes e moças de todo o mundo, que o Concílio quer dirigir a sua última mensagem, pois sereis vós a recolher o facho das mãos dos vossos antepassados e a viver no mundo no momento das mais gigantescas transformações da sua história, sois vós quem, recolhendo o melhor do exemplo e do ensinamento dos vossos pais e mestres, ides constituir a sociedade de amanhã: salvar-vos-eis ou perecereis com ela». E concluía com um apelo: «Construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados!» (Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965).
Queridos amigos, este convite é extremamente atual. Estamos passando por um período histórico muito particular: o progresso técnico nos deu oportunidades inéditas de interação entre os homens e entre os povos, mas a globalização destas relações só será positiva e fará crescer o mundo em humanidade se estiver fundada não sobre o materialismo mas sobre o amor, a única realidade capaz de encher o coração de cada um e unir as pessoas. Deus é amor. O homem que esquece Deus fica sem esperança e se torna incapaz de amar seu semelhante. Por isso é urgente testemunhar a presença de Deus para que todos possam experimentá-la: está em jogo a salvação da humanidade, a salvação de cada um de nós. Qualquer pessoa que entenda essa necessidade, não poderá deixar de exclamar com São Paulo: «Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho» (1 Cor 9,16).
2. Tornai-vos discípulos de Cristo
Esta chamada missionária vos é dirigida também por outro motivo: é necessário para o nosso caminho de fé pessoal. O Beato João Paulo II escrevia: «É dando a fé que ela se fortalece» (Encíclica Redemptoris missio, 2). Ao anunciar o Evangelho, vós mesmos cresceis em um enraizamento cada vez mais profundo em Cristo, vos tornais cristãos maduros. O compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n’Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades diversas, encontrará no Senhor a sua unidade; construir-vos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade.
Mas, que significa ser missionário? Significa acima de tudo ser discípulo de Cristo e ouvir sem cessar o convite a segui-Lo, o convite a fixar o olhar n’Ele: «Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). O discípulo, de fato, é uma pessoa que se põe à escuta da Palavra de Jesus (cf. Lc 10,39), a quem reconhece como o Mestre que nos amou até o dom de sua vida. Trata-se, portanto, de cada um de vós deixar-se plasmar diariamente pela Palavra de Deus: ela vos transformará em amigos do Senhor Jesus, capazes de fazer outros jovens entrar nesta mesma amizade com Ele.
Aconselho-vos a guardar na memória os dons recebidos de Deus, para poder transmiti-los ao vosso redor. Aprendei a reler a vossa história pessoal, tomai consciência também do maravilhoso legado recebido das gerações que vos precederam: tantos cristãos nos transmitiram a fé com coragem, enfrentando obstáculos e incompreensões. Não o esqueçamos jamais! Fazemos parte de uma longa cadeia de homens e mulheres que nos transmitiram a verdade da fé e contam conosco para que outros a recebam. Ser missionário pressupõe o conhecimento deste patrimônio recebido que é a fé da Igreja: é necessário conhecer aquilo em que se crê, para podê-lo anunciar. Como escrevi na introdução do YouCat, o Catecismo para jovens que vos entreguei no Encontro Mundial de Madri, «tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação» (Prefácio).
3. Ide!
Jesus enviou os seus discípulos em missão com este mandato: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! Quem crer e for batizado será salvo» (Mc 16,15-16). Evangelizar significa levar aos outros a Boa Nova da salvação, e esta Boa Nova é uma pessoa: Jesus Cristo. Quando O encontro, quando descubro até que ponto sou amado por Deus e salvo por Ele, nasce em mim não apenas o desejo, mas a necessidade de fazê-lo conhecido pelos demais. No início do Evangelho de João, vemos como André, depois de ter encontrado Jesus, se apressa em conduzir a Ele seu irmão Simão (cf. 1,40-42). A evangelização sempre parte do encontro com o Senhor Jesus: quem se aproximou d’Ele e experimentou o seu amor, quer logo partilhar a beleza desse encontro e a alegria que nasce dessa amizade. Quanto mais conhecemos a Cristo, tanto mais queremos anunciá-lo. Quanto mais falamos com Ele, tanto mais queremos falar d’Ele. Quanto mais somos conquistados por Ele, tanto mais desejamos levar outras pessoas para Ele.
Pelo Batismo, que nos gera para a vida nova, o Espírito Santo vem habitar em nós e inflama a nossa mente e o nosso coração: é Ele que nos guia para conhecer a Deus e entrar em uma amizade sempre mais profunda com Cristo. É o Espírito que nos impulsiona a fazer o bem, servindo os outros com o dom de nós mesmos. Depois, através do sacramento da Confirmação, somos fortalecidos pelos seus dons, para testemunhar de modo sempre mais maduro o Evangelho. Assim, o Espírito de amor é a alma da missão: Ele nos impele a sair de nós mesmos para «ir» e evangelizar. Queridos jovens, deixai-vos conduzir pela força do amor de Deus, deixai que este amor vença a tendência de fechar-se no próprio mundo, nos próprios problemas, nos próprios hábitos; tende a coragem de «sair» de vós mesmos para «ir» ao encontro dos outros e guiá-los ao encontro de Deus.
4. Alcançai todos os povos
Cristo ressuscitado enviou os seus discípulos para dar testemunho de sua presença salvífica a todos os povos, porque Deus, no seu amor superabundante, quer que todos sejam salvos e ninguém se perca. Com o sacrifício de amor na Cruz, Jesus abriu o caminho para que todo homem e toda mulher possa conhecer a Deus e entrar em comunhão de amor com Ele. E constituiu uma comunidade de discípulos para levar o anúncio salvífico do Evangelho até os confins da terra, a fim de alcançar os homens e as mulheres de todos os lugares e de todos os tempos. Façamos nosso esse desejo de Deus!
Queridos amigos, estendei o olhar e vede ao vosso redor: tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixai-vos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos «afastados». Alguns encontram-se geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os «povos», aos quais somos enviados, não são apenas os outros Países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção.
Gostaria de destacar dois campos, nos quais deve fazer-se ainda mais solícito o vosso empenho missionário. O primeiro é o das comunicações sociais, em particular o mundo da internet. Como tive já oportunidade de dizer-vos, queridos jovens, «senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida! [....] A vós, jovens, que vos encontrais quase espontaneamente em sintonia com estes novos meios de comunicação, compete de modo particular a tarefa da evangelização deste “continente digital”» (Mensagem para o XLIII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24 de maio de 2009). Aprendei, portanto, a usar com sabedoria este meio, levando em conta também os perigos que ele traz consigo, particularmente o risco da dependência, de confundir o mundo real com o virtual, de substituir o encontro e o diálogo direto com as pessoas por contatos na rede.
O segundo campo é o da mobilidade. Hoje são sempre mais numerosos os jovens que viajam, seja por motivos de estudo ou de trabalho, seja por diversão. Mas penso também em todos os movimentos migratórios, que levam milhões de pessoas, frequentemente jovens, a se transferir e mudar de Região ou País, por razões econômicas ou sociais. Também estes fenômenos podem se tornar ocasiões providenciais para a difusão do Evangelho. Queridos jovens, não tenhais medo de testemunhar a vossa fé também nesses contextos: para aqueles com quem vos deparareis, é um dom precioso a comunicação da alegria do encontro com Cristo.
5. Fazei discípulos!
Penso que já várias vezes experimentastes a dificuldade de envolver os jovens da vossa idade na experiência da fé. Frequentemente tereis constatado que em muitos deles, especialmente em certas fases do caminho da vida, existe o desejo de conhecer a Cristo e viver os valores do Evangelho, mas tal desejo é acompanhado pela sensação de ser inadequados e incapazes. Que fazer? Em primeiro lugar, a vossa solicitude e a simplicidade do vosso testemunho serão um canal através do qual Deus poderá tocar seu coração. O anúncio de Cristo não passa somente através das palavras, mas deve envolver toda a vida e traduzir-se em gestos de amor. A ação de evangelizar nasce do amor que Cristo infundiu em nós; por isso, o nosso amor deve conformar-se sempre mais ao d’Ele. Como o bom Samaritano, devemos manter-nos solidários com quem encontramos, sabendo escutar, compreender e ajudar, para conduzir, quem procura a verdade e o sentido da vida, à casa de Deus que é a Igreja, onde há esperança e salvação (cf. Lc 10,29-37). Queridos amigos, nunca esqueçais que o primeiro ato de amor que podeis fazer ao próximo é partilhar a fonte da nossa esperança: quem não dá Deus, dá muito pouco. Aos seus apóstolos, Jesus ordena: «Fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei» (Mt 28,19-20). Os meios que temos para «fazer discípulos» são principalmente o Batismo e a catequese. Isto significa que devemos conduzir as pessoas que estamos evangelizando ao encontro com Cristo vivo, particularmente na sua Palavra e nos Sacramentos: assim poderão crer n’Ele, conhecerão a Deus e viverão da sua graça. Gostaria que cada um de vós se perguntasse: Alguma vez tive a coragem de propor o Batismo a jovens que ainda não o receberam? Convidei alguém a seguir um caminho de descoberta da fé cristã? Queridos amigos, não tenhais medo de propor aos jovens da vossa idade o encontro com Cristo. Invocai o Espírito Santo: Ele vos guiará para entrardes sempre mais no conhecimento e no amor de Cristo, e vos tornará criativos na transmissão do Evangelho.
6. Firmes na fé
Diante das dificuldades na missão de evangelizar, às vezes sereis tentados a dizer como o profeta Jeremias: «Ah! Senhor Deus, eu não sei falar, sou muito novo». Mas, também a vós, Deus responde: «Não digas que és muito novo; a todos a quem eu te enviar, irás» (Jr 1,6-7). Quando vos sentirdes inadequados, incapazes e frágeis para anunciar e testemunhar a fé, não tenhais medo. A evangelização não é uma iniciativa nossa nem depende primariamente dos nossos talentos, mas é uma resposta confiante e obediente à chamada de Deus, e portanto não se baseia sobre a nossaforça, mas na d’Ele. Isso mesmo experimentou o apóstolo Paulo: «Trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós» (2 Cor 4,7).
Por isso convido-vos a enraizar-vos na oração e nos sacramentos. A evangelização autêntica nasce sempre da oração e é sustentada por esta: para poder falar de Deus, devemos primeiro falar com Deus. E, na oração, confiamos ao Senhor as pessoas às quais somos enviados, suplicando-Lhe que toque o seu coração; pedimos ao Espírito Santo que nos torne seus instrumentos para a salvação dessas pessoas; pedimos a Cristo que coloque as palavras nos nossos lábios e faça de nós sinais do seu amor. E, de modo mais geral, rezamos pela missão de toda a Igreja, de acordo com a ordem explícita de Jesus: «Pedi, pois, ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!» (Mt 9,38). Sabei encontrar na Eucaristia a fonte da vossa vida de fé e do vosso testemunho cristão, participando com fidelidade na Missa ao domingo e sempre que possível também durante a semana. Recorrei frequentemente ao sacramento da Reconciliação: é um encontro precioso com a misericórdia de Deus que nos acolhe, perdoa e renova os nossos corações na caridade. E, se ainda não o recebestes, não hesiteis em receber o sacramento da Confirmação ou Crisma preparando-vos com cuidado e solicitude. Junto com a Eucaristia, esse é o sacramento da missão, porque nos dá a força e o amor do Espírito Santo para professar sem medo a fé. Encorajo-vos ainda à prática da adoração eucarística: permanecer à escuta e em diálogo com Jesus presente no Santíssimo Sacramento, torna-se ponto de partida para um renovado impulso missionário.
Se seguirdes este caminho, o próprio Cristo vos dará a capacidade de ser plenamente fiéis à sua Palavra e de testemunhá-Lo com lealdade e coragem. Algumas vezes sereis chamados a dar provas de perseverança, particularmente quando a Palavra de Deus suscitar reservas ou oposições. Em certas regiões do mundo, alguns de vós sofrem por não poder testemunhar publicamente a fé em Cristo, por falta de liberdade religiosa. E há quem já tenha pagado com a vida o preço da própria pertença à Igreja. Encorajo-vos a permanecer firmes na fé, certos de que Cristo está ao vosso lado em todas as provas. Ele vos repete: «Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus» (Mt 5,11-12).
7. Com toda a Igreja
Queridos jovens, para permanecer firmes na confissão da fé cristã nos vários lugares onde sois enviados, precisais da Igreja. Ninguém pode ser testemunha do Evangelho sozinho. Jesus enviou em missão os seus discípulos juntos: o mandato «fazei discípulos» é formulado no plural. Assim, é sempre como membros da comunidade cristã que prestamos o nosso testemunho, e a nossa missão torna-se fecunda pela comunhão que vivemos na Igreja: seremos reconhecidos como discípulos de Cristo pela unidade e o amor que tivermos uns com os outros (cf. Jo 13,35). Agradeço ao Senhor pela preciosa obra de evangelização que realizam as nossas comunidades cristãs, as nossas paróquias, os nossos movimentos eclesiais. Os frutos desta evangelização pertencem a toda a Igreja: «um é o que semeia e outro o que colhe», dizia Jesus (Jo 4,37).
A propósito, não posso deixar de dar graças pelo grande dom dos missionários, que dedicam toda a sua vida ao anúncio do Evangelho até os confins da terra. Do mesmo modo bendigo o Senhor pelos sacerdotes e os consagrados, que ofertam inteiramente as suas vidas para que Jesus Cristo seja anunciado e amado.. Desejo aqui encorajar os jovens chamados por Deus a alguma dessas vocações, para que se comprometam com entusiasmo: «Há mais alegria em dar do que em receber!» (At 20,35). Àqueles que deixam tudo para segui-Lo, Jesus prometeu o cêntuplo e a vida eterna (cf. Mt 19,29).
Dou graças também por todos os fiéis leigos que se empenham por viver o seu dia-a-dia como missão, nos diversos lugares onde se encontram, tanto em família como no trabalho, para que Cristo seja amado e cresça o Reino de Deus. Penso particularmente em quantos atuam no campo da educação, da saúde, do mundo empresarial, da política e da economia, e em tantos outros âmbitos do apostolado dos leigos. Cristo precisa do vosso empenho e do vosso testemunho. Que nada – nem as dificuldades, nem as incompreensões – vos faça renunciar a levar o Evangelho de Cristo aos lugares onde vos encontrais: cada um de vós é precioso no grande mosaico da evangelização!
8. «Aqui estou, Senhor!»
Em suma, queridos jovens, queria vos convidar a escutar no íntimo de vós mesmos a chamada de Jesus para anunciar o seu Evangelho. Como mostra a grande estátua do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, o seu coração está aberto para amar a todos sem distinção, e seus braços estendidos para alcançar a cada um. Sede vós o coração e os braços de Jesus. Ide testemunhar o seu amor, sede os novos missionários animados pelo seu amor e acolhimento. Segui o exemplo dos grandes missionários da Igreja, como São Francisco Xavier e muitos outros.
No final da Jornada Mundial da Juventude em Madri, dei a bênção a alguns jovens de diferentes continentes que partiam em missão. Representavam a multidão de jovens que, fazendo eco às palavras do profeta Isaías, diziam ao Senhor: «Aqui estou! Envia-me» (Is 6,8). A Igreja tem confiança em vós e vos está profundamente grata pela alegria e o dinamismo que trazeis: usai os vossos talentos generosamente ao serviço do anúncio do Evangelho. Sabemos que o Espírito Santo se dá a quantos, com humildade de coração, se tornam disponíveis para tal anúncio. E não tenhais medo! Jesus, Salvador do mundo, está conosco todos os dias, até o fim dos tempos (cf. Mt28,20).
Dirigido aos jovens de toda a terra, este apelo assume uma importância particular para vós, queridos jovens da América Latina. De fato, na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, realizada em Aparecida, no ano de 2007, os bispos lançaram uma «missão continental». E os jovens, que constituem a maioria da população naquele continente, representam uma força importante e preciosa para a Igreja e para a sociedade. Por isso sede vós os primeiros missionários. Agora que a Jornada Mundial da Juventude retorna à América Latina, exorto todos os jovens do continente: transmiti aos vossos coetâneos do mundo inteiro o entusiasmo da vossa fé.
A Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização, também invocada sob os títulos de Nossa Senhora Aparecida e Nossa Senhora de Guadalupe, acompanhe cada um de vós em vossa missão de testemunhas do amor de Deus. A todos, com especial carinho, concedo a minha Bênção Apostólica.
Vaticano, 18 de outubro de 2012.
BENEDICTUS PP XVI

sábado, 17 de novembro de 2012

VIGILIA DIANTE DE CRUZ EM ALEGRETE


OS SIMBOLOS DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE PERMANECERAM EM ALEGRETE ATÉ AS 6,00 HORAS DA MANHÃ DO DIA 16 DE NOVEMBRO, QUANDO FOI LEVADA PARA URUGUAIANA, SEDE DA DIOCESE.
MUITOS FICARAM EM VIGILIA DIANTE DA CRUZ PEREGRINA E DO ICONE DE N SENHORA


BOTE FÉ EM URUGUAIANA

Na manhã desta sexta-feira (16), a cidade de Uruguaiana recebeu os dois Símbolos da Jornada Mundial da Juventude, trazidos de Alegrete. O Bote Fé Uruguaiana incluiu encontro festivo na frente da Catedral de Sant’Ana, com apresentações artísticas, concluída com bênção especial presidida por Dom Aloísio Dilli. Os fiéis tiveram oportunidade de venerar a Cruz Peregrina e o Ícone de Maria no recinto do templo depois das atividades festivas.
O ponto alto do Bote Fé Uruguaiana, no entanto, aconteceu na carreata realizada por diversos bairros da cidade, com visita às famílias que residem ou trabalham em atividades de reciclagem no lixão municipal. A dificuldade enfrentada pela comitiva de carros para localizar a entrada do lixão, mereceu a oportuna exortação de Dom Aloísio: “É difícil chegar até os pobres, por isso precisamos conhecer melhor seu dia-a-dia, suas dificuldade e seus sofrimentos”.
Com bênção especial dirigida por Dom Aloísio, a visita ao lixão aproximou a Cruz de Jesus Cristo da cruz dos pequenos e pobres. Marcado por forte emoção, sobretudo pelos sinceras palavras dirigidas aos visitantes por dona Maria Tugira Cardoso, líder da associação de catadores do lixão, que lembrou ser a Diocese de Uruguaiana a única entidade que efetivamente apoia suas reivindicações e motivando a todos ao processo de coleta seletiva do lixo.
VIA SITE DA DIOCESE DE URUGUAIANA

MAIS FOTOS DO BOTE FÉ EM ALEGRETE