quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

ECONOMIA SOLIDÁRIA

                      Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, comprar, vender e trocar o que é preciso para viver. Um modo de comercializar os produtos sem explorar o outro, sem querer levar vantagem, e principalmente sem objetivo de lucro.

                      A economia solidária tem como finalidade a cooperação entre grupos ou pessoas, fortalecendo as relações e, sobretudo cada um pensando no bem de todos e no bem de cada um.

                     A produção de alimentos ou outros produtos é sempre sem agressão ao ambiente natural, ou seja, procura preservar a natureza.

                     Além do mais a economia solidária é uma alternativa geradora de trabalho e renda, é uma geradora de inclusão social. É uma diversidade de praticas econômicas e sociais organizadas em cooperativa, associações, clube de trocas, rede de cooperação.

                  Atuam na produção de alimentos, bens e serviços. Tem a solidariedade como fundamento que se apresenta na justa distribuição dos resultados alcançados. Levando a melhoria de vida dos participantes e dando oportunidade para o desenvolvimento de capacidades.

                Portanto a economia solidária vai muito além da geração de renda e traz propostas de mudanças nas relações interpessoais e com o meio ambiente. Cooperação, não competição, preservação dos recursos naturais, não exploração dos trabalhadores, igualdade  e responsabilidade com a comunidade.

                A economia solidária surgiu como movimento social na Inglaterra, durante o século 19, como forma de resistência - por parte da população socialmente excluída - ao crescimento desenfreado do capitalismo industrial. No Brasil, o movimento só ganhou força no final do século passado, mas tem crescido consideravelmente nos últimos anos e já faz do país uma referência internacional no assunto
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              O movimento de economia solidária tem a intenção de realizar uma transformação social, questionando a forma como a economia está organizada e propondo outra maneira de promover o desenvolvimento, com menos concentração de renda e melhor distribuição da riqueza. E a motivação para se criar essas organizações solidárias realmente surge como uma estratégia de sobrevivência por parte dos trabalhadores.
                                                                     Maria Ronety Canibal

4º ENCONTRO DE FORMAÇÃO LITURGICA

                                                 Ministérios e serviços na Liturgia



          Como já vimos para que a assembléia seja eficaz é preciso que seja organizada, preparada com antecedência, cada um assumindo a sua função, dentro dos diferentes ministérios e serviços. Assim:
Acolhida – para que haja um verdadeiro encontro entre irmãos, é preciso criar um clima fraterno e familiar entre os participantes por meio de uma acolhida alegre e calorosa por parte daqueles que recebem os irmãos na porta do Templo. O que acolhe faz a vez do dono da casa, recebendo seus convidados em nome de Jesus Cristo, que conhece cada um pelo nome.
Presidente – ele representa o Cristo, cabeça de sua Igreja.  Como cabeça não pode estar desligado do “ corpo”, ele não celebra sozinho, mas celebra com o povo, sabendo-se parte dele. Por isso por sua voz, seus gestos, sua atenção as pessoas, por sua oração ao Pai, e pela Palavra deve levar a construção do Reino de Deus
Comentarista – tem a função de manter a assembléia atenta e participante. Ele estabelece a ligação entre a assembléia e o presidente da celebração. Deve ser discreto, porém animado e convidativo. O seu comentário deve se assemelhar a um diálogo, onde deve falar olhando para o povo, e não se fixando no folheto. Sua fala deve ser breve.
Leitor(a) – Jesus está presente pela sua Palavra, pois é o próprio Jesus que fala quando se lê a Sagrada Escritura na Igreja. Proclamar a Palavra é um gesto sacramental, por isso o leitor(a) deve colocar-se a serviço de Jesus, que através de sua leitura, de sua voz, de sua postura e de sua comunicação quer falar ao povo reunido. Para isso o leitor(a) deve ter um mínimo de preparo bíblico e de leitura em publico.
O lugar para o leitor(a) proclamar a Palavra de Deus, é a mesa da Palavra ou Ambão. Deve ser um lugar tão importante quanto o altar, pois Cristo se faz presente também na Palavra, como na Eucaristia. A leitura deve ser proclamada da Bíblia ou Lecionário.
Salmista – o salmo responsorial é parte da liturgia da Palavra, sua finalidade é responder com a Palavra de Deus a própria Palavra de Deus.O lugar do salmista é mesa da Palavra, no mesmo local onde se lêem as leituras e proclama o Evangelho. O salmo deve ser cantado por alguém que ajude a assembléia a rezar, pois alguém que cante com a boca e creia com o coração e seja comprovado pelas obras.
Canto – deve ser executado por um grupo com objetivo de fazer todos os presentes à assembléia cantarem juntos. O canto ajuda a rezar melhor. Por isso os cantos escolhidos devem corresponder ao tempo litúrgico e serem adequados ao momento da celebração. Devem ser fáceis, ligados a comunidade, alegres e bem contados. Os instrumentos são sempre um apoio para o canto. É fundamental o ensaio do grupo.
Acólito –é aquele que serve o altar, ajuda na distribuição da eucaristia. O ministro da  Comunhão é quem ajuda na distribuição da Eucaristia e a leva aos doentes; ele pode fazer as vezes de acólito.
Ambiente –  é a preparação do ambiente para celebração , cuidando de deixar tudo limpo, arrumado e decorado para tornar o ambiente acolhedor.


Uma equipe é como uma banda, cada instrumento é importante para o conjunto, mas nenhum instrumento deve tocar separado e querer se sobressair. Fazemos parte de um corpo onde cada um tem uma função, não importa qual seja, o que importa é que todos cumpram os seus compromissos e dêem o melhor de si. Todos temos um só objetivo servir a Jesus Cristo.

3º ENCONTRO DE FORMAÇÃO LITURGICA

Quem celebra?
          As ações litúrgicas  não são obras de alguns privilegiados, mas de toda a Igreja. Todos os seus membros estão e devem estar comprometidos, implicados na ação litúrgica. A assembléia litúrgica é a mais expressiva manifestação da Igreja. Não liturgia cristã sem assembléia, pois ela é o primeiro sinal da ação litúrgica.  A Igreja é um corpo e onde Cristo é a cabeça, assim a assembléia é a manifestação do corpo da Igreja, não participar da assembléia é diminuir o corpo de Cristo.
           A origem da assembléia está no Antigo Testamento, em Ex 19, 1-24.- a grande reunião do povo liberto por Moises e adotado por Deus, ao pé do Monte Sinai.  A assembléia cristã  é composta de 4 elementos, vejamos:
- Deus convoca seu povo hoje, como convocou outrora.
- Leitura e recepção da lei, tendo Moises recebido a revelação da Lei de Deus – 10 mandamentos – Ex 20.
- o povo adere a essa Aliança, quando aceita praticar a Lei de Deus. Ex 24, 3-7.
- a Aliança é selada por um sacrifício, do qual o sangue lançado sobre o povo é o sacramento. “ Isto é o sangue da Aliança que o Senhor concluiu convosco por meio de todas estas cláusulas.” Ex 24, 8.

                 Jesus funda uma Nova Aliança numa nova Assembléia, após a glorificação de Jesus, se realiza, no dia de Pentecostes, a Assembléia que dá inicio ao novo povo de Deus. Desta assembléia nasceu a Igreja – Sacramento de Cristo – e a participação dos cristãos na Assembléia é o momento forte de constituírem e sentirem-se Igreja.  At 2, 42-47; 4, 32-35; 5, 12-16.




2 – Características da assembléia:
                  A assembléia litúrgica tem características próprias que difere de todo outro tipo de assembléia, vejamos quais são:
- crente – (apostólica) a fé em Jesus Cristo é a condição para sermos membros da Igreja, e é pela fé que vamos à assembléia, que é a reunião dos que são Igreja. Ir a uma assembléia sem fé é sinal de confusão religiosa. Sentir Cristo em cada irmão , que reza e canta junto, é sinal da presença de Cristo.
- aberta – (católica) é uma assembléia que não faz distinção de sexo, raça, cultura, posição social, mas um grupo de pessoas que partilham a mesma fé a mesma fraternidade. A assembléia deve ser aberta como sinal da universalidade do Pai, do desígnio salvífico para todos, da solidariedade ilimitada que vem da liberdade de vontade. Nos reunimos em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, por isso é uma assembléia do povo de Deus.
- reconciliada – (una)  a assembléia litúrgica acontece para reuni, unir e juntar o povo de Deus. Não é só para os puros, mas para o povo pecador que busca a santidade. E uma assembléia litúrgica e profética, que denuncia falsas unidades, mas que anuncia a unidade vindoura.
- ativa – (santa) a assembléia é o lugar onde surgem e se desenvolve carismas. A fidelidade ao Espírito Santo, que é a força de Deus, presente e atuante na assembléia, produz a unidade que conduz a santidade. São Paulo afirma que há uma diversidade de carismas que se completam na edificação da comunidade. E para tudo acontecer dentro da celebração, é que se conjugam vários serviços e ministérios com a função de edificar a assembléia.



2º Encontro de Formação Litúrgica

                                    O que é celebrar?
           Celebrar é o mesmo que comemorar, encontrar-se, lembrar com especial atenção pessoas, fatos e   realidades importantes da vida. Exprime e revela sentimentos e a adesão das pessoas ao acontecimento.  Celebrar é uma exigência da vida. A pessoa se desenvolve no equilíbrio entre trabalhar e celebrar.
            No sentido teológico, a celebração é uma atualização da Historia da Salvação. A vida divina não é só   recordada, ela se faz presente, comunica-se e é eficaz. Seu conjunto de ritos não é  imitação mágica do oficio divino, mas verdadeira Palavra divina que se torna atual e se faz sacramento.  Assim
Antecipamos num rito a plena posse do Reino de Deus e expressamos o Mistério da Igreja.
              Na liturgia a celebração é a manifestação visível da salvação da Igreja. Celebra-se na presença de Cristo, a vida ligada profundamente no Mistério Pascal do Senhor. Por isso a celebração é o momento culminante da vida, bem como, o momento fonte da mística cristã, a fonte permanente de água pura, que nos da força na caminhada.
               A celebração pressupõe uma atividade programada para formar comunidade e para evangelizar. Deus fala a comunidade através da proclamação da palavra e a ação de sua presença. A celebração  expressa:
       - ritos introdutório e despedida: são ações para formar a comunidade cristã, e expressam a Igreja como     convocação e missão.
       - liturgia da Palavra: ritualiza as ações de evangelização profética.
       - liturgia sacramental: exprime todo o Mistério da Igreja como sacramento de Cristo.
             A celebração realiza-se em torno de quatro pólos, momentos sucessivos e componentes da ação ritual:
       - convocação e reunião dos fieis em torno do Ressuscitado (assembléia).
       - dialogo salvífico centrado na proclamação da Palavra de Deus e na resposta da assembléia.  
 - sinais com que a Aliança se renova e sela, tornando presentes os momentos cruciais da historia da
          salvação para nós.
 - dimensão do testemunho, missão e serviço que tem a dissolução da assembléia.
             A celebração acontece através de sinais, gestos e símbolos que expressam a fé da Igreja, pois vivemos    aquilo que cremos e celebramos.  Assim ela se desenrola em três dimensões: a ritual, a do mistério e a existencial.
Rito é um conjunto de gestos e ações simbólicas. Repete-se muitas vezes ao longo da vida.O Rito ajuda as pessoas e as comunidades a compreenderem e aprofundarem o sentido da vida dentro de suas reais circunstâncias como pessoas humanas. O Rito tem normas, isto é, deve ser feito sempre do mesmo jeito, senão não é rito. Portanto a ação litúrgica é uma ação ritual. Para que uma celebração seja, de fato, uma ação ritual viva e participativa, precisa-se observar:
- ritmo – na liturgia existe: ritos maiores e ritos menores.
- duração – bom senso na duração de cada parte da celebração.
- contrastes – fala/silencio, de pé/sentados, conto e oração, voz alta/voz baixa.
- unidade – a ação ritual agrada quando a assembléia percebe que uma coisa puxa outra, sem interrupções.
- celebrar com estilo – o rito precisa ser integrado no estilo, no jeito pessoal e comunitário de celebrar e de viver a relação com Deus e com os irmãos. É fazer a ação simbólica com espírito.
             A liturgia como serviço e ação celebrativa deveria ser preparada com gosto e executada com calma, harmonia e expressividade. Deveria favorecer o encontro entre pessoas, de irmão numa relação entre Deus e as pessoas reunidas em assembléia, fazer a ligação entre fé e vida e o mistério de Jesus Cristo celebrado , ser a comunicação e a participação no mistério celebrado que leva a missão, ou seja a vivencia no dia a dia da realidade celebrada.
                                     


                                 

FORMAÇÃO LITURGICA

                                                    1º Encontro


1-     O que é Liturgia?
        A palavra liturgia é de origem grego e significa serviço para o povo. No sentido religioso a palavra liturgia refere-se ao culto de reconhecimento e agradecimento prestado a Deus. Portanto liturgia é uma ação, um fazer ( “Fazei isto em memória de mim.”). é uma ação comunitária que envolve ritos, ritmos, palavras e gestos, orações e canto, símbolos e expressões corporais que revelam a fé das pessoas presentes e torna presente o mistério celebrado.

          A liturgia é ação de Deus e de seu povo convocado pela Palavra e reunido em nome de Jesus Cristo sob a ação do Espírito Santo. É uma ação comunitária que reúne pessoas animadas pela mesma fé. O primeiro elemento da liturgia é formar a assembléia, tomar parte na assembléia, que significa assumir a comunidade como sacramento do Senhor.

        A liturgia é o momento culminante da vida cristã, pelo qual, como irmãos unidos na mesma  fé nos encontramos com Deus e lhe rendemos graças por todas as suas maravilhas. Também é fonte onde buscamos o alimento e a força que nos renova.

         A celebração litúrgica deve ser a prioridade em nossas comunidades. O empenho e a organização devem buscar o aperfeiçoamento, com uma preparação esmerada e antecipada das celebrações.

2-     O que celebramos na liturgia?
       Celebramos o mistério de nossa fé, que é o mistério da morte e ressurreição de Jesus – o mistério pascal. “Façam isto em memória de mim.” Em seguida o ministro anuncia o que temos de mais sagrado: “Eis o mistério da fé.”  A nossa fé esta alicerçada na resposta que damos “Anunciamos Senhor a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde Senhor Jesus!” Celebramos por causa de nossa fé, e a  na nossa fé reside  a nossa identidade cristã, nossa missão.

        Mas a celebração não é apenas uma recordação, uma lembrança, mas uma participação de fato no rito celebrado. Pela ação ritual acontece para nós, a Páscoa de Jesus, no contexto da nova aliança. ”Todas as vezes que comeis deste pão e bebeis deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.” Portanto é uma atualização. O passado é trazido para o presente, hoje na celebração litúrgica. A memória abrange passado, presente e futuro..

         O memorial só tem sentido no contexto da aliança com o Senhor. Por amor, gratuidade, compaixão que Jesus nos propõe a aliança. Portanto todas as celebrações comemoram, tornam presente e nos faz participar da vida, morte, ressurreição e vitória de Jesus Cristo, sinal Maximo do amor de Deus para com seu povo pela ação do Espírito Santo.

         A liturgia nos convida a levar a sério o mistério A liturgia é o momento culminante da vida cristã, pelo qual, como irmãos unidos na mesma  fé nos encontramos com Deus e lhe rendemos graças por todas as suas maravilhas. Também é fonte onde buscamos o alimento e a força que nos renova, E de sermos conduzidos continuamente por Deus. Respeitar o altar, o lugar sagrado, onde se celebra é fundamental. Cuidar para não vir com roupas inadequadas e manter atitude de respeito e silencio. Agir  sempre com discrição.

Ler:  Hb 10, 1-25.
        Eclo 35, 1-10.