Meditação da Palavra de Deus - V Domingo do Tempo Comum
Por Frei Patrício Sciadini
ROMA, 08 de Fevereiro de 2013 (Zenit.org) - Este ano o nosso amigo de caminhada de todos os domingos é o evangelista Lucas. Será ele que, com sua simplicidade e amor a Jesus, vai nos acompanhando com o seu Evangelho na descoberta da beleza de Jesus. Lucas não conheceu Jesus. Ele se converteu e, sendo um bom estudioso, pesquisou e teve como testemunha de primeira mão Nossa Senhora. Deve ter falado muitas vezes com ela a ponto de ser chamado o evangelista da infância de Jesus e de Maria.
Fome e sede da Palavra de Deus
Neste capítulo 5, lemos várias narrativas que nos tocam profundamente e nos fazem refletir. Uma multidão sedenta da palavra de Jesus que se aproxima dele para escutá-lo, e Jesus, na sua criatividade, encontra um púlpito todo especial: um barco. Ele se afasta da praia e ensina a todo o povo que tinha ido procurá-lo. Hoje também o povo continua a ter fome e sede da Palavra de Deus. É necessário que cada um de nós se sinta atraído pela pessoa de Jesus e não pela “fama dos pregadores”. É Cristo quem evangeliza, quem comunica o essencial da sua missão para toda a humanidade, e isto Ele faz em todos os lugares e com todos os meios. Não é suficiente o simples anúncio, é preciso avançar para águas mais profundas da vida, do mistério, do amor, por isso Jesus desafia a mesma incredulidade de Pedro e diz para ele e seus companheiros: “Avancem para águas mais profundas!”
Acreditar na palavra de Jesus
O Papa João Paulo II fez deste texto do Evangelho o lema dos últimos anos do seu pontificado. Apresentou para nós o terceiro milênio como um imenso oceano no qual a Igreja deve saber navegar. Ela não pode permanecer à beira, na praia, é preciso ir além, rumo, quem sabe, ao desconhecido. O mesmo Pedro, diante da proposta de Jesus, sente-se impotente, frágil, temeroso, inseguro. Ele entende de pesca, sabe que de dia não é possível pescar, e que esteve trabalhando a noite toda sem conseguir nada. O desabafo de Pedro é também o nosso desabafo: “Simão disse: ‘Mestre, estivemos trabalhando a noite toda e nada pescamos, mas sob tua palavra lançarei as redes’. Lançadas as redes, apanharam grande quantidade de peixes, tanto que as redes se rompiam.” Diante dos nossos medos devemos ter a coragem de Pedro de sermos humildes e de acreditar na palavra de Jesus. Somente aqueles que creem tocam com a mão a grandeza de Deus, que mostra toda sua bondade. Os apóstolos que durante a noite - período favorável para a pesca - não tinham pegado nada, no tempo que achavam ser desfavorável, pescam uma grande multidão de peixes até as redes ameaçarem se romper. Que quer dizer isso? Que os projetos de Deus não são os nossos, que Ele é o Senhor da história. É suficiente nos deixar conduzir pelo Senhor e toda a nossa vida será diferente. Pedro confessa a sua incredulidade, os seus medos, o seu ser pecador. Na lógica de Deus, nada se pode fazer se somos movidos pelo orgulho, pela autoprojeção, pelos projetos humanos. É só construir nossa base no alicerce da confiança e do abandono nas mãos de Deus.
“Não tenhas medo”
Fome e sede da Palavra de Deus
Neste capítulo 5, lemos várias narrativas que nos tocam profundamente e nos fazem refletir. Uma multidão sedenta da palavra de Jesus que se aproxima dele para escutá-lo, e Jesus, na sua criatividade, encontra um púlpito todo especial: um barco. Ele se afasta da praia e ensina a todo o povo que tinha ido procurá-lo. Hoje também o povo continua a ter fome e sede da Palavra de Deus. É necessário que cada um de nós se sinta atraído pela pessoa de Jesus e não pela “fama dos pregadores”. É Cristo quem evangeliza, quem comunica o essencial da sua missão para toda a humanidade, e isto Ele faz em todos os lugares e com todos os meios. Não é suficiente o simples anúncio, é preciso avançar para águas mais profundas da vida, do mistério, do amor, por isso Jesus desafia a mesma incredulidade de Pedro e diz para ele e seus companheiros: “Avancem para águas mais profundas!”
Acreditar na palavra de Jesus
O Papa João Paulo II fez deste texto do Evangelho o lema dos últimos anos do seu pontificado. Apresentou para nós o terceiro milênio como um imenso oceano no qual a Igreja deve saber navegar. Ela não pode permanecer à beira, na praia, é preciso ir além, rumo, quem sabe, ao desconhecido. O mesmo Pedro, diante da proposta de Jesus, sente-se impotente, frágil, temeroso, inseguro. Ele entende de pesca, sabe que de dia não é possível pescar, e que esteve trabalhando a noite toda sem conseguir nada. O desabafo de Pedro é também o nosso desabafo: “Simão disse: ‘Mestre, estivemos trabalhando a noite toda e nada pescamos, mas sob tua palavra lançarei as redes’. Lançadas as redes, apanharam grande quantidade de peixes, tanto que as redes se rompiam.” Diante dos nossos medos devemos ter a coragem de Pedro de sermos humildes e de acreditar na palavra de Jesus. Somente aqueles que creem tocam com a mão a grandeza de Deus, que mostra toda sua bondade. Os apóstolos que durante a noite - período favorável para a pesca - não tinham pegado nada, no tempo que achavam ser desfavorável, pescam uma grande multidão de peixes até as redes ameaçarem se romper. Que quer dizer isso? Que os projetos de Deus não são os nossos, que Ele é o Senhor da história. É suficiente nos deixar conduzir pelo Senhor e toda a nossa vida será diferente. Pedro confessa a sua incredulidade, os seus medos, o seu ser pecador. Na lógica de Deus, nada se pode fazer se somos movidos pelo orgulho, pela autoprojeção, pelos projetos humanos. É só construir nossa base no alicerce da confiança e do abandono nas mãos de Deus.
“Não tenhas medo”

Nenhum comentário:
Postar um comentário