quarta-feira, 16 de maio de 2012

UMA COMUNIDADE VIVA

            Todos nós de certa forma estamos envolvidos em uma comunidade. Sabemos que a comunidade cresce na mesma medida da nossa participação e compromisso.

             Se olharmos a realidade do mundo que nos cerca, veremos o consumismo dominante que vivemos, a luta desenfreada por sucesso onde só vale quem tem   dinheiro, as pessoas são medidas por sua conta bancaria, onde a vida não tem valor, a violência esta em todo o lugar.

              Vivemos num mundo onde as pessoas desconfiam das outras, onde o amor foi banalizado e como conseqüência a família está desestruturada. Um mundo com desigualdade social muito grave, com grande parcela da população sem ter onde morar, o que vestir, e  comendo restos do lixo. Lavamos as mãos, dizemos que o problema é do governo. Será?

               Somos cristãos, seguidores de Jesus Cristo, e convivemos tranqüilamente com essa realidade cruel.

              Jesus sempre foi muito sensível diante das necessidades humanas. Ele tem compaixão, ele compartilha da dor do povo com fome, do povo excluído, do povo oprimido. Vai além da fome física, quer saciar a fome da fé, da esperança, do amor, da paz e da justiça.

              Se pensarmos na cena da multiplicação dos pães, veremos que a partilha foi fundamental para aliviar a fome de tantos que ali estavam. Mostra que quando há partilha há o suficiente para todos saciar sua fome e ainda sobra. Já ai Jesus da mostras da vivencia comunitária, e hoje ante as dificuldades do povo, precisamos nos comprometer, estar atentos às necessidades da comunidade, sem paternalismo, mas com atitudes de ações solidárias.

               As primeiras comunidades cristãs,  são um bom exemplo de convivência, pois viviam do jeito que Jesus ensinara aos apóstolos, e eles se mantinham fieis na transmissão dos ensinamentos aos outros. Eram alegres e felizes na vivencia comunitária, pois eram perseverantes na escuta da Palavra, no testemunho, na oração e na partilha e isso fazia com que mais pessoas quisessem conhecer o Evangelho de Jesus. Mais pessoas queriam viver esse novo jeito cristão, um modo de viver que irradiava felicidade. Assim as comunidades cresciam e multiplicavam-se. 

             Os primeiros cristãos eram de fato convertidos, pois mudavam radicalmente de vida, tinham a pessoa humana como prioridade, deixavam o materialismo de lado e buscavam os bens espirituais. Entre eles não havia quem passasse necessidade, pois partilhavam os bens materiais, e assim não havia diferenças entre eles, não havia nem pobres e nem rico, eram todos iguais.

              Hoje precisamos  imitar  aquelas primeiras comunidades cristãs para sermos de fato uma comunidade viva.

Maria Ronety Canibal


 


 

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