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O final do ano se aproxima e com ele o tempo do Natal, com sua preparação e expectativa, próprias do Advento. Este tempo litúrgico apresenta dupla característica: a preparação para as solenidades do Natal - em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens - e a expectativa da segunda vinda do Cristo, no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como de “piedosa e alegre expectativa” (Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, n.39). Assim a Igreja celebra seu estado de peregrina, de quem está ainda a caminho e, portanto, identifica-se como comunidade de esperança. De um lado, já vive a realidade da presença de Deus, mas como que num espelho, enquanto aguarda o dia em que verá o Senhor face a face (ICor 13,12). A Igreja vive esta espera na vigilância e na alegria. Por isso ela reza: “Maranathá: Vem, Senhor Jesus!” (Apc 22, 17-20). É certamente um tempo litúrgico de características marianas, em que os fiéis procuram olhar para o amor inefável com que a Virgem Mãe esperou seu Filho Jesus. Encontrarão nela o modelo de preparação para irem com fé e esperança ao encontro do Salvador que vem, ‘bem vigilantes na oração’. Os Santos Padres gostavam de lembrar que Maria, antes que tivesse concebido Jesus no ventre, já o concebera na mente, no espírito, no coração, na fé, no amor, na vida (“Prius quam ventre in mente Maria concepit”). Afirma o papa Paulo VI que a Liturgia do Advento “apresenta um equilíbrio cultual muito acertado, que bem pode ser tomado como norma a fim de impedir quaisquer tendências para separar, como algumas vezes sucedeu em certas formas de piedade popular, o culto da Virgem Maria do seu necessário ponto de referência: Cristo” (Marialis Cultus, n. 4).Caros diocesanos. Neste ano das vocações, com o lema natalino: “Você também é chamado a acolher o Salvador”, nós estamos convidando todos os vocacionados: leigos, consagrados e ordenados a prepararem-se bem para que o Senhor da Vida possa fazer sua habitação entre nós, neste Natal. Ele é o Emanuel – Deus conosco – que veio ser um de nós para possibilitar-nos a comunhão com a vida divina. A celebração do Natal, como reza a liturgia, é “troca de dons entre o céu e a terra”. A partir deste encontro com Jesus Cristo entraremos no caminho que conduz à santidade, no qual nos sentiremos chamados para o serviço comunitário, em suas múltiplas formas, onde a santificação se concretiza na vivência do mandamento do amor.Mesmo rodeados por tradições natalinas, muitas vezes pouco ou nada cristãs, preparemos e vivamos o verdadeiro Natal, aquele em que o Senhor Jesus bate à porta, pedindo para nascer, para fazer parte de nossa vida, de nossa família, de nossa comunidade, da sociedade em que vivemos. Torne-se Ele nosso hóspede, a razão de nosso viver e de nos colocarmos todos em missão evangelizadora, tema do ano pastoral de 2013,em nossa Terra Santa. Que o exemplo de Maria e de José, vocacionados à santidade através do serviço ao Reino, em seu tempo e sua realidade, nos contagie e anime no hoje de nossa história.
Cada um de nós, em particular, cada família, cada comunidade, cada movimento, cada grupo eclesial encontre sua forma de preparação para o santo Natal. Uns a realizarão numa assídua participação litúrgica, outros, nos encontros de família ou de comunidade, através dos Cadernos diocesanos, outros ainda o farão na sua escola, no seu ambiente de trabalho, de estudo, de comunicação... Enfim, o Senhor vem ao encontro de todas as pessoas e de todos os ambientes; basta querer sua presença e acolhê-lo como hóspede.
O final do ano se aproxima e com ele o tempo do Natal, com sua preparação e expectativa, próprias do Advento. Este tempo litúrgico apresenta dupla característica: a preparação para as solenidades do Natal - em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens - e a expectativa da segunda vinda do Cristo, no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como de “piedosa e alegre expectativa” (Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário, n.39). Assim a Igreja celebra seu estado de peregrina, de quem está ainda a caminho e, portanto, identifica-se como comunidade de esperança. De um lado, já vive a realidade da presença de Deus, mas como que num espelho, enquanto aguarda o dia em que verá o Senhor face a face (ICor 13,12). A Igreja vive esta espera na vigilância e na alegria. Por isso ela reza: “Maranathá: Vem, Senhor Jesus!” (Apc 22, 17-20). É certamente um tempo litúrgico de características marianas, em que os fiéis procuram olhar para o amor inefável com que a Virgem Mãe esperou seu Filho Jesus. Encontrarão nela o modelo de preparação para irem com fé e esperança ao encontro do Salvador que vem, ‘bem vigilantes na oração’. Os Santos Padres gostavam de lembrar que Maria, antes que tivesse concebido Jesus no ventre, já o concebera na mente, no espírito, no coração, na fé, no amor, na vida (“Prius quam ventre in mente Maria concepit”). Afirma o papa Paulo VI que a Liturgia do Advento “apresenta um equilíbrio cultual muito acertado, que bem pode ser tomado como norma a fim de impedir quaisquer tendências para separar, como algumas vezes sucedeu em certas formas de piedade popular, o culto da Virgem Maria do seu necessário ponto de referência: Cristo” (Marialis Cultus, n. 4).Caros diocesanos. Neste ano das vocações, com o lema natalino: “Você também é chamado a acolher o Salvador”, nós estamos convidando todos os vocacionados: leigos, consagrados e ordenados a prepararem-se bem para que o Senhor da Vida possa fazer sua habitação entre nós, neste Natal. Ele é o Emanuel – Deus conosco – que veio ser um de nós para possibilitar-nos a comunhão com a vida divina. A celebração do Natal, como reza a liturgia, é “troca de dons entre o céu e a terra”. A partir deste encontro com Jesus Cristo entraremos no caminho que conduz à santidade, no qual nos sentiremos chamados para o serviço comunitário, em suas múltiplas formas, onde a santificação se concretiza na vivência do mandamento do amor.Mesmo rodeados por tradições natalinas, muitas vezes pouco ou nada cristãs, preparemos e vivamos o verdadeiro Natal, aquele em que o Senhor Jesus bate à porta, pedindo para nascer, para fazer parte de nossa vida, de nossa família, de nossa comunidade, da sociedade em que vivemos. Torne-se Ele nosso hóspede, a razão de nosso viver e de nos colocarmos todos em missão evangelizadora, tema do ano pastoral de 2013,
Cada um de nós, em particular, cada família, cada comunidade, cada movimento, cada grupo eclesial encontre sua forma de preparação para o santo Natal. Uns a realizarão numa assídua participação litúrgica, outros, nos encontros de família ou de comunidade, através dos Cadernos diocesanos, outros ainda o farão na sua escola, no seu ambiente de trabalho, de estudo, de comunicação... Enfim, o Senhor vem ao encontro de todas as pessoas e de todos os ambientes; basta querer sua presença e acolhê-lo como hóspede.
Dom Aloísio Dilli
Bispo de Uruguaiana
Bispo de Uruguaiana
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