segunda-feira, 26 de março de 2012

BOTE FÉ


Frente ao desejo de experimentar Jesus Cristo nas diferentes realidades propostas por nosso Brasil e motivado pela passagem da Cruz Peregrina, entregue aos Jovens pelo Beato João Paulo II, a vontade de rever amigos e participar do Bote Fé Recife transformou-se em realidade. O evento que acolheu a Cruz da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e o Ícone de Maria, na Arquidiocese de Olinda e Recife, levou uma multidão ao Marco Zero bairro do Recife, inclusive um gaúcho que chegou a ser voluntário do evento. O "Bote Fé Recife" foi um dos maiores episódios da história da Igreja Católica no país. A emoção tomou conta dos participantes, a maioria jovens que acompanharam de perto a passagem dos símbolos peregrinos por quilômetros, caminhando por mais de 12 horas e, ao findar da noite, rezaram agradecendo e louvando com shows.

Uma grande experiência missionária foi a troca ocorrida entre os articuladores da Juventude Missionária (JM) do Rio Grande do Sul e de Pernambuco. O jovem Guilherme Cavalli, da JM RS, foi recebido pela JM de Pernambuco representada por Jadson Bezerra, vivendo juntos intensamente cada um dos dias como peregrinos, pela Região Metropolitana de Recife/PE. Foram experiências incríveis vividas nas preparatórias desse evento, a expectativa pelo grande dia da chegada da cruz aumentou quando o Guilherme disse: "pernambucano, estarei no Bote Fé Recife". A partir daí começou a articulação para que o missionário gaúcho aproveitasse ao máximo esse momento de fé na Veneza Pernambucana. De imediato cadastrou-se como voluntário e rumou da Diocese de Vacaria, interior do RS, para ser peregrino no Bote Fé Recife e representar toda a "Juventude Tchê". Está aí a prova de que este foi o Bote Fé do Brasil!

Durante o Bote Fé Recife, no dia 16 janeiro, a profecia de dom Hélder Câmara se cumpriu, conforme disse dom Fernando Saburido e Pe. Pedro na primeira celebração que marcou o inicio da peregrinação. Dom Helder, havia dito que o Santuário de Fátima seria a casa da juventude e isso se concretizou no Bote Fé Recife. O local ficou tomado de jovens, que se emocionaram com a Cruz da Jornada Mundial da Juventude e o Ícone de Maria, mostrando que a opção da Igreja pela juventude é recíproca. Nesses eventos nota-se o quanto a juventude se abraça em pilares que há séculos espalham amor e esperança na humanidade mais evoluída e solidaria. São nesses momentos, marcados pelo pluralismo e pela liquidez, que a juventude mostra que sabe ouvir os clamores da missão. Os jovens cantaram: "Bote Fé em Cristo, oh gente que segue os passos do Senhor. Bote Fé na Vida, oh povo da Paz e do Amor."

Em oração, nós jovens fizemos comunhão com toda a sociedade que aposta em nosso dinamismo e em nosso potencial. Em uma mudança de tempo onde a juventude é mártir da violência, o Bote Fé Recife fazia paradas destacando a valorização da vida, o apelo a negação às drogas e dizia sim à participação dos jovens na Igreja, que de forma ativa revigora e mostra a face jovem de Cristo. É gratificante ver o jovem carregando a Cruz, sinal de Cristo obedecendo ao pedido de João Paulo II feito em 1984, ano que se estabeleceu a Nova Evangelização, quando disse: "Jovens, carreguem-na pelo mundo todo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade". É esse símbolo que une nações em prol da vida e da redenção da fé, trazendo a imagem viva de Cristo que já não se encontra crucificado, mas está no sacrário vivo que somos e que dia a dia pede que O espalhemos a toda a humanidade. Essa cruz que hoje é carregada pelos jovens de todo o mundo, antes de Cristo era instrumento de morte, após a Sua ressurreição tornou-se sinal de salvação, de vida e redenção para todos que creem.

Ao longo de nossa vida, Deus Pai nos reserva qualificadas surpresas. Através delas Ele nos revela sua bondade e amor por todos e a única coisa que propõe em troca é que nos amemos uns aos outros. O amor é o sinal do Cristão e, onde ele é praticado, podemos ter certeza que Deus ali se encontra. É incrível ver a dedicação de milhares de pessoas que através da oração, do canto, da peregrinação e da ajuda mutua, buscam retribuir esse sentimento recebido do céu. Mais incrível ainda é notarmos que a juventude está sedenta de amor mesmo que ainda hajam pessoas que erroneamente afirmam que nossos jovens não têm perspectivas de luta, de vida. Nesses "eventos de fé" que estão acontecendo por todo o Brasil como mobilização para a JMJ que acontecerá em julho de 2013 no Rio de Janeiro, nota-se o comprometimento de uma grande parcela da população que se torna jovem por ter a compaixão e a misericórdia como ideal de vida e assim buscam, sejam crianças, jovens ou adultos, tirar da cruz os que clamam por voz e vez.

Botemos Fé na vida, sejamos Jovens Missionários e sempre solidários.

  • Créditos:
  • Guilherme Cavalli
  • nda
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VOCAÇÃO TALENTO A SER CUIDADO

Cada ser humano recebe de Deus muitos dons e talentos ao longo da vida. O primeiro deles é o próprio dom de viver. Este talento é algo que ganhamos sem esforço e merecimento algum, é pura graça divina. A vocação é outro dom especial que recebemos de Deus. Ele distribui gratuitamente a cada ser humano este talento, não é igual para todos, mas todos o recebemos em suas distintas formas e especificidades e, nos convida a cuidá-lo, pois do cultivo deste talento depende a nossa felicidade.
Em seu evangelho Jesus conta várias parábolas e em uma delas fala justamente do cuidado que devemos ter com aquilo que recebemos de Deus. Trata-se da Parábola dos Talentos (Mt 25, 14-30). Acredito que esta passagem bíblica pode nos ajudar a entender e a viver melhor o nosso compromisso com a vocação recebida.
Nesta parábola Jesus se auto representa como um dono de terras que tem que se ausentar e confia aos empregados o trabalho em sua propriedade. Fala-se de três servos que receberam os talentos, segundo suas capacidades pessoais. Eram pessoas que certamente tinham a confiança absoluta do seu senhor. Um deles recebeu cinco talentos, outro dois e o terceiro um, com toda a liberdade de usá-los como quisessem. O que recebeu cinco, não vacilou, e saiu em busca de um retorno à confiança de seu senhor, da mesma forma fazendo o que recebeu dois. "Mas, aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o talento do seu patrão." (Mt 25, 18).
Por que este empregado que recebeu um só talento enterrou o dom recebido? Parece-nos que aquele homem pensou que, enterrando-o, ficaria neutro e não precisaria nem se desculpar em relação a seu senhor. Ele entenderia sua preferência pela neutralidade e não cobraria dele a falta de uso do talento, afinal, era um só, e não faria falta ao seu senhor. Mas neutralidade não é uma opção de quem quer viver uma vocação. Quem procede com neutralidade, mais cedo ou mais tarde irá dar-se conta que a vida fica sem gosto, sem sabor, sem sentido.
Diante desse panorama é preciso criar consciência da nossa missão no mundo, da nossa vocação. Não há dúvida que Deus nos deu muitos dons e talentos. Cabe a cada um de nós descobrirmos quais são eles. E, num segundo momento, fazer nossa opção: que farei com os dons e talentos recebidos? Vou colocá-los a serviço da minha realização humana, da minha felicidade e consequentemente da realização da vontade de Deus ou vou desprezar através de uma "falsa humildade" e enterrá-los?
Sou livre para tomar esta decisão? A vocação é uma opção totalmente minha. Somente eu é que posso decidir sobre meus talentos, sobre minha vocação, sobre meu projeto de vida, sobre meu futuro. Agora bem, dizer que "somente eu posso decidir", não significa dizer que eu posso fazer o que quero, que "vale tudo" mas, ao contrário, que minha realização pessoal depende da descoberta da minha vocação e da minha opção pela sua realização tendo o cuidado de cultivá-la. E, não condicionando minha opção por aquilo que os outros pensam e esperam de mim.
Jovem, você não tem nenhuma desculpa para deixar de usar os dons e talentos que Deus lhe deu. Afinal, alguma coisa você sabe fazer. Portanto, procure descobrir quais são os seus talentos, para o quê você é chamado, e não demore, comece hoje mesmo a cuidar e a fazer com que estes talentos produzam frutos.
Querido jovem, a vocação é um talento que você recebeu de Deus, não para ser enterrado, mas para ser cuidado e cultivado a fim de que possa produzir os frutos desejados.

  • Créditos:
  • Pe. Alexandre De Nardi Biolchi, cs
  • Animador Vocacional e Juvenil da Congregação dos Padres Carlistas-Scalabrinianos
Via Eai?Tchê

O QUE É A VOCAÇÃO?

Todos temos uma missão a cumprir dentro das condições mais diversas. Para a pessoa realizar essa missão perfeitamente, necessita descobrir a sua própria vocação. Infelizmente muitos passam toda a vida sem saber nem mesmo o que é a vocação ou acabam tendo uma ideia falsa do que ela significa e, portanto, jamais chegarão a fazer uma opção.
O que é a vocação? Segundo um renomado dicionário da língua portuguesa, vocação é "o ato de chamar, tendência, pendor, talento, aptidão". Esta definição não está errada, porque de fato vocação, proveniente do verbo latino "vocare", significa chamar. Entretanto, esta definição nos parece incompleta. Vocação é muito mais que isso. Vocação é uma inclinação para algo determinado e chamado da graça à ordem sobrenatural. Portanto, vocação é um convite de Deus que encontra no ser humano a resposta generosa ao aceitá-la, ou egoísta ao negá-la.
A vocação é uma graça, um dom de Deus. Uma vocação caracteriza-se por uma série de dons, de luzes, de inspiração sobrenatural, estes influenciam a alma a sentir-se atraída a um estado ou outro. A vocação é um mistério de amor entre Deus que, por amor, chama a pessoa humana que, também por amor, lhe responde livremente.
Aqui temos que fazer uma importante distinção. Uma vocação nunca se poderá discernir sem a liberdade de pensamento. Deus criou o homem e a mulher livres, ou seja, "à sua imagem e semelhança." (Gn 1,26). Portanto, se o obrigam a escolher uma determinada vocação, por um ou outro motivo, isso não é graça e chamado de Deus, mas sim fanatismo e escravidão. Por isso para descobrir qual é a vocação a que Deus chama é preciso consultá-lo.
São Paulo, no momento decisivo de sua conversão exclamou: "Quem és tu, Senhor?" (At 22,8). E, em seguida perguntou: "Que devo fazer, Senhor?" (At 22,10). Esta deveria ser a nossa oração. Esperando que, no silêncio, a inspiração divina suscite uma resposta em nosso coração.
Muitas pessoas buscam tantos indicativos na vida: cartomantes, conselhos telefônicos, amigos, etc., e quase nunca deixam Deus falar. Devemos recordar que a oração não é um monólogo, mas sim um diálogo. Não basta falar a Deus de tantas e tantas coisas, é preciso que lhe demos espaço para que ele nos fale. É preciso silenciar o coração, para podermos escutar a voz de Deus. Jesus mesmo, antes de sua vida pública, foi ao deserto – lugar de silêncio – para jejuar e orar. E, foi neste silêncio que soube diferenciar as tentações do demônio, da vontade de Deus.
A vocação não é uma ordem, senão um chamado, um convite. Deus oferece continuamente suas luzes, como um suspiro. Recordemos a passagem do livro dos Reis, onde o profeta Elias escondeu-se em uma gruta e esperou o Senhor. Primeiro chegou um furacão, mas Deus não estava ali. Logo um grande terremoto, mas tampouco Deus estava ali. Depois do terremoto, apareceu fogo, mas Deus não estava no fogo. Finalmente, chegou uma brisa suave e Elias reconheceu Deus e saiu da gruta. (cf. 1 Reis 19,9-14).
A vocação não é um sentimento, na verdade a vocação não se sente. É, antes, uma certeza interior que nasce da graça de Deus que me toca a alma e que me pede uma resposta livre. Caso Deus chame, a certeza irá crescendo na medida em que a sua resposta for mais generosa. Assim, a fonte da vocação é sempre Deus. Aquele que livre nos criou nos chama para que na liberdade possamos optar por amar e servi-lo.

  • Créditos:
  • Pe. Alexandre De Nardi Biolchi, cs
  • Animador Vocacional e Juvenil da Congregação dos Padres Carlistas-Scalabrinianos
Via Eai?Tche.

Eai?Tchê

Meus queridos jovens, entrem neste site http://www.eai/?tche.com.br  é tudo de bom,
Ai poderão acompanhar a preparação de JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE, que acontecerá no Brasil, o maior evento a ser realizado no nosso pais, que culminará com a visita do Papa Bento XVI.
São esperados mais participantes do que a Copa e as Olimpiadas.
Portanto, esteja atento, participe do seu jeito.

JUVENTUDE É PRESENTE DE DEUS

A juventude não é só o futuro, mas o presente de Deus para a Igreja e a sociedade de hoje. Inspirados e movidos por esta afirmação, os Bispos Referenciais da Juventude, dos 17 Regionais da CNBB, se reuniram no começo desta semana para avaliar a caminhada e traçar metas e projetos para a Evangelização dos Jovens.
“Hoje se fala muito de juventude, é importante se pensar na juventude como presente como aquela que faz história”, afirma dom Nelson Francelino, bispo auxiliar do Rio de Janeiro e referencial pela Juventude no Regional Leste 1 da CNBB (Rio de Janeiro). Este encontro, segundo ele, é importante porque cada um se deslocou de lugares diversos, justamente para pensar e iluminar uma linha de evangelização para a juventude, que hoje está ameaçada, angustiada, perplexa, diante de tantos modelos econômicos e sociais que não respondem aos seus horizontes. “Nós temos muito para acrescentar e aproveitar deste momento histórico e fecundo para a Igreja no Brasil que é a JMJ”, completou dom Francelino.
À luz do 21º Plano Pastoral do Secretariado Geral 2012-2015, dom Eduardo Pinheiro da Silva, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, conduziu junto com seus assessores: padre Carlos Sávio da Costa e padre Antônio Ramos do Prado, momentos de reflexão e partilha entre os bispos presentes.
“Nossa reunião foi muito boa pela colegialidade episcopal representando a juventude, e por tratarmos de assuntos que falam da evangelização dos jovens, grande desafio da Igreja de hoje e do futuro”, disse dom José Valmor César, bispo referencial da Juventude no Regional Nordeste 3 da CNBB (Bahia e Sergipe). “Os jovens estão em nosso coração, e cada um de nós aqui, queremos que eles estejam no coração de toda a Igreja no Brasil”, destacou.
A Jornada Mundial da Juventude e, também, a Semana Missionária e o projeto Bote Fé, que acontecem por todo o país, foram assuntos abordados no segundo dia de reunião.
Para dom Antônio Emídio Vilar, bispo referencial do Regional Oeste 2 da CNBB (Mato Grosso), momentos como este são importantes para “organizar o Setor Juventude em seus vários seguimentos, em preparação também para a JMJ, já com a peregrinação da Cruz e do Ícone de Nossa Senhora acontecendo por todo o país, além de ter um olhar para a juventude que é o rosto sempre renovado da Igreja e que vai de encontro ao mundo que se adapta, que sempre tem uma nova linguagem”.
Os “Jovens Conectados” estiveram presentes na reunião. Quatro representantes do grupo que é responsável pela parte de Comunicação da Comissão para a Juventude da CNBB, fizeram uma apresentação mostrando o alcance, missão e desafios do projeto que tem como objetivo traduzir a vida e missão da Igreja numa linguagem jovem, através das diversas mídias sociais existentes.
Dom Frei Irineu Gassen, bispo referencial do Regional Sul 3 (Rio Grande do Sul), fez sua avaliação ao final do encontro e disse que “participar destas reuniões se torna cada vez mais importante, a evangelização do jovem está se tornando prioridade em todas as dioceses e paróquias no Brasil, de modo que não estamos mais falando de uma pastoral do futuro, mas sim que resposta nós vamos dar aos jovens que hoje procuram no Evangelho o seu caminho. Portanto com as palestras, partilhas, trocas de experiências, formações e informações por parte da CNBB é de suma importância para nós, e teremos possivelmente neste ano mais duas reuniões, com a urgência da Jornada Mundial da Juventude e da Campanha da Fraternidade do próximo ano, teremos muito que refletir e partilhar, que o Espírito Santo seja nossa força”, finalizou.

                                                                                                                 Eai?tchê

  • Créditos:
  • FONTE
  • www.cnbb.org.br