quarta-feira, 18 de abril de 2012

VOCAÇÃO E COMUNIDADE

23º Encontro Diocesano de Comunidades












Tema: VOCAÇÃO E COMUNIDADE
Lema: ”NA COMUNIDADE, VOCÊ TAMBÉM É CHAMADO!”
Assessoria: Aodomar Wandscher, Jonison Mallmann e Dom Aloísio Dilli
Coordenação: Maria Ronety Canibal
Local: Paróquia São Patrício – ITAQUI
Participantes: 341 Agentes de Comunidades, representando 09 Paróquias (Sant’Ana, Sagrado Coração de Jesus, Nossa Senhora do Carmo, Imaculada Conceição, São João Batista – URU, São Miguel Arcanjo, São José, São Francisco de Borja e São Patrício).

RELATÓRIO

1. A ABERTURA do 23º Encontro Diocesano de Comunidades aconteceu na missa da comunidade local, na Matriz de São Patrício, presidida por Dom Aloísio Dilli e concelebrada pelos padres Diniz Lavarda, Walter Abib, Venildo dos Santos e Flavio Soares. Marcou presença Pe. Silvano Mello, à tarde.

2. O TEMA do 23º Encontro Diocesano de Comunidades contou com assessoria dos seminaristas Aodomar Wandscher e Jonison Mallmann (que serão ordenados Diáconos no dia 07 de julho deste ano, na Paróquia São João Batista, de Quaraí). Abaixo, o esquema da reflexão:

1) INTRODUÇÃO
Situar-nos no contexto diocesano – Ano Pastoral 2012
2) ANÁLISE DA REALIDADE
Individualismo, subjetivismo, relativismo.
Retorno à dimensão comunitária, busca de sentido – JESUS CRISTO.
3) O ENCONTRO COM JESUS CRISTO
O encontro com Cristo modifica nossa forma de ver o mundo.
Texto bíblico: Mc 3,13-19
Jesus nos chama para conviver com ELE e estar em comunhão com nossos irmãos e irmãs. Dele aprendemos a viver em Comunidade...
4) TRINDADE MODELO DE COMUNIDADE
Do seio da Trindade nasce a Comunidade Eclesial.
5) BATISMO FONTE DE TODAS AS VOCAÇÕES
O Batismo nos integra na Comunidade da Igreja e nos capacita para, em Comunidade, participarmos da construção do Reino de Deus.
5) AS VOCAÇÕES
Como caminhos espirituais e apostólicos, as Vocações se manifestam nos Estados de Vida (Leigos, Ordenados, Consagrados/as) e se expressam através de Carismas e Ministérios diferentes, mas todos servem na única Igreja, a serviço do Reino (CHRISTIFIDELES LAICI, 1988, nn. 55-56).
O Concílio Vaticano II, através da Constituição Dogmática Lumen Gentium (LG), nos lembra: Pela regeneração em Cristo, isto é, pelo Batismo, temos em comum a dignidade, a graça de filhos, a vocação à perfeição. Reina entre todos verdadeira igualdade quanto à dignidade e ação comum a todos os fiéis na edificação do Corpo de Cristo, ainda que alguns por vontade de Cristo sejam constituídos mestres, dispensadores dos mistérios e pastores em benefício dos demais (cf. LG 32).
O encontro com o Senhor nos converteu em discípulos e, conseqüentemente, em missionários seus. Esse seguimento cheio de ardor missionário há de tornar-se realidade concreta no estado de vida, na vocação específica de cada um, nos carismas e ministérios exercidos na comunidade cristã.
Vocações Específicas (Estados de Vida)
a. MINISTÉRIO ORDENADO: Exercido por homens que foram chamados por Deus e que, depois de devida preparação, receberam o sacramento da Ordem.
Missão: fazer da sua vida uma incansável doação aos irmãos; um servir constante à Igreja, por causa de Cristo (cf. 2Cor 4,5). Sendo assim, o ministério sacerdotal é uma entrega amorosa da própria vida.
b. VIDA CONSAGRADA: Constituída por mulheres e homens que foram chamados por Deus e que, pela consagração religiosa, através da profissão dos Conselhos Evangélicos (votos: castidade, pobreza e obediência), pertencem plenamente a Deus e colocam-se unicamente a seu serviço na construção do seu Reino. “Ser consagrado significa, pois, ser reservado, tomado pelo Sagrado” (FASSINI, D. Vida Consagrada e formação. Porto Alegre: Evangraf, 2002, p. 31).
A Vida Consagrada pode ser vivida de diferentes formas, sem mudar a substância que é o seguimento radical a Jesus Cristo:
Institutos Seculares: Constituem-se de grupos de homens e/ou mulheres, chamados por Deus a revelarem Jesus Cristo, pela simples presença, em qualquer ambiente do mundo, através de uma plena e completa consagração a Deus.
Os membros dos Institutos Seculares encontram no exercício profissional, o meio de sobrevivência e o espaço de missão e de testemunho.
A pessoa escolhe livremente sua profissão, de acordo com suas habilidades, o discernimento e os desafios do carisma. Os membros dos Institutos residem com suas famílias, sozinhos ou em pequenos grupos de pessoas que partilham ou não a mesma vocação.
Congregações (vida ativa e contemplativa):
Vida ativa: Dedicam-se a atividades apostólicas e missionárias. Citar exemplos na Diocese...
Vida contemplativa: Orientam toda sua vida e atividade para a contemplação de Deus, na solidão e no silêncio, mediante a escuta da Palavra de Deus, a realização do culto divino, a oração... São fonte de graças e de bênçãos em comunhão com a Igreja e para sua constante santificação.
c. OS (AS) LEIGOS (AS): São “todos os cristãos, exceto os membros de ordem sacra e do estado religioso aprovado na Igreja” (LG 31). A missão do leigo nasce com o sacramento do Batismo e é alimentada pelos demais sacramentos, especialmente o da Eucaristia. Os cristãos leigos (casados ou solteiros) devem, por missão, atuar no mundo, sendo “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja (DAp 209). A missão do discípulo missionário não é exercida de forma isolada. Ao contrário, ele a exerce na Igreja, grande COMUNIDADE de todos os discípulos missionários, novo povo de Deus (cf. DGAE 2011-2015, n. 13). Colocando-nos no seguimento de Jesus, somos chamados a formar comunidades enraizadas na co-responsabilidade, onde cada um, a partir de sua realidade e de sua vocação específica, desempenhe um papel ativo em favor do Reino.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
O desafio: Testemunhar o acolhimento do chamado divino assumindo um serviço na comunidade.

3. A DINÂMICA DE ENTROSAMENTO foi dirigida por Nazareth Predebon, com uso de lenços coloridos, propondo o encontro de pessoas e a troca de experiências comunitária, num clima de alegria, concluído com o ”trenzinho da comunidade”.

4. O INSTRUMENTO DE TRABALHO do 23º Encontro Diocesano de Comunidades foi retomado com auxílio do Pe. Flavio Soares, que coordenou a apresentação do relato das reflexões paroquiais e propôs uma síntese dos trabalhos. Abaixo, as reflexões paroquiais:

Como podemos entender a afirmação:
”Sem vida de comunidade, não há como efetivamente viver a proposta cristã, isto é, o Reino de Deus” (DGAE 2011-2015, n. 56)?

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