quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

2º Encontro de Formação Litúrgica

                                    O que é celebrar?
           Celebrar é o mesmo que comemorar, encontrar-se, lembrar com especial atenção pessoas, fatos e   realidades importantes da vida. Exprime e revela sentimentos e a adesão das pessoas ao acontecimento.  Celebrar é uma exigência da vida. A pessoa se desenvolve no equilíbrio entre trabalhar e celebrar.
            No sentido teológico, a celebração é uma atualização da Historia da Salvação. A vida divina não é só   recordada, ela se faz presente, comunica-se e é eficaz. Seu conjunto de ritos não é  imitação mágica do oficio divino, mas verdadeira Palavra divina que se torna atual e se faz sacramento.  Assim
Antecipamos num rito a plena posse do Reino de Deus e expressamos o Mistério da Igreja.
              Na liturgia a celebração é a manifestação visível da salvação da Igreja. Celebra-se na presença de Cristo, a vida ligada profundamente no Mistério Pascal do Senhor. Por isso a celebração é o momento culminante da vida, bem como, o momento fonte da mística cristã, a fonte permanente de água pura, que nos da força na caminhada.
               A celebração pressupõe uma atividade programada para formar comunidade e para evangelizar. Deus fala a comunidade através da proclamação da palavra e a ação de sua presença. A celebração  expressa:
       - ritos introdutório e despedida: são ações para formar a comunidade cristã, e expressam a Igreja como     convocação e missão.
       - liturgia da Palavra: ritualiza as ações de evangelização profética.
       - liturgia sacramental: exprime todo o Mistério da Igreja como sacramento de Cristo.
             A celebração realiza-se em torno de quatro pólos, momentos sucessivos e componentes da ação ritual:
       - convocação e reunião dos fieis em torno do Ressuscitado (assembléia).
       - dialogo salvífico centrado na proclamação da Palavra de Deus e na resposta da assembléia.  
 - sinais com que a Aliança se renova e sela, tornando presentes os momentos cruciais da historia da
          salvação para nós.
 - dimensão do testemunho, missão e serviço que tem a dissolução da assembléia.
             A celebração acontece através de sinais, gestos e símbolos que expressam a fé da Igreja, pois vivemos    aquilo que cremos e celebramos.  Assim ela se desenrola em três dimensões: a ritual, a do mistério e a existencial.
Rito é um conjunto de gestos e ações simbólicas. Repete-se muitas vezes ao longo da vida.O Rito ajuda as pessoas e as comunidades a compreenderem e aprofundarem o sentido da vida dentro de suas reais circunstâncias como pessoas humanas. O Rito tem normas, isto é, deve ser feito sempre do mesmo jeito, senão não é rito. Portanto a ação litúrgica é uma ação ritual. Para que uma celebração seja, de fato, uma ação ritual viva e participativa, precisa-se observar:
- ritmo – na liturgia existe: ritos maiores e ritos menores.
- duração – bom senso na duração de cada parte da celebração.
- contrastes – fala/silencio, de pé/sentados, conto e oração, voz alta/voz baixa.
- unidade – a ação ritual agrada quando a assembléia percebe que uma coisa puxa outra, sem interrupções.
- celebrar com estilo – o rito precisa ser integrado no estilo, no jeito pessoal e comunitário de celebrar e de viver a relação com Deus e com os irmãos. É fazer a ação simbólica com espírito.
             A liturgia como serviço e ação celebrativa deveria ser preparada com gosto e executada com calma, harmonia e expressividade. Deveria favorecer o encontro entre pessoas, de irmão numa relação entre Deus e as pessoas reunidas em assembléia, fazer a ligação entre fé e vida e o mistério de Jesus Cristo celebrado , ser a comunicação e a participação no mistério celebrado que leva a missão, ou seja a vivencia no dia a dia da realidade celebrada.
                                     


                                 

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