Caros diocesanos.
Vivemos profundas mudanças na história da humanidade; estas são rápidas e envolvem a todos nós, atingindo os diversos âmbitos da nossa vida, também o religioso. Por isso não falamos em época de mudanças, mas em Mudança de Época.
A mudança de época que nos envolve se caracteriza por uma séria ruptura entre Fé e Cultura, colocando em crise, de certa forma, a cultura cristã, vigente desde os primeiros séculos, quando o cristianismo se inculturou no mundo greco-romano e foi se desenvolvendo através dos séculos, chegando também ao Brasil com os chamados descobridores, já em 1500. Podemos indicar alguns sinais concretos dessa ruptura em nosso tempo: redução numérica de cristãos católicos (Em1970, a % de católicos no RS era 91,1. Em 2010, passou para 64,6 - ZH, 30/06/2012, p. 29); secularização; ameaças à vida, em diversas formas; uso inadequado do Nome de Jesus, retirada de crucifixos e de frases cristãs em lugares públicos (cédulas), etc.. Esta realidade cultural emergente não se solucionará simplesmente com reações apologéticas, mas exigirá de nós cristãos uma nova postura no processo de evangelização missionária. Em tempos idos havia clareza e unidade na identificação cristã, tendo como conseqüência uma moral individual e social definida; a transmissão da fé e dos valores cristãos (sacramentos) fazia parte normal do desenvolvimento da vida (DG 39). Com a ruptura entre Fé e Cultura não se pode mais supor (herança): é necessária a pastoral do Anúncio, em vista dum encontro com a Pessoa de Jesus Cristo (DAp 12, 41 e 549 e Porta Fidei 2 e 10), que, por sua vez, pretende levar à profissão e vivência da Fé.
Assim percebemos que os meios utilizados em outros tempos para anunciar Jesus Cristo, já não dão mais resultados satisfatórios. As instituições, como a família e outras, não conseguem mais cumprir sua missão de introduzir seus membros na fé cristã. “A mudança de época exige que o anúncio de Jesus Cristo não seja mais pressuposto, porém explicitado continuamente. O estado permanente de missão só é possível a partir de uma efetiva iniciação à vida cristã... que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo”. Esse é um dos sentidos mais urgentes do termo missão, em nossos dias: ajudar as pessoas a conhecer Jesus Cristo e encontrar-se com Ele; fascinar-se por Ele e segui-Lo (DG 39-40). A Iniciação à Vida Cristã, portanto, não pode acontecer apenas uma vez na vida, ou seja, na preparação aos sacramentos, mas ela é necessária tantas vezes quantas a vida o exigir em sua dinamicidade e diferentes situações. As atuais Diretrizes Gerais da CNBB afirmam com insistência: “Nossas comunidades precisam ser comunidades diuturnamente mistagógicas, preparadas para permitir que o encontro com Jesus Cristo se faça e se refaça permanentemente” (DG 41). Este estado permanente de missão terá conseqüências para os discípulos missionários: acolhida, diálogo, partilha, familiaridade com a Palavra de Deus e a vida da comunidade. Serão necessárias igualmente estruturas adequadas: grupos de estilo catecumenal (mistagógico) em lugares e horários adequados, devidamente preparados para essa missão. Surgirá novo perfil de agente evangelizador nas comunidades eclesiais (DG 42). Vivemos, portanto, tempos novos que exigem posturas criativas, com novo ardor, novos métodos e novas expressões, como afirmava João Paulo II. Que o Espírito Santo nos anime e acompanhe nesta missão evangelizadora.
Vivemos profundas mudanças na história da humanidade; estas são rápidas e envolvem a todos nós, atingindo os diversos âmbitos da nossa vida, também o religioso. Por isso não falamos em época de mudanças, mas em Mudança de Época.
A mudança de época que nos envolve se caracteriza por uma séria ruptura entre Fé e Cultura, colocando em crise, de certa forma, a cultura cristã, vigente desde os primeiros séculos, quando o cristianismo se inculturou no mundo greco-romano e foi se desenvolvendo através dos séculos, chegando também ao Brasil com os chamados descobridores, já em 1500. Podemos indicar alguns sinais concretos dessa ruptura em nosso tempo: redução numérica de cristãos católicos (Em
Assim percebemos que os meios utilizados em outros tempos para anunciar Jesus Cristo, já não dão mais resultados satisfatórios. As instituições, como a família e outras, não conseguem mais cumprir sua missão de introduzir seus membros na fé cristã. “A mudança de época exige que o anúncio de Jesus Cristo não seja mais pressuposto, porém explicitado continuamente. O estado permanente de missão só é possível a partir de uma efetiva iniciação à vida cristã... que conduza a um encontro pessoal, cada vez maior com Jesus Cristo”. Esse é um dos sentidos mais urgentes do termo missão, em nossos dias: ajudar as pessoas a conhecer Jesus Cristo e encontrar-se com Ele; fascinar-se por Ele e segui-Lo (DG 39-40). A Iniciação à Vida Cristã, portanto, não pode acontecer apenas uma vez na vida, ou seja, na preparação aos sacramentos, mas ela é necessária tantas vezes quantas a vida o exigir em sua dinamicidade e diferentes situações. As atuais Diretrizes Gerais da CNBB afirmam com insistência: “Nossas comunidades precisam ser comunidades diuturnamente mistagógicas, preparadas para permitir que o encontro com Jesus Cristo se faça e se refaça permanentemente” (DG 41). Este estado permanente de missão terá conseqüências para os discípulos missionários: acolhida, diálogo, partilha, familiaridade com a Palavra de Deus e a vida da comunidade. Serão necessárias igualmente estruturas adequadas: grupos de estilo catecumenal (mistagógico) em lugares e horários adequados, devidamente preparados para essa missão. Surgirá novo perfil de agente evangelizador nas comunidades eclesiais (DG 42).
Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana
Bispo de Uruguaiana
Nenhum comentário:
Postar um comentário