Caros diocesanos.
Junto à Pastoral Familiar, merece atenção e acompanhamento a situação de muitos casais que vivem uma segunda união. Em 24 de junho passado, na cidade de Alegrete, realizou-se o primeiro encontro de casais nesse estado de vida. O evento reuniu 24 casais. O encontro de reflexão, voltado para casais cujos parceiros – ambos ou apenas um deles – já tiveram união matrimonial anterior desfeita, se caracterizou por orientações claras em relação à participação de fiéis nessa situação na caminhada da Igreja. Essa experiência é expressão da solicitude e da acolhida da Igreja para com esses casais em segunda união.
Na passagem de maio/junho desse ano, realizou-se em Milão, na Itália, o VIII Encontro Mundial das Famílias. Na ocasião o Santo Padre dialogou com famílias de várias partes do mundo. Um casal brasileiro dirigiu-lhe a seguinte pergunta: “Santidade,em nosso Brasil , como, aliás, no resto do mundo, continuam a aumentar os fracassos no matrimônio. Encontramos muitas famílias, notando nos conflitos de casal uma dificuldade mais acentuada de perdoar e de aceitar o perdão, mas em vários casos constatamos o desejo e a vontade de construir uma nova união, algo duradouro, mesmo para os filhos que nascem da nova união. Alguns destes casais recasados teriam vontade de se aproximar da Igreja, mas, quando lhes são negados os Sacramentos, sua decepção é grande. Sentem-se excluídos, marcados por um juízo sem apelo. Estas grandes penas magoam profundamente aqueles que nelas estão envolvidos; são feridas também nossas e da humanidade inteira. Santo Padre, nós sabemos que a Igreja leva no seu coração estas situações e estas pessoas. Que palavras e sinais de esperança podemos lhes dar?” Bento XVI respondeu com solicitude: “Queridos amigos, obrigado pelo seu trabalho em favor das famílias, sem dúvida, muito necessário. Obrigado por tudo o que fazem para ajudar estas pessoas que sofrem. Na verdade, este problema dos divorciados recasados é um dos grandes sofrimentos da Igreja atual. E não temos receitas simples. O sofrimento é grande, podendo apenas animar as paróquias e as pessoas a ajudá-las a suportarem o sofrimento do divórcio. Digo que é muito importante, naturalmente, a prevenção, isto é, aprofundar desde o início o namoro e o noivado numa decisão profunda e amadurecida. Além disso, o acompanhamento durante o matrimônio, de modo que as famílias nunca se sintam sozinhas, mas sejam realmente acompanhadas no seu caminho. Depois, quanto a estas pessoas, devemos dizer que a Igreja as ama, mas elas devem ver e sentir este amor. Considero grande tarefa duma paróquia, fazer todo o possível para que elas sintam que são amadas, acolhidas, que não estão ‘fora’, apesar de não poderem receber a absolvição nem a comunhão: devem ver que mesmo assim vivem plenamente na Igreja. Mesmo se não é possível a absolvição na Confissão, não deixa de ser importante um contato permanente com o sacerdote, com um diretor espiritual, para que possam ver que são acompanhadas e guiadas. Além disso, é muito importante também que sintam que a Eucaristia é verdadeira e participam nela se realmente entram em comunhão com o Corpo de Cristo. Mesmo sem a recepção ‘corporal’ do Sacramento, podemos estar, espiritualmente, unidos a Cristo no seu Corpo. É importante fazer compreender isto. Oxalá encontrem a possibilidade real de viver uma vida de fé, com a Palavra de Deus, com a comunhão da Igreja, e possam ver que o seu sofrimento é um dom para a Igreja...”. Portanto, os casais que vivem em segunda união também são convidados a participar na vida da Igreja e há uma pastoral específica para sua realidade. Procurem orientações em suas comunidades paroquiais.
Junto à Pastoral Familiar, merece atenção e acompanhamento a situação de muitos casais que vivem uma segunda união. Em 24 de junho passado, na cidade de Alegrete, realizou-se o primeiro encontro de casais nesse estado de vida. O evento reuniu 24 casais. O encontro de reflexão, voltado para casais cujos parceiros – ambos ou apenas um deles – já tiveram união matrimonial anterior desfeita, se caracterizou por orientações claras em relação à participação de fiéis nessa situação na caminhada da Igreja. Essa experiência é expressão da solicitude e da acolhida da Igreja para com esses casais em segunda união.
Na passagem de maio/junho desse ano, realizou-se em Milão, na Itália, o VIII Encontro Mundial das Famílias. Na ocasião o Santo Padre dialogou com famílias de várias partes do mundo. Um casal brasileiro dirigiu-lhe a seguinte pergunta: “Santidade,
Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana
)
Bispo de Uruguaiana
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