terça-feira, 15 de maio de 2012

Que os jovens vivam esses momentos da JMJ com Deus

Pequenas entrevistas que resumem o grande Bote Fé Brasília
Por Thácio Siqueira
BRASILIA, segunda-feira, 14 de maio de 2012 (ZENIT.org) – Ontem, domingo 13, o Bote fé brasília concluiu com a celebração eucarística presidida pelo recém nomeado Núncio Apostólico, Dom Giovanni D'Aniello, e concelebrada pelo Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, o bispo da diocese de Rubiataba-Mozarlândia (que veio acompanhar a Cruz que passa hoje pela sua diocese), Dom Adair José Guimarães e todo o clero da arquidiocese de Brasília. Todos os seminaristas, religiosos e religiosas e numerosos fiéis lotaram a Catedral Metropolitana.
Por meio de pequenas entrevistas realizadas por ZENIT oferecemos aos nossos leitores uma breve visão de todo o evento Bote Fé na Arquidiocese de Brasília nesses dois dias, 12 e 13 de maio.
Juventude Brasiliense
Perguntamos para um dos animadores do Show Bote Fé, o conhecido padre Sertanejo, Alessandro Campos, sobre como a juventude brasiliense recebeu os Símbolos da JMJ:
Pe. Alessandro Campos: “Eu estou muito surpreso pela recepção dos jovens porque é muito comum em Brasília todos saírem no dia das mães e a cidade ficar vazia, mas ontem nós estávamos na esplanada com 50 000 jovens. Isso é a prova de que os jovens não sairam da Igreja Católica.Estão dizendo por aí: Ah, a Igreja Católica não tem jovens! A Igreja está arcaica!Os jovens sumiram da Igreja! Tem que fazer alguma coisa por causa dos jovens! Mentira! A maior prova de que os jovens estão aí é que ontem teve 50 000 jovens na Esplanada e temos muitos jovens trabalhando, que estão empenhados nessa festa que só está começando e que vai terminar com o nosso querido Papa Bento XVI no Rio de Janeiro no próximo ano”.
Capital do Brasil
Minutos antes do início da celebração Eucarística conclusiva, ainda na sacristia, Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília, quis dar-nos uma panorâmica desses dois dias de peregrinação dos Símbolos pela Arquidiocese:
Dom Sergio: “A acolhida da Cruz e do ícone de Nossa Senhora tem sido extraordinária, seja da parte do povo, seja especialmente da Juventude. Nós mesmo estamos muito felizes e agradecidos a Deus por tantos irmãos e irmãs que estão participando dessa peregrinação da Cruz desde o seu primeiro momento. A cruz em Brasília passou pelas comunidades paroquiais, pelos nossos seminários, pelo Hospital de base, pela Praça dos Três Poderes, pelo Palácio do Planalto, passou pela Catedral Militar, nós tivemos a alegria de contar com uma multidão de jovens no Bote Fé Brasília e agora estamos concluindo com a presença do Senhor Núncio Apostólico, o que é muito significado, uma vez que a cruz está ligada à Juventude e ao Papa, e o Senhor Núncio, aqui nesse momento, sobretudo, representa o Santo Padre entre nós, ele que estará no Brasil participando da JMJ no próximo ano; já participou de outras... este é um momento de graças de Deus, de ação de graças e de renovar o compromisso com a evangelização da Juventude. Nós nos animamos muito com todo o trabalho realizado, sobretudo porque os jovens estiveram assumindo este momento evangelizando os jovens, que é o que nós precisamos que aconteça cada vez mais em nossa Igreja, que os próprios jovens sejam evangelizadores dos outros jovens. Por tudo isso, nosso sentimento é de gratidão e de esperança.”
Mensagem do Representante do Papa aos Jovens do Mundo
A celebração da Catedral Metropolitana de Brasília presidida por Dom Giovanni D'Aniello também foi uma celebração de acolhida do novo núncio nomeado em 10 de fevereiro por Bento XVI. Dom Giovanni que tem a missão de representar o Santo Padre no Brasil, no final da celebração, entrevistado também por ZENIT, quis deixar para os jovens de todo o mundo, que se preparam para a JMJ Rio 2013, a seguinte mensagem:
“A mensagem mais importante é que os jovens vivam esses momentos da JMJ junto de Deus, peguem dele a força para ir pra frente na vida e sobretudo a força para testemunhá-lo pelo mundo inteiro”.

A MISSÃO DA COMUNIDADE CRISTÃ

                     Toda a comunidade cristã tem uma missão, a mesma missão de Jesus Cristo, ou seja, anunciar a Boa Nova do Reino de Deus.
                        Não é apenas como uma tarefa, que é  executada  e depois  se  está  livre, assim como tarefa cumprida.            
                         Não!
                           A missão na  comunidade  é  permanente,  porque a  comunidade é
viva. Por isso mesmo,  é necessário estar sempre acolhendo aqueles que chegam,  dar formação e estar em sintonia com a realidade social e cultural, que está em constante mudança.
                         Jesus convivia com seus discípulos, lhes  ensinava a vontade do Pai  através do convívio fraterno. Pois Jesus, com eles formava uma família, uma comunidade, por isso fazia a refeição com eles, juntos caminhavam, e se alegravam com as mesmas coisas e sofriam pela mesma causa.. E dessa forma os discípulos foram entendendo a dinâmica do Reino de Deus, e com muita alegria  anunciavam a todos essa Boa Nova.    
                          A participação na vida comunitária conduz a missão, que  faz parte da formação, o anuncio do Reino de Deus é o objetivo da missão, e a vida de comunidade acontece ao redor da pessoa de Jesus Cristo. Pois a meta da comunidade cristã é fazer acontecer o Reino de Deus aqui e agora.
                        Toda a  comunidade  cristã    precisa   saber  viver  a   fraternidade,
a igualdade, a solidariedade; deve celebrar, orar, servir, saber  perdoar e reconciliar-se; e sobretudo ser o lugar onde todos são amigos e têm a alegria de estar juntos.
                       Enfim a comunidade cristã deve ter o jeito de Cristo , para ser o retrato de fiel Jesus Cristo na missão.         
                           Para isso é preciso como Jesus envolver os seus membros na missão (Mc 6,7); é preciso ensinar a observar a realidade (Mc 8, 27-29); ajudar no discernimento (Mc 9, 28-29); corrigir quando erram (Mc 10, 14); e estar motivado para a ação pelo Espírito Santo.
                         Se todos os membros da comunidade tiverem consciência de que a missão permanente é fundamental para a vida comunitária, teremos , então, comunidades mais vivas e atuantes.

                                                                           Maria Ronety Canibal