segunda-feira, 23 de abril de 2012

DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

          Caros diocesanos. Como já é de praxe, o papa Bento XVI escreveu mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações, especialmente sacerdotais e religiosas, celebrado no dia 29 de abril, com o tema: “As vocações, dom do amor de Deus”. Segundo o Sumo Pontífice, a Sagrada Escritura revela a relação de amor de Deus para com a humanidade, mesmo antes da criação. A pessoa humana é amada por Deus, mesmo antes de existir. Seu amor é incondicional e de gratuidade absoluta, pois Ele nos quer em plena comunhão consigo. Afirma o Santo Padre que “cada pessoa humana é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus”. Essa verdade muda profundamente o rumo e o sentido de nossa vida. A bíblia nos apresenta em Cristo a plenitude do amor, desde sua Encarnação até a Páscoa e sua volta ao Pai. Esse amor continua presente na Igreja primitiva e permanece vivo nela, através dos tempos: “incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia. O amor de Deus permanece para sempre; é fiel a si mesmo, à ‘promessa que jurou manter por mil gerações’” (Sl 105, 8). Segundo o Santo Padre, é preciso anunciar de novo, especialmente às novas gerações, a beleza persuasiva deste amor divino que nos precede e acompanha, que não falha, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.
          Também nossa vocação é compreendida dentro desse contexto, pois ela nasce da iniciativa divina, tornando-se dom do seu amor e não merecimento de nossa parte. Ele vem ao nosso encontro, procurando conquistar-nos. No encontro com esse amor de Deus nós respondemos positivamente com nosso ‘sim’ vocacional, abrindo nossa vida para uma resposta fiel e fecunda. Afirma Bento XVI em sua mensagem para o dia de oração pelas vocações: “Neste terreno de um coração em oblação, na abertura ao amor de Deus e como fruto deste amor, nascem e crescem todas as vocações. E é bebendo nesta fonte durante a oração, através duma familiaridade assídua com a Palavra e os Sacramentos, nomeadamente a Eucaristia, que é possível viver o amor ao próximo, em cujo rosto se aprende a vislumbrar o de Cristo Senhor (cf. Mt 25, 31-46)”. Segundo o Papa, o amor a Deus, do qual presbíteros e religiosos devem tornar-se imagens visíveis, é a causa da resposta à vocação de especial consagração ao Senhor. Ao falar sobre o amor ao próximo, sobretudo às pessoas mais necessitadas e atribuladas, ele afirma que este é o propulsor decisivo que faz o sacerdote e o consagrado um gerador de comunhão e um semeador de esperança. Sua relação com a comunidade cristã “é vital e torna-se parte fundamental também do seu horizonte afetivo”.
          No final de sua mensagem Bento XVI faz um vivo apelo aos bispos, presbíteros, diáconos, consagrados/as, catequistas, agentes pastorais e todos que estão empenhados no campo da educação das novas gerações para “uma escuta atenta de quantos, no âmbito das comunidades paroquiais, associações e movimentos, sentem manifestar-se sinais duma vocação para o sacerdócio ou para uma especial consagração. É importante que se criem, na Igreja, as condições favoráveis para poderem desabrochar muitos ‘sins’, respostas generosas ao amoroso chamamento de Deus”. Entre os pontos de orientação para escutar o chamado divino e dedicar uma vida totalmente gasta pelo Reino devem estar a Palavra de Deus, a Oração pessoal e comunitária e a Eucaristia. Também a comunidade e a família, “primeiro e melhor seminário da vocação”, exercem importante influência para uma adesão generosa e fiel ao chamado. Que o Senhor da messe multiplique e abençoe nossos vocacionados/as.
Dom Aloísio A. Dilli - Bispo de Uruguaiana

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