A CRUZ PEREGRINA
Caros diocesanos.
A jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013 no Rio de Janeiro, continua seu intenso movimento preparatório, sempre em busca do principal objetivo: evangelizar a juventude. Esta fase anterior ao evento do Rio é motivada, sobretudo, pela presença do símbolo da Cruz, acompanhada pelo ícone de Nossa Senhora, que estão para chegar em nossa Diocese de Uruguaiana. Na mensagem anterior falamos sobre o surgimento desses símbolos. Lembramos o gesto profético, quando o Papa João Paulo II disse aos jovens, ao entregar a eles a Cruz: “Confio-vos o símbolo deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levai-a pelo mundo afora como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciai a todos que só na morte e ressurreição de Cristo é que poderemos encontrar salvação e redenção”. Esta cruz, a partir de 1984, está percorrendo o mundo e por isso é chamada Cruz Peregrina, Cruz dos Jovens ou ainda Cruz das jornadas Mundiais da Juventude. Em 2003, o Beato João Paulo II entregou o outro símbolo aos jovens: o Ícone de Nossa Senhora.Caros Jovens, caros diocesanos. Enquanto esperamos pela chegada dos símbolos da JMJ, reflitamos sobre o sentido histórico, bíblico e teológico da Cruz. De origem oriental, a cruz era considerada como instrumento de castigo, de tortura e morte. No ocidente foi adotada pelos romanos, que a usaram com freqüência como punição cruel para escravos e pessoas consideradas por eles de pior qualidade, sobretudo, agitadores e perturbadores da ordem pública. Jesus havia anunciado várias vezes aos discípulos sua morte na cruz e sua ressurreição. No evangelho de S. João Jesus fala da hora em que vai realizar plenamente a entrega de sua vida pela salvação do mundo. Portanto, a Cruz de Jesus foi o momento culminante de sua vida, expressão máxima de seu amor. Ela foi conseqüência das suas opções de fidelidade e coerência, até o fim, na missão que o Pai lhe dera ou às Obras de Deus. Que obras eram essas e que o levaram à condenação? Eram seus gestos e atitudes em favor dos sofredores, dos pequenos, dos marginalizados; acolhia os pecadores e lhes manifestava sua misericórdia. Jesus denunciava também os desmandos daqueles que, dominados pelo egoísmo, fecharam seu coração aos que sofriam. Jesus olhava a dignidade das pessoas, independente da raça, religião, condição social. Portanto, a causa da morte de Jesus na cruz não foi resultado de uma fatalidade, de um destino ou desgraça, mas sua fidelidade à vontade do Deus da misericórdia. Isso fez com que Ele caminhasse com firme decisão para Jerusalém (Lc 9, 51), onde sabia que o esperavam a condenação e a morte, mas igualmente a redenção da humanidade: “Eu vim para que tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10). Assim, na cruz manifestou-se o amor gratuito e misericordioso de Deus, que anulou a dívida da humanidade para consigo (Cl 2, 14) aos que crerem no seu mistério salvador. Mesmo que grupos minoritários a querem ver longe, até das paredes, a Cruz de Jesus Cristo é nosso sinal maior que nos identifica como cristãos e que recorda a salvação que Jesus nos mereceu com sua morte e ressurreição. Todo esse sentido salvador nós queremos expressar através da acolhida calorosa e cheia de fé desse símbolo da Cruz Peregrina, acompanhada do Ícone de Nossa Senhora, que de Roma vem percorrendo o mundo. Deixemo-nos tocar pela Cruz redentora e vivamos o amor que nela foi ensinado por Jesus Cristo e seguido por Maria, nossa Mãe.Caros jovens, caros diocesanos, a Cruz da Jornada Mundial da Juventude e o Ícone de Nossa Senhora estão chegando à nossa Terra Santa, nos dias 15 desse mês (em Alegrete), 16 (em Uruguaiana e Itaqui) e 17 (em São Borja)! Não percamos a oportunidade de sermos tocados por estes símbolos de nossa fé cristã!
Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana
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