terça-feira, 10 de abril de 2012

O TEMPO DE PÁSCOA

O TEMPO DE PÁSCOA
          Prezados diocesanos. Novamente, vos desejamos feliz e abençoado Tempo Pascal! Que a morte e ressurreição de Cristo, a certeza de sua presença viva entre nós, traga a paz tão desejada!
          Sempre de novo percebemos que o Tempo Pascal (50 dias de Páscoa) é privilegiado para o encontro com a pessoa de Jesus Cristo, o qual se revela vivo e ressuscitado entre nós, de maneiras diversas, especialmente nas celebrações litúrgicas. Nos Evangelhos desse tempo o Ressuscitado se apresenta como Aquele que faz nascer novamente (Batismo); como Aquele que é o Pão vivo, descido do céu (Eucaristia); como Aquele que é o Bom Pastor, a Porta, a Luz, o Caminho, a Verdade, a Vida, a Videira, o Amor...
          A partir deste encontro com o Senhor, nós queremos destacar, em 2012, nossa decisão vocacional ante seu chamado missionário. O Senhor nos convida a segui-lo e a participar de sua missão de anunciar e fazer acontecer sua Boa Nova. O Tempo Pascal nos desafia a responder com o ato de fé ante a ressurreição do Senhor e a participar do anúncio deste fato que é decisivo para nós, discípulos e discípulas, independentemente do estado de vida em que nos encontramos: ministros ordenados, leigos ou consagrados. O apóstolo Paulo afirma: “Se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é sem fundamento, e sem fundamento também é a vossa fé... Se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados... Se é só para esta vida que pusemos a nossa esperança em Cristo, somos, dentre todos os homens, os mais dignos de compaixão” (1Cor 15, 14. 17. 19). Assim percebemos que a ressurreição é a verdade fundamental de nossa fé e de nosso anúncio. Sem ela nossas esperanças cairiam por terra. Graças ao batismo nos tornamos participantes dos merecimentos da Páscoa, da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Por isso cremos que em nós a ressurreição também se tornará realidade e “estaremos sempre com o Senhor” (1Tes 4, 17). Como é bom termos a graça dessa fé, que nos dá um sentido todo novo à própria vida!
          Seja este Tempo Pascal de profundo convívio com o Ressuscitado, diante do qual reafirmamos nossa vocação missionária de anunciar e testemunhar sua presença em nossa vida, em nossa história, em nossa Terra Santa. Também nós queremos fazer novamente a experiência de entrar no mistério do sepulcro vazio, de ver que o Senhor não permanece na morte, de professar sua ressurreição (Jo 20, 8), levando a boa notícia aos outros. Assim compreendemos melhor o que nos quer dizer o Documento de Aparecida, quando afirma: “Não podemos ficar tranqüilos em espera passiva em nossos templos, mas é urgente ir em todas as direções para proclamar que o mal e a morte não têm a última palavra, que o amor é mais forte, que fomos libertos e salvos pela vitória pascal do Senhor da história...” (DAp 548).
          Quais discípulos de Emaús, deixemo-nos acompanhar pelo peregrino Jesus, que caminha conosco em meio às realidades da vida (Lc 24, 15 e 18); escutemos a Palavra de Deus, que faz arder os corações para crer (Lc 24, 32); participemos do Partir do Pão, que faz abrir os olhos e reconhecê-lo presente (Lc 24, 31); levantemo-nos e andemos para nossa Jerusalém, nossa Terra Santa, para o anúncio aos outros discípulos de como o encontramos no caminho e como o reconhecemos (Lc 24, 33 e 35).
          A celebração do mistério da Páscoa nos faça crescer na fé e no ardor missionário!
Dom Aloísio A. Dilli
Bispo de Uruguaiana

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